Nunca é fácil voltar de uma longa viagem de sol, mar, novos aprendizados, novas energias e outras possibilidades. Mas eu fui salva nessa chegada por Amyr Klink. Isso mesmo, o conhecido navegador solitário que vai ter sua vida mostrada no filme “Cem dias”, de Carlos Saldanha. Ele veio conversar comigo e nosso encontro vai ao ar em breve, no meu canal do YouTube. Sempre admirei ele por seu estilo de vida, por suas escolhas como desafiador dos limites, como escritor e como cientista, por que não? Mas o que me fascinou, mais uma vez, nessa segunda conversa que tive com ele na minha vida, foi o olhar dele sobre o mundo, sobre a família, sobre as pessoas, sobre o que significa para ele ser rico. Falamos de vida, falamos de projetos, do filme, é claro, e das experiências engraçadas que ele teve durante a sua vida. Passei os dias seguintes com uma alegria que eu tinha certeza que vinha justamente daí, desse encontro. Recebi um boost de confiança, de esperança na vida. Tive a grande sorte de cruzar com uma pessoa como ele. Imagino que isso não vai acontecer com frequência no meu dia a dia, mesmo porque tem poucos como ele por aí. Mas, garanto que eu vou guardar toda essa sabedoria compartilhada e esse aprendizado por muito tempo. Espero.
Ilustração: Maria Eugenia
A ARTE DA AMIZADE
Tem gente pagando 29 dólares para jantar com desconhecidos na esperança de sair de lá com amigos — tudo isso é feito via aplicativo. Sim, a amizade entrou para a economia da assinatura. E, convenhamos, é bem estranho precisar colocar o cartão de crédito para encontrar aquilo que, durante séculos, aconteceu quase sem a gente perceber.
Li um artigo sobre as startups que vêm recebendo milhões de dólares para tentar resolver essa solidão. O assunto é sério. O órgão de saúde pública dos Estados Unidos já classificou o isolamento como uma crise de saúde pública. O mercado, sempre atento às nossas carências, percebeu a oportunidade. Quando aparece um vazio, logo surge um aplicativo, uma mensalidade e a promessa de preenchê-lo.
A tecnologia é funcional: consegue marcar o jantar, combinar interesses e mandar um lembrete simpático algumas horas antes. Consegue até selecionar pessoas com idades, hábitos e gostos parecidos. Mas a intimidade precisa de repetição, tempo e uma boa quantidade de dias sem graça. Amizade também se constrói quando não há uma conversa brilhante nem uma mesa bem posta. Ela cresce naquela terça-feira comum, quando alguém aparece mesmo cansado ou liga sabendo que talvez escute a mesma história pela quinta vez.
Esse é o defeito de fabricação desse modelo de negócio. A empresa monta a sala, escolhe a música e coloca todo mundo no mesmo endereço, mas não pode garantir que alguém ficará quando o encanto desaparecer. Também é intrigante pensar no tanto de dinheiro que começamos a gastar para recuperar redes de apoio que fomos desmontando. A rotina ficou mais individual, os encontros passaram a exigir agenda e até o descanso virou uma atividade solitária diante de uma tela. Depois, surpresos com o isolamento, procuramos um serviço que nos ensine novamente a estar juntos.
Não vejo problema em pagar por um jantar ou entrar num clube para conhecer gente. Pode ser, sim, um bom começo. O risco é confundir a porta com a casa. O encontro aproxima, mas a convivência depende de presença. E presença, como se sabe, não combina muito com aquele botão sedutor de “cancelar assinatura”.
O mercado pode vender a ocasião, organizar a mesa e escolher quem vai sentar ao lado de quem. A amizade começa depois, quando ninguém mais está cobrando ingresso e alguém percebe que você não apareceu.
Correndo atrás / Fotos: Canva.com
ORAÇÃO AO TEMPO
O tempo anda com pressa. A gente termina o café da manhã e já é sexta-feira. Os dias passam, as semanas somem e fica aquela sensação meio angustiante de que a vida está acontecendo depressa demais.
