Respeito é bom, uma casa com a nossa cara também é: sim, ser feio é um direito e ser sensivel é um super ativo. Temos?

Imagine chegar num lugar para passar quatro dias, incluindo um aniversário, onde a senha do Wi-Fi é “Oasis”. Pressenti logo de cara que a temporada seria mágica. Foi minha segunda vez no deserto do Atacama e a primeira num hotel que me conquistou: o Nayara, que fica encravado entre montanhas baixas com aquela cor de terracota mais clara, cercado por um paisagismo que respeita totalmente a flora local com cactos — que eu amo — e pés de romã por todos os lados. De manhã, meu caminho incluía um “buenos dias“ para uma lhama muito simpática, mas também um pouco voluntariosa. No café da manhã comi os melhores croissants da minha vida. Conheci pessoas interessantes de vários lugares do mundo, fui cuidada por uma equipe super especializada e por um grupo de guias de turismo que fizeram a temporada ser melhor ainda. Na véspera do meu aniversário, saí a pé depois do jantar, caminhei uns sete minutos, subi cerca de 70 degraus numa escada de pedras linda e cheguei sabe onde? No planetário exclusivo do hotel e lá passei horas de sonho, no telescópio, mas principalmente deitada numa chaise longue, coberta por uma manta de lã macia, olhando para o céu mais estrelado que já vi, em meio a uma escuridão total. Não tenho palavras para traduzir as sensações que eu vivi nesses dias — o que incluiu ainda banhos nas termas quentes de Puritama (esse é um segredo precioso que eu compartilho aqui, com você). Nunca vi nada igual, com aquele entorno, com aquelas plantas em volta. Tendo a acreditar que o que mantém San Pedro de Atacama daquele jeito original tem a ver com seu povo, que segue com fervor as tradições e as compartilha com quem passa por lá. Aprendi muito sobre a importância de nossas raízes, como devemos ir atrás delas, conhecê-las melhor, respeitá-las e honrá-las. Uma missão.


VÍCIO E PAIXÃO

Há poucas armadilhas mais sedutoras do que confundir escassez com profundidade: a pessoa mal aparece, responde de vez em quando, some sem explicação, mas é justamente aí que a coisa ganha um brilho desproporcional. O que falta de realidade sobra em fantasia. Foi isso que me prendeu na reportagem do The Washington Post sobre uma experiência amorosa — ou quase isso: a percepção de que certas paixões não nascem de uma história vivida, mas do vazio que a nossa imaginação se apressa em preencher.

Esse estado tem nome: limerência. O termo, criado nos anos 1970 pela psicóloga Dorothy Tennov, descreve uma obsessão amorosa em que o outro deixa de ser uma pessoa concreta e vira uma superfície de projeção. Não se trata apenas de gostar muito de alguém. Trata-se de pensar no outro sem parar, interpretar cada gesto como sinal, alimentar expectativas desmedidas e transformar migalhas de atenção em prova de destino. A pessoa real vai ficando em segundo plano. No lugar dela, cresce uma versão idealizada, construída mais pela falta, pela ambiguidade e pela projeção do que por convivência concreta.

Neurocientistas explicam que a euforia do início pode até fazer parte da experiência amorosa, mas, quando há troca real, isso tende a amadurecer em algo construído com afeto, comunicação e respeito. Quando essa troca não existe, no entanto, a dinâmica degringola. O pensamento vira invasão, a esperança oscila, a atenção eventual do outro se transforma em recompensa rara e, por isso mesmo, altamente viciante. Tem cara de paixão arrebatadora, mas funciona com a lógica de um vício.

A cultura contemporânea parece ter criado o habitat ideal para esse tipo de fixação: sumiços repentinos, vínculos frouxos, promessas nebulosas, redes sociais abertas 24 horas por dia para alimentar suposições. A pessoa não está presente, mas também não desaparece completamente. Está ali, ao alcance de um clique, de um story, de um rastro: um terreno fértil para a idealização.

E idealizar alguém inacessível pode ser sim uma forma de escapar daquilo que a intimidade verdadeira exige: vulnerabilidade, presença, risco, reciprocidade. A fantasia protege porque não pede corpo a corpo. O amor real, esse sim, pede.

Talvez por isso sair desse ciclo dependa menos de romantização e mais de corte: terapia, afastamento e bloqueio nas redes podem ajudar a romper a engrenagem e também a devolver o outro à sua escala humana. Não é uma solução mágica, claro. Mas há algo de profundamente libertador em parar de chamar de destino aquilo que talvez seja apenas compulsão vestida de encanto. A ideia mais bonita pode ser a mais simples: talvez o primeiro passo para um amor de verdade seja deixar de mendigar migalhas e voltar a acreditar que merece coisa melhor. Fácil? Claro… que não!


