A velha sabedoria, o novo esnobismo e aquela vontade enorme… de ficar em casa. Reconhece?

Com certeza, esta próxima metade do ano promete. Promete muito mais agito, muito mais correria, muitos mais projetos e todo o estresse que vem junto com tudo isso. Essa semana que passou já foi um sinal para mim: teve teatro, teve cinema — duas experiências transformadoras: “Lia e Lia” e “O Convite”. Teve entrevista ao vivo na Casa Piauí com Lilian Pacce, teve gravações para o YouTube, o festival de inovação no Ibirapuera. São Paulo é pulsante e a gente parece que vai no embalo. Se eu queria outra vida? Não, esta está muito boa e gosto desses desafios todos. Mas isso não me impede de já começar a sonhar com o próximo tempo livre. Para poder olhar o sol, a lua, as estrelas... Para poder nadar no mar, para poder ler com tranquilidade, para poder estar com meus amigos e, principalmente, para poder não fazer nada. Sim, a vida é uma gangorra.


O RESGATE DA ALMA

Há algum tempo, a saúde mental passou a ser tratada quase como uma questão de engenharia. Bastaria encontrar a substância certa, equilibrar a química do cérebro e pronto: sofrimento resolvido. A promessa era sedutora. Também parecia simples demais.

Li uma reportagem muito interessante da The Atlantic sobre um movimento que começa a ganhar força dentro da própria psiquiatria. Depois de décadas apostando quase exclusivamente na biologia, cresce a percepção de que talvez tenhamos deixado pelo caminho uma parte essencial da história: o significado daquilo que sentimos.

A frustração ajuda a explicar essa mudança. Como lembra a historiadora de Harvard Anne Harrington, a psiquiatria biológica produziu avanços importantes, mas também criou a expectativa de que a depressão pudesse ser reduzida a um desequilíbrio químico corrigido por medicamentos. Sim e talvez não: o próprio Thomas Insel, ex-diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, reconheceu que bilhões de dólares investidos em pesquisas sobre os mecanismos fisiológicos das doenças mentais não conseguiram reduzir indicadores como suicídios e internações.

É justamente nesse cenário que um personagem muito conhecido volta ao centro da conversa: Sigmund Freud. Quem lidera esse reencontro é o neurocientista e psicanalista Mark Solms. Depois de décadas cruzando descobertas da neurociência com a clínica, ele defende que muitas das ideias centrais da psicanálise nunca estiveram tão atuais. O inconsciente, durante muito tempo tratado como uma construção abstrata, hoje encontra respaldo em exames que mostram o cérebro reagindo a determinados estímulos antes mesmo de termos consciência deles. Talvez a nossa mente saiba de muita coisa antes de nós.

O mais curioso é perceber que Solms não propõe uma disputa entre remédios e terapia. A discussão parece ser outra. Talvez aliviar os sintomas seja apenas uma parte do processo. Compreender por que eles existem pode ser a outra.

Achei bonita essa mudança de perspectiva. Vivemos numa época que oferece respostas cada vez mais rápidas para quase tudo. Diagnósticos instantâneos, soluções imediatas, alívios que precisam acontecer depressa. Talvez exista algo profundamente contemporâneo em recuperar justamente o contrário: o tempo da conversa, da escuta e da interpretação.

Talvez a maior descoberta da neurociência não seja desmentir Freud, mas lembrar que nem toda dor nasceu para ser apenas silenciada. Algumas ainda esperam, pacientemente, para serem compreendidas.


ORAÇÃO AO TEMPO

Quem nunca passou o dia inteiro sonhando que aquele compromisso da noite fosse cancelado? Quando a mensagem finalmente chega, vem quase um alívio, como se a agenda tivesse nos dado um presente. Durante muito tempo, transformar o "bolo" de última hora em autocuidado virou uma espécie de consenso silencioso. Só que esse hábito começou a cobrar um preço que nem sempre aparece na hora.

Quase todo mundo já esteve dos dois lados da história. Já cancelou e já foi cancelado. Basta lembrar da sensação de descobrir que alguém desistiu de nos encontrar para entender que existe uma diferença enorme entre preservar a própria energia e fazer o outro sentir que ele simplesmente deixou de ser importante.