Uma reportagem do portal americano Vox conta que temos dois relógios. Um mede o tempo enquanto vivemos uma experiência. O outro entra em ação quando olhamos para trás. Os especialistas chamam esses mecanismos de tempo prospectivo e tempo retrospectivo, e eles nem sempre concordam. Uma tarde entediante pode parecer interminável enquanto acontece e desaparecer completamente da memória. Uma viagem passa voando, mas depois ocupa um espaço enorme dentro da gente.
O cérebro, pelo visto, não tem um relógio particular escondido em alguma gavetinha. Ele calcula o tempo a partir do que sente, percebe e registra. O neurocientista David Eagleman, de Stanford, explica que a novidade costuma ampliar essa percepção porque exige mais atenção. Quando tudo é desconhecido, a cabeça coleciona detalhes. A rotina produz o efeito contrário. Quando os dias são muito parecidos, o cérebro economiza registros e, sem muitas lembranças novas, um mês inteiro pode acabar reduzido a uma impressão vaga de que passou depressa.
Eagleman chegou a estudar situações extremas, jogando voluntários de uma altura equivalente a 15 andares em uma experiência de queda livre. O medo parece colocar tudo em câmera lenta. Cada segundo ganha uma nitidez absurda. O problema, claro, é que ninguém deveria precisar despencar de um prédio para sentir que viveu uma terça-feira intensa. Mas viver colecionando sustos e novidades também cria uma espécie de ansiedade permanente, a chamada “urgência do tempo”. A pessoa tenta espremer tanta vida dentro da vida que acaba exausta demais para perceber o que está acontecendo.
Talvez o erro esteja nessa obsessão por fazer o tempo render. Encher cada espaço com uma tarefa, um compromisso ou uma experiência extraordinária pode deixar os dias movimentados, mas também dificulta a criação de lembranças mais detalhadas. Para registrar alguma coisa, a cabeça precisa de espaço. E espaço, hoje em dia, parece uma extravagância.
As filosofias antigas já desconfiavam disso. Os estoicos repetiam o “memento mori”, um lembrete de que vamos morrer. Pode parecer pesado, mas há algo de libertador em parar de fingir que o tempo é infinito. Quando sabemos que uma coisa acaba, prestamos mais atenção nela. Quando qualquer minuto livre recebe imediatamente uma tela, o tédio ganhou uma fama injusta. Parece desperdício, embora talvez seja apenas um intervalo em que a cabeça deixa de correr para algum lugar. E, nesse intervalo, a gente percebe melhor onde está. E quem de fato é.
O corpo humano anda cheio de boletins. A gente mede o sono, o coração, o açúcar, a digestão, os passos, o humor. Agora chegou a vez da vagina ganhar nota. Sim, nota. Li na Vanity Fair uma reportagem sobre a nova obsessão do universo do biohacking: descobrir quem tem o microbioma vaginal mais perfeito do mundo. Ou, na linguagem dessa turma, quem pertence ao seleto clube do “um por cento”.
Começaram a circular relatos de influenciadoras que realizaram testes de microbioma vaginal com pontuações máximas, apresentados como uma espécie de “nota de saúde” das bactérias íntimas. O que antes era restrito ao consultório médico começou a aparecer em redes sociais como ranking, conteúdo e sinal de status. A saúde íntima entrou, assim, na lógica da performance e da comparação pública.
Startups vêm atraindo capital de risco com testes, análises e suplementos personalizados. A promessa é decifrar o ecossistema de microrganismos que vive na vagina e sugerir maneiras de deixá-lo mais saudável.
Tem empresa que nasceu de questões médicas importantes, como a Evvy, que foi pensada para mulheres que sofrem com infecções recorrentes, como a vaginose bacteriana. Mas a confusão começa quando uma informação médica vira ranking: muitas mulheres apresentam nos exames bactérias consideradas “ruins” e continuam perfeitamente saudáveis, sem sintoma algum. O microbioma muda com a idade, a raça e a região. Um resultado fora do padrão vendido como ideal pode não ter importância clínica nenhuma.