UMA NOVA GEOMETRIA

Durante muito tempo, venderam para a gente a fantasia de que a mulher solteira e sem filhos é uma figura meio melancólica, condenada a uma existência sem brilho, entre uma comida sem graça e um apartamento silencioso demais. Sempre achei essa imagem preguiçosa…

Sobre isso, li um relato na revista australiana Russh que faz justamente o contrário: troca a caricatura por uma visão muito mais interessante da vida sozinha, como espaço de prazer, autonomia e até uma certa opulência íntima. E gostei especialmente disso porque há um ponto quase subversivo aí: talvez a solteirice não seja um intervalo triste entre amores, mas uma forma muito sofisticada de presença.

O texto parte da temporada em que a autora ficou no apartamento de uma amiga divorciada, na casa dos 40: tudo ali parecia ter sido pensado para o deleite de uma mulher que não deve satisfações a ninguém. Sabonete de marca de luxo, incenso, gatos, máquina de café expresso, roupão de algodão turco, um calendário de padres italianos bonitões na parede. Parecia uma curadoria do cotidiano de uma mulher de bem com a vida — e isso me interessa. Há uma sensualidade muito particular em viver num espaço que responde só aos seus caprichos, ao seu humor, ao seu corpo, à sua hora.

A gente foi educada para acreditar que a plenitude está sempre em outro lugar, de preferência encarnada em alguém, como se a vida, sozinha, viesse necessariamente incompleta. Só que existe uma alegria muito concreta em não precisar negociar a própria energia o tempo todo. Dançar pela casa sem parecer excêntrica para ninguém, andar nua pela sala, passar máscara no rosto no meio da tarde... Preparar um jantar improvisado só com aquilo que dá vontade de comer, ainda que faça sentido apenas para você. Há uma liberdade profunda nisso, e talvez uma forma de elegância também: a de não transformar a própria existência numa eterna sala de espera do amor.

O mais bonito é que essa vida voltada para si não produz isolamento, como tanta gente gosta de repetir. Produz abertura. Amigos e desconhecidos se misturam, a casa ganha movimento, o acaso entra. Quando a vida não está toda organizada em torno da manutenção de um casal, sobra espaço para outras formas de vínculo, para hospitalidade, para surpresa.

Talvez o luxo não seja encontrar alguém que preencha a mesa, a cama ou a agenda. Talvez seja chegar em casa ao amanhecer, abrir sozinha o zíper do vestido — ou mesmo pedir ajuda para o porteiro do prédio — e perceber que não falta absolutamente nada.

O DIREITO À FEIURA

Há uma coisa profundamente cansativa nessa ordem silenciosa que paira sobre as mulheres: a de que é preciso corrigir, suavizar, aparar, melhorar, como se o rosto fosse um projeto sem fim. Foi por isso que me impressionou tanto a reportagem que li sobre o universo do “looksmaxxing”, essa obsessão contemporânea por otimizar a aparência a qualquer custo, mesmo quando isso significa recorrer à violência contra o próprio corpo. Mas, no meio desse delírio de aperfeiçoamento, surgiu um gesto contrário: duas mulheres decidiram não disputar esse jogo e, mais do que isso, assumir a palavra que o mundo sempre usou contra elas. As duas partem de um ponto desconfortável, porém muito lúcido: sim, a beleza facilita a vida. Só que, em vez de tentar atravessar essa constatação pela rota previsível das correções, elas resolvem encará-la.

Há algo de muito forte nisso, especialmente porque a reação imediata de quem escuta uma mulher se definir como feia costuma ser a negação apressada, quase um gesto automático de consolo. Como se a palavra em si fosse ofensiva demais para existir. E, no entanto, apagar esse vocabulário pode ser também apagar a possibilidade de nomear uma experiência real.

O que a gente percebe é que a feiura nunca foi apenas uma questão de estética. Muitas vezes, ela foi o nome socialmente aceitável para o preconceito. Como, por exemplo, um nariz considerado feio ou uma falta de feminilidade. De repente, uma questão de gosto acaba revelando uma prática de exclusão.

E talvez seja esse o ponto mais perturbador de todos: a ideia de beleza, vendida como neutralidade, sempre carregou juízos morais: no século 19, médicos associaram assimetria à loucura e chegaram a inventar teorias em que traços do rosto serviriam como anúncio de criminalidade. É um pensamento antigo, mas seus ecos continuam aí, bem vivos, toda vez que se associa beleza a pureza, bondade, valor.

Nada disso, claro, torna essa escolha simples. Assumir a própria feiura, sem pedir desculpas, não tem nada de postura. Há medo, fragilidade, vergonha. Por isso que essa recusa me parece tão poderosa. Enquanto uma cultura inteira sonha com rostos impecáveis, maxilares esculpidos e corpos quase artificiais, assumir a imperfeição soa como um gesto de sanidade. Há uma liberdade rara em desistir de parecer invulnerável. Num tempo em que tudo pede filtro, preenchimento, harmonização e