O curioso é que a psicologia mostra justamente um paradoxo. É com os amigos mais próximos que nos sentimos mais à vontade para desmarcar um encontro. Afinal, imaginamos que eles vão entender nosso cansaço, nossa ansiedade ou nossa falta de disposição. Ao mesmo tempo, é exatamente quando esse cancelamento vem de alguém muito próximo que a dor costuma ser maior. Com aqueles que são apenas conhecidos, tudo parece mais leve. Com amigos íntimos, a ausência ganha outro peso.

Claro que existem imprevistos. Eles fazem parte da vida. Mas talvez a questão esteja menos no cancelamento em si e mais na facilidade com que passamos a tratar qualquer desconforto como motivo suficiente para desistir. O trânsito parece intenso demais. A preguiça aumenta. O sofá faz um convite irresistível. E o cérebro ainda prega uma peça: costuma exagerar o esforço de sair de casa e minimizar o prazer de um encontro. Quase sempre a noite é melhor do que imaginávamos enquanto ainda estávamos escolhendo se trocaríamos o pijama por uma roupa qualquer.

Também existe uma diferença importante entre cancelar um café improvisado e faltar a um jantar, uma festa ou uma celebração organizada com cuidado. Há tempo, expectativa e afeto investidos nesses encontros. Quando várias pessoas resolvem desistir na última hora, não desaparece apenas um compromisso da agenda. Vai embora também um pouco da experiência de quem preparou tudo.

Tenho pensado que talvez a gente tenha confundido descanso com isolamento. Como se cuidar de si significasse, inevitavelmente, fechar a porta para o mundo. Mas amizade continua sendo uma experiência presencial. Precisa de repetição, de pequenos encontros sem importância aparente, de conversas comuns, de gente que aparece mesmo quando o entusiasmo não está no auge.

Hoje, quando basta um toque na tela para desmarcar qualquer compromisso, comparecer voltou a ter um peso diferente. Talvez porque presença tenha virado uma forma de dizer ao outro que ele importa.

AMOR: PREVISÃO? DADOS?

Até parece que nossa vida inteira virou um painel de controle: a gente mede o sono, os passos, os batimentos, a produtividade. Agora, pelo visto, chegou a vez do amor entrar na planilha: li uma reportagem no jornal britânico The Times sobre uma nova geração de solteiros que decidiu organizar a vida afetiva como se fosse um relatório de fim de trimestre.

A lógica é curiosa. Inspirados pelas retrospectivas dos aplicativos de música, eles criam verdadeiros balanços dos próprios relacionamentos. Registram nomes, alturas, afinidades, hábitos, higiene, valores, se houve beijo, por que o encontro não deu certo. Tudo ganha uma categoria. Tudo pode ser comparado. O afeto, que sempre viveu de nuances, aparece em gráficos, colunas e filtros.

O mais interessante é que essa obsessão por dados parece nascer menos da necessidade de organização e mais da tentativa de encontrar alguma previsibilidade em um território que, por definição, nunca foi previsível. Algo como: se eu entender o padrão, penso eu, talvez sofra menos da próxima vez. Talvez escolha melhor. Talvez evite repetir a mesma história.

E, em alguns casos, esse exercício realmente revela coisas importantes. Uma das entrevistadas percebeu que insistia em procurar homens que lembravam o ex-namorado. Outro descobriu, relendo suas anotações, que existia um detalhe aparentemente banal que sempre acabava determinando o rumo dos encontros. A planilha acabou funcionando quase como um diário. Menos para avaliar os outros e mais para enxergar a si mesmo.

Ao mesmo tempo, especialistas chamam a atenção para um risco inevitável. Quando a gente chega a um encontro carregando uma lista invisível de critérios, sobra pouco espaço para aquilo que nunca coube em nenhuma métrica: a surpresa. A conversa inesperada. A afinidade que aparece sem aviso. A pessoa que, no papel, talvez não passasse na primeira triagem, mas que, diante da gente, simplesmente faz sentido.

Nunca tivemos tantas ferramentas para organizar a vida e, ainda assim, continuamos diante dos mesmos mistérios quando o assunto é afeto. O amor aceita aplicativos, mensagens instantâneas e chamadas de vídeo, mas continua escapando da lógica das fórmulas.

Fiquei pensando se essa necessidade de registrar tudo não revela menos sobre quem encontramos e mais sobre a dificuldade de conviver com a incerteza. A planilha pode até organizar a memória, ajudar a perceber padrões e evitar alguns tropeços. Mas dificilmente explica por que uma conversa atravessa a gente de um jeito que nenhuma lista de compatibilidades conseguiria prever.

Me siga nas redes!