Acho curioso que até as bactérias mais íntimas tenham sido envolvidas nessa necessidade contemporânea de aprovação. Sentir-se bem parece insuficiente. É preciso comprovar, de preferência com um número redondo, uma tela bonita e alguma coisa que possa ser publicada.
Infecções recorrentes precisam de diagnóstico, acompanhamento e tratamento. Mas existe uma distância enorme entre cuidar do corpo e colocá-lo numa espécie de concurso permanente. Quando até o microbioma vaginal ganha posição num ranking mundial, vale desconfiar menos das bactérias e um pouco mais de quem lucra com a nossa insegurança.
Durante muito tempo, viajar pelo mar parecia oferecer duas alternativas. De um lado, os cruzeiros gigantescos, com milhares de passageiros, restaurantes cheios e uma programação que começa antes do café da manhã. Do outro, o iate particular, reservado a quem pode gastar sem perguntar quanto custa. Pois agora apareceu uma terceira possibilidade, bem mais sedutora: os hotéis cinco estrelas flutuantes.
A hotelaria de luxo resolveu deixar a terra firme. Ritz-Carlton, Four Seasons, Orient Express e Aman estão levando para o mar tudo o que aprenderam sobre conforto, serviço e desejo. O Ritz-Carlton abriu o caminho em 2022, com o Evrima, e depois vieram o Ilma e o Luminara. Há janelas do chão ao teto, varandas privativas, banheiras de mármore, menus de chefs estrelados e até boutiques que vendem bolsas Birkin. O hóspede olha para o horizonte, mas continua cercado por tentações muito terrestres.
O Four Seasons I, lançado em março, seguiu a mesma rota, com tratamentos faciais da La Mer, decoração elegante e suítes com piscina própria. A pessoa está no meio do oceano e ainda pode escolher mergulhar sem sair do quarto. Acho curioso esse esforço para oferecer privacidade até dentro da privacidade.
O Orient Express preferiu recuperar o glamour das antigas viagens e lança este ano o Corinthian, apresentado como o maior iate de luxo à vela do mundo. A bordo, haverá gastronomia do chef francês Yannick Alléno e paradas em lugares quase intocados, incluindo a ilha privativa de Richard Branson, no Caribe. A rede de superluxo Aman prepara o Amangati, inspirado na serenidade dos ryokans — aquelas hospedarias tradicionais japonesas.
Para quem considera poucas dezenas de pessoas uma multidão, o grupo Jumeirah oferece o veleiro Maltese Falcon por 700 mil dólares por semana. Há também barcos menores, com personalidades muito próprias. Nas Maldivas, o Soneva in Aqua oferece uma banheira com fundo de vidro e uma tripulação feita sob medida, incluindo um astrônomo particular.
Essa nova maneira de navegar revela uma mudança curiosa no luxo. Depois de hotéis cada vez maiores, mais altos e mais espetaculares, surgiu o desejo de flutuar longe das filas, dos ruídos, dos encontros imprevistos e das pequenas amolações que fazem parte de qualquer viagem. O serviço tenta apagar todos os atritos, enquanto o mar oferece o cenário.
Só que, no meio de tanta banheira de mármore, piscina privativa, bolsa Birkin e chef estrelado, o que mais seduz continua sendo aquilo que já estava ali: o balanço da água, o horizonte aberto e algumas horas sem nada urgente acontecendo. Construímos palácios móveis para conseguir parar e olhar. Bem louco tudo isso, não?
Ilustração: Maria Eugenia
DEIXANDO A VIDA NOS LEVAR
Em algum momento perdido no tempo, ter um hobby ficou complicado. A gente começa uma atividade por curiosidade e, antes mesmo de descobrir se gosta daquilo, já pensa se pode virar profissão, negócio paralelo, conteúdo para as redes ou, no mínimo, uma nova habilidade para acrescentar ao currículo. Até o prazer ganhou meta.
Li na The Atlantic sobre o chamado “productive leisure”, o lazer produtivo. Descansar parece pouco. O tempo livre precisa ensinar alguma coisa, melhorar o corpo, aumentar a renda ou produzir um resultado que possa ser medido. A diversão solta, aquela que serve apenas para nos divertir, começou a parecer desperdício.
A economia da atenção piorou um pouco essa história. Começamos a tratar os hobbies com a mesma lógica de desempenho que usamos no trabalho. Acompanhamos a evolução, comparamos resultados, contamos horas e avaliamos se estamos avançando rápido o suficiente. A folga vira uma pequena reunião de avaliação conosco mesmo. E, como ninguém gosta de se sair mal, muita gente prefere nem começar.
É uma pena, porque ser ruim em alguma coisa pode ser muito divertido.
Os chamados “dabblers” são aqueles curiosos que experimentam atividades sem a ambição de dominá-las. São pessoas que entram, saem, voltam, abandonam e recomeçam. Aprendem um pouco e continuam enquanto der vontade. Não precisam fazer de cada interesse uma identidade, muito menos uma carreira. Dá para gostar de alguma coisa sem ser exatamente bom naquilo. Dá para se dedicar sem desejar aplausos. Dá até para desistir sem escrever um comunicado oficial. A graça está em começar sem saber direito onde aquilo vai dar. Em deixar que uma curiosidade ocupe espaço antes que a cabeça trate de organizar tudo.
Há muito tempo associamos luxo à excelência. Queremos a melhor mesa, o melhor quarto, o melhor serviço e a melhor versão de nós mesmos. Mas também existe um luxo bem mais silencioso: fazer algo sem precisar se destacar. Correr só pelo prazer de cansar o corpo. Escrever só para ver as palavras no papel. Fazer cerâmica só por fazer e distribuir o resultado entre os amigos, assim, sem mais.
Ser amador vem do verbo amar. A palavra já traz a pista. Talvez tenhamos complicado demais uma coisa simples: gostar de fazer uma coisa, ainda que a gente a faça mais ou menos. E, convenhamos, carregar algumas pequenas pedras sem ter nada a provar a ninguém pode ser bem gostoso. Vamos?
Voltar para casa depois das férias também é muito bom: aos hábitos que a gente está acostumada, à vida cotidiana, aos pequenos afazeres. Foi justamente nesse clima que eu fiz minhas escolhas esta semana no Iguatemi. Mãos à obra!
Na montagem acima, reprodução da imagem de David Hockney, "Two Robes", 2010
1 - Com essa calça da Alo dá para ir do treino direto para o almoço, sem escalas
2 - Ah, como eu amo um chapéu bucket… esse da Burberry é de denim e eu quero um já!
3 - A cor da estação num tênis ícone: gostei desse Adidas que encontrei na Sunika
4 - Para o dia a dia, brincos de ouro como esses de Guerreiro dão um up no look
5 - A bolsa de camurça tem um nome sugestivo: Joy! E dá um toque especial a qualquer produção — é da Vix Paula Hermanny
Essa semana recebi para uma conversa Rafael Lazarini, criador do RIO2C e agora do SP2B, o evento de inovação que estreia em São Paulo de 9 a 16 de agosto, no Parque Ibirapuera.
Ele contou os bastidores do projeto: como o SXSW, encontro no qual ele se inspirou, quase quebrou durante a pandemia, por que o plano de trazer a marca para cá foi pausado e como isso deu origem a um evento com identidade própria. Falamos também de inteligência artificial, NFTs e por que a programação abre com a psicoterapeuta Esther Perel em vez de um nome de tecnologia.
Jackie de Botton, cofundadora e diretora criativa da The School of Life Brasil, acompanha há mais de uma década as mudanças nas inquietações de quem chega à escola em São Paulo em busca de respostas para a vida contemporânea. Se antes as dúvidas giravam sobretudo em torno de carreira, propósito e relacionamentos, hoje elas aparecem atravessadas pela hiperconexão, pela dificuldade de estar presente e por uma solidão que persiste mesmo em meio a tantas mensagens. Foi a partir disso que Jackie idealizou o Desliga Social Club, experiência que ela lidera e que propõe algo cada vez mais raro: algumas horas longe do celular, dedicadas à conversa, à brincadeira e ao encontro. Mais do que uma pausa das telas, o projeto nasce como uma tentativa de recuperar formas de convivência que a pressa, as notificações e a necessidade de registrar tudo foram deixando pelo caminho.