A GAROTA DO MOMENTO

Loli Bahia está naquele momento em que tudo parece acontecer ao mesmo tempo. É rosto da Saint Laurent, desfila alta-costura Chanel, circula entre as grandes casas de moda e ainda aparece fora desse universo, sempre ao lado de Rosalía, sua namorada. Apesar de ela viver cercada de vestidos e roupas caras, no dia a dia ela aparece ao lado da cantora sempre de jeans largos e camisetas largas, sem qualquer produção ou cuidado especial. Loli tem cara de fenômeno repentino, desses que surgem prontos. Só que a história dela começou de um jeito bem menos calculado.

Foi uma reportagem da revista francesa Elle que me fez prestar atenção nessa trajetória. Nascida em Lyon, de origens espanhola e argelina, Loli levava uma vida completamente distante das passarelas. Dividia o tempo entre o vôlei e as aulas de música no Conservatório quando resolveu acompanhar uma amiga a um concurso de modelos. Nem queria participar. Foi convencida pela mãe a fazer o teste. Ganhou o concurso aos 15 anos e, dois anos depois, estreava na Louis Vuitton pelas mãos de Nicolas Ghesquière.

O resto parece um daqueles enredos improváveis que a moda adora produzir. Vieram centenas de desfiles para casas como Chanel, Saint Laurent, Givenchy e Versace, capas de Vogue e Harper's Bazaar e uma estreia no cinema ao lado de Johnny Depp. Tudo isso mantendo aquela postura que os franceses resumem tão bem na palavra “nonchalant”: um jeito elegante de parecer que nada exigiu esforço.

Talvez seja justamente isso que torne Loli Bahia tão interessante. Em um momento em que todo mundo parece empenhado em construir uma versão perfeita de si mesmo, ela transmite a impressão oposta: a de quem deixou espaço para o acaso fazer parte da história.


O NOVO ESNOBISMO

Outro dia li uma história deliciosa no Washington Post: um inglês estava decidido a tirar seu Bentley clássico da garagem e seguir para os Hamptons. Mudou de ideia na última hora: não por causa do carro nem do destino. Achou que haveria trânsito demais e, principalmente, "bom gosto de menos" circulando por lá. Achei engraçado e fiquei pensando se ela realmente descreve o nosso tempo.

A gente gosta de acreditar que vive numa era em que vale tudo, em que os antigos códigos de etiqueta perderam a força e em que cada um pode ser exatamente quem é. Mas talvez o esnobismo nunca tenha sido tão sofisticado. Ele talvez só tenha mudado de endereço.

Antes, o julgamento passava por regras mais ou menos universais. Saber usar os talheres certos, frequentar os lugares certos, dominar um repertório comum. Hoje, cada pequeno universo inventou sua própria régua. O julgamento mora em detalhes quase invisíveis: na lancheira mega elaborada das crianças. No jardim. No azeite que chega à mesa acompanhado de uma história de viagem. O velho esnobismo se fragmentou em uma infinidade de pequenos esnobismos.

As redes sociais ajudaram bastante nisso. Cada tribo criou seus próprios códigos de pertencimento. E, quando gosto vira identidade, basta um passo para virar superioridade moral. Quem cultiva plantas nativas olha com desconfiança para quem prefere rosas tradicionais. Quem aposta no luxo discreto torce o nariz para quem exibe logotipos. E quem exibe logotipos também encontra motivos para desprezar a discrição. No fim, parece que todo mundo encontrou alguém para considerar cafona.

Confesso que eu também tenho meus preconceitos estéticos. E, com certeza, tem alguém por aí que torce o nariz para algum dos meus gostos. Teve até quem criasse lista das coisas mais cafonas e incluísse casamentos em destinos exóticos, livros de decoração, jaquetas de couro para crianças... É impossível não rir. E também impossível não perceber que todos nós, por uma questão ou outra, acabamos participando de uma maneira ou de outra dessas listas invisíveis que circulam por aí.

Mas o problema começa quando essa brincadeira perde a graça. Quando uma preferência estética passa a ser confundida com caráter. Quando um objeto, um hábito ou um estilo de vida deixam de ser uma escolha para virar um atestado de virtude.

Acho que cafona mesmo é patrulhar o gosto alheio. Que cada um organize sua própria vida, sua própria casa, sua própria mesa e seu próprio repertório. Vale?

Desejos de consumo

Ai, que saudades do sol, do mar, do vinho rosé… Ai, que delícia voltar pra São Paulo e sentir essa vida pulsante, cheia de possibilidades! Foi pensando justamente nesse cardápio, entre mostras, teatros e espetáculos que eu fiz minhas escolhas desta semana pelos corredores do Iguatemi. Vamos?

Na montagem acima, reprodução da imagem da SP-Arte Rotas Brasileiras

1 - Essa calça e camisa da Handred, de algodão, transforma qualquer chegada em triunfal

2 - Ah, esses slingbacks da Ferragamo, que chiquê!

3 - Um blush adequado é fundamental: esse da Chanel confere aquela cara de saúde de quem acaba de chegar de férias no Mediterrâneo

4 - Se a ideia é um look mais moderno, essa jaqueta curta de nylon da Moncler promete e cumpre —seja com uma calça preta ou um bom jeans…

5 - O gran finale, para arrematar o pacote? Esse medalhão da Prasi, pendurado sutilmente num colar de pérolas — amei tanto que eu tenho um igual!


3 perguntas para

Paula Rahal, dermatologista da Clínica Dr. Otávio Macedo & Associados, construiu sua trajetória acompanhando de perto uma área que mudou muito nos últimos anos. Com o avanço dos procedimentos estéticos, das tecnologias e das redes sociais, o consultório passou a receber também novas expectativas sobre beleza, juventude e envelhecimento. Nesse cenário, o trabalho do dermatologista exige cada vez mais escuta, senso de medida e capacidade de entender o que está por trás de cada pedido. Para Paula, estética também passa por preservar identidade, respeitar limites e ajudar cada paciente a encontrar uma relação mais equilibrada com a própria imagem.


1. Em que momento o cuidado estético deixa de ser autocuidado e passa a alimentar uma vigilância permanente sobre o próprio rosto?

Existe uma linha muito tênue entre autocuidado regrado e obsessão ou até um dismorfismo no dia a dia dos pacientes. Geralmente, essa condição é vista cada vez mais no consultório do dermatologista. Com certeza, a tecnologia e as redes sociais fazem papel importante para as pessoas perderem a identificação da própria imagem. O gatilho pode estar associado a algumas condições psiquiátricas, traumas ou até separações.


2. Até onde um dermatologista deve acompanhar o desejo do paciente e em que momento precisa confrontá-lo? O papel do médico é executar uma mudança ou interpretar o que existe por trás dela?

Desde a primeira consulta, já é possível identificar esses excessos no paciente. O papel do dermatologista é escutar as queixas e bolar um plano de atendimento, desde que seja pertinente para cada caso. Quando é diagnosticado um excesso ou dismorfismo, é de extrema importância a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra para dar assistência a um tratamento completo. Para mim, o verdadeiro papel como dermatologista é resgatar a jovialidade perdida com o tempo. Mas também garantir um “Pro Aging”: envelhecer com elegância e critério. A não ser que o paciente apresente alguma assimetria mais evidente ou algum traço mais marcante.


3. O que as mulheres mais buscam hoje quando procuram procedimentos estéticos? E os homens? Você sentiu um aumento na presença deles nos últimos anos?

Na verdade, as mulheres vêm buscando a melhora de uma queixa, “o derretimento facial”. Nos anos anteriores, a procura era pela toxina botulínica ou pelo preenchimento, apesar de continuarmos a fazer bastante; agora, a queixa maior é a flacidez facial. Para isso, usamos e abusamos das tecnologias, bioestimuladores de colágeno e fios. Por isso, o plano de tratamento é importante.

Atualmente, o índice de homens vem aumentando cada vez mais nas clínicas dermatológicas. Eles passaram a ser mais vaidosos e a se preocuparem mais com a autoimagem. As principais queixas são as capilares (calvície), a perda do contorno e aumento da papada.

Foi um encontro regado a boas conversas e muita gente interessante: tudo isso aconteceu na última quinta-feira, no Palacete Piauí, parte do complexo Casa Piauí Higienópolis, projeto das incorporadoras Helbor e MPD, no bairro de Higienópolis. Lilian Pacce falou sobre moda, comportamento e curadoria nestes tempos. Um final de tarde iluminado em um espaço que traduz luxo, história e contemporaneidade.