1. O que o brasileiro procurava em 2013 na School of Life e o que ele procura hoje?
Enquanto penso aqui na resposta, me dou conta que, em 2013, não existia o Uber. O Instagram já existia, mas só tinham "curtidas", não existia "stories". Ninguém avisava em tempo real onde estava. Você, simplesmente, confiava que o outro ia aparecer. E ele aparecia. As pessoas chegavam até a escola perguntando como lidar com a ansiedade de escolher uma carreira, como ter melhores relacionamentos, como ser um chefe menos tirano, como encontrar seu propósito. Hoje, a pergunta mudou de forma e ficou mais grave: as pessoas chegam dizendo que se sentem sozinhas mesmo conectadas, mesmo em grupos de WhatsApp lotados. E quando um povo inteiro, notoriamente caloroso como o brasileiro, começa a sentir solidão, isso não é uma queixa individual, é um sintoma coletivo. O mundo tem um problema.
2. Até que ponto podemos responsabilizar cada pessoa por resistir a tecnologias desenhadas para disputar sua atenção?
É fácil e um pouco covarde colocar toda a culpa no indivíduo, como se bastasse força de vontade para vencer equipes inteiras de neurocientistas contratados para nos manter grudados na tela. Mas também seria ingênuo fingir que não temos escolha nenhuma. A verdade, como sempre, mora no meio: somos responsáveis não por resistir sozinhos, mas por desenhar nossa vida de um jeito que exija menos resistência e por exigir, coletivamente, que essas tecnologias sejam projetadas com mais respeito pela nossa atenção. Culpar só o usuário é como culpar o peixe por morder a isca. Alguém desenhou aquele anzol para ser irresistível.
3. Muitas vezes, até o lazer adulto acaba organizado por metas, desempenho e registros nas redes sociais: será que nós ainda sabemos viver sem produzir conteúdo para mostrar depois?
Achamos que precisávamos de um Desliga Social Club porque até o descanso virou trabalho: tem meta de passos, meta de livros lidos, meta disso e daquilo, de "presença" postada. Esquecemos de rir junto, olhar nos olhos e trocar uma piscadela. Eu não quero apenas mostrar que vivo, quero de fato, viver.
MEMÓRIA EM USO
Há bairros que a gente reconhece antes mesmo de olhar a placa da rua: Higienópolis é assim. Tem uma personalidade própria, feita de árvores, fachadas, esquinas e construções que parecem guardar um pedaço da história de São Paulo. Quando uma delas desaparece, o bairro perde um pouco da memória. Quando volta à vida, acontece o contrário.
Foi o que me chamou a atenção no restauro do Palacete Piauí, um casarão histórico que passou muitos anos degradado. No projeto Casa Piauí Higienópolis, parte do imóvel deverá receber uma unidade do ComVem, com gastronomia e serviços voltados a quem mora ou circula pela região.
O restauro integra uma intervenção maior, que inclui a Casa Piauí Higienópolis, empreendimento residencial da Helbor e da MPD, com apartamentos de quatro suítes e área de lazer. A proposta, de acordo com o projeto, foi criar algo que conversasse com o bairro, um dos mais tradicionais de São Paulo.
São Paulo tem uma certa pressa de apagar vestígios. Por isso, ver um casarão recuperado e novamente integrado à rotina do bairro tem um valor especial. O Palacete Piauí muda, claro. Mas permanece. E, numa cidade tão acostumada a perder seus endereços, permanecer já é uma bela forma de futuro.