Direto do meu Instagram

Essa Semana Eu…

Finalmente fui assistir ao filme “O convite”, que estreou enquanto eu estava fora, e elegi no ato minha atual musa: a atriz e diretora do filme, Olivia Wilde

Me encantei com a bolsa de ráfia da Polène, a marca francesa que está virando mania em Paris com modelos lindos e preços mais acessíveis

Fui aplaudir Camila Pitanga e Bete Coelho no espetáculo Lia Lia, com texto de Caetano W. Galindo e direção de Bete Coelho e Gabriel Fernandes, no Centro Cultural da Fiesp

Visitei, pela primeira vez, a loja Artsoul, de Dani Daud Malouf: tem uma curadoria de objetos muito interessantes e, neste mês, doou parte de seus lucros para a Unibes

Recebi o convite de Ricardo Almeida para comemorar 30 anos de seu primeiro desfile: vai ser terça-feira, dia 18, em seu estúdio

Vi os sapatos recém-lançados pela marca Wales Bonner: eles são tão bons que até a Hermès os convocou como estilistas

Estou tentando me organizar para assistir a “100 anos de solidão”, na Netflix — Gabriel García Márquez é um dos meus autores preferidos e a crítica tem elogiado muito essa série

Tive a sorte de participar da plateia que assistiu Esther Perel na abertura do SP2B: foi no auditório Ibirapuera e depois ainda teve um megashow dos Titãs

Li sobre a mudança da Galeria Superfície, de Gustavo Nóbrega, que sai de um pequeno espaço nos Jardins para dois galpões em Pinheiros

Celebrei o sucesso ao saber da comemoração de um ano do Formosa Hi-Fi, listening bar de Facundo Guerra

Agendei dois compromissos nesta quarta-feira, no Iguatemi: o lançamento do livro “Tecnologias da invenção” de Giselle Beiguelman, na livraria Travessa, junto com Dora Kaufman, e, depois, o show de Assucena e Fernanda Takai

Me diverti muito assistindo a “Pablo e Luizão”, criação de Paulo Vieira — baseada na vida de sua própria família — com Otávio Müller e Ailton da Graça: é muito bom!

Me exaltei com os mini palmiers que comprei no Empório Santa Luzia, simplesmente os melhores do mundo

Adorei ver que a Hermès transformou seu site em um universo ilustrado e animado, com criaturas marinhas e aviões interagindo com os produtos da maison: a marca já tinha feito isso antes e parece ter entendido que até navegar por um e-commerce pode virar experiência

Vi que finalmente a loja de departamentos Harvey Nichols foi vendida para o Frasers Group: trata-se de uma das lojas de departamento mais míticas e sofisticadas de Londres e vinha atravessando uma fase difícil

Soube que Björk está compondo uma música inspirada em “A Paixão Segundo G.H.”, de Clarice Lispector: ela já declarou ter lido todos os livros da escritora

Estou colaborando para a venda dos convites do jantar da ArteSol no JK Iguatemi, que acontece dia 3 de setembro e do qual eu irei participar: há 28 anos eles trabalham para ampliar renda, mercado e oportunidades para artesãs de diferentes regiões do país — hoje, 90% das pessoas alcançadas por esse trabalho são mulheres — e, para fazer parte dessa noite, convites e informações aqui

Passei uma noite dormindo com vários fios e aparelhos ligados para medir a qualidade do sono: o nome desse exame é polissonografia

Fiquei acompanhando meus amigos que estavam em Portugal e na Espanha tendo a sorte de assistir ao eclipse solar

Entrei no túnel do tempo assistindo Os Tribalistas darem uma entrevista para Pedro Bial

video preview

Escolhi minha sinfonia preferida de Beethoven, a Sétima, em performance da Filarmônica de Berlim e regida por um dos maestros que eu mais admiro, Herbert Von Karajan, para homenagear uma amiga querida que morreu. Tânia Piva de Albuquerque era também uma atenta leitora da nossa Caixa Postal desde a primeira edição, sempre fazendo comentários preciosos. Estava sempre presente também nas primeiras filas da plateia nas conversas que conduzo na Casa Vivo, sempre atenta. Que ela descanse em paz, pois lutou bravamente contra uma doença que surgiu de repente e, em 45 dias, a levou embora.

Para garantir a chegada da Caixa Postal todo domingo, basta adicionar caixapostal@caixapostal.net.br na sua lista de contatos: assim você
não perde nenhuma edição!

Unsubscribe| Update your profile | Avenida Higienópolis, São Paulo, São Paulo 01238-000

Caixa Postal

Assine, é de graça. Todo domingo, sempre às 11h da manhã