Me segurei na ansiedade aguardando este domingo para assistir à abertura do SP2B com Esther Perel, exclusivamente para convidados
Descobri que os Gipsy Kings se apresentam dia 28 de novembro em São Paulo, com participação especial de Sidney Magal: contando os dias
Me animei para conhecer a nova coleção de Gloria Kalil para a Egrey, de Eduardo Toldi: sou fã dos dois e fico aguardando cada collab dele
Achei curioso o encontro entre o papa Leão XIV e Patti Smith no Vaticano: os dois, que têm Chicago como cidade natal, já haviam cruzado caminhos em maio, quando a cantora se apresentou nas celebrações do primeiro ano de pontificado
Me senti uma felizarda por acompanhar a trajetória da maestrina Hugueta Sendacz, que comemora 100 anos logo mais e continua na ativa, conduzindo o coral iídiche, na Casa do Povo
Recebi também o convite para a inauguração do novo espaço de Teo Vilela na Barra Funda: sua loja tem uma curadoria única de móveis e objetos
Já escolhi até a roupa que eu vou no jantar de reabertura do Museu de Arte Moderna, dia 18 de agosto, com show de Marina Lima — yes!
Vi que Laura Mercier, que tem uma marca de maquiagem excelente, resolveu as influenciadoras tradicionais por “mulheres de influência”: criou um coletivo pago de editoras, maquiadoras e designers que, além de divulgar os produtos, participa das decisões sobre lançamentos, eventos e posicionamento
Amei a parceria da marca Bode com a escola de música da Yale University
Senti o poder das parcerias na abertura da pop-up da Tiffany, no shopping Iguatemi JK, com projeto de Humberto Campana: uma maravilha!
Fiquei feliz e orgulhosa de ter participado da série “O caçador de marajás”, dirigida por Charly Braun, que ganhou o prêmio Grande Otelo, como a melhor série documental do ano
Dormi todos os dias nos novos lençóis da Trousseau que ganhei de Adriana e Rodrigo Trussardi: confesso que nunca havia dormido em lençóis tão luxuosos — um verdadeiro sonho
Matei a saudade de Lisboa com os chocolates que trouxe da loja Corallo: considero um dos melhores do mundo
Achei bonita a ideia de Silvana Tinelli comemorar seu aniversário levando um grupo grande de amigos para o fim de semana em Inhotim, com direito a muita arte na programação
Descobri o Walk & Talk London, um clube que reúne desconhecidos para caminhadas pela cidade com a ideia de fazer novas amizades: num lugar onde tanta gente se sente sozinha, achei bonita a proposta de caminhar, conversar e ver no que dá
Fiquei obcecada pelas meias abertas da Miu Miu, que deixam só um pedacinho aparecer por baixo das sandálias — pareciam estranhas na passarela, mas agora achei a solução incrível: protegem o pé das tiras sem esconder a pedicure
Achei uma graça Chica Capeto ter escolhido a cor vermelha para seu vestido de noiva no seu casamento no Rio
Não consegui ir ao lançamento da collab de Renata Correa com Elisa Atheniense em objetos para casa e bolsas trançadas, lindas
Fiquei curiosa com a abertura da Raia Conceito no Itaim — quem não ama uma farmácia dedicada a produtos de skincare e beleza com as melhores marcas do mundo?
Gostei de saber sobre o novo Caminho de São Francisco, lançado oficialmente pelo governo italiano: são 1.546 quilômetros por seis regiões do país, numa rota de peregrinação inspirada na vida do santo de Assis e que quer se tornar uma espécie de Caminho de Santiago italiano
Soube que a New Balance criou seu primeiro jardim exclusivo para funcionários, ao lado da fábrica de Flimby, na Inglaterra: entre flores, bancos e casinhas de pássaros, o espaço foi pensado para que os trabalhadores possam fazer uma pausa e respirar no meio do expediente
Fiquei com vontade de ter aqui em casa o novo tapete lançado em Nova York por John Derian, cuja loja é uma das minhas preferidas na cidade
Gostei de voltar à rotina dos meus treinos, da minha casa, meu café da manhã, com os meus cachorrinhos, minha família e a novela das nove, claro!
Voltando pra casa, escolhi uma canção que fosse bem acolhedora e que ao mesmo tempo me surpreendesse: foi aí que surgiu a cantora Irma, que veio de Camarões, mas construiu sua carreira na França, cantando em inglês. Uma coisa meio soul, meio folk. Lindo…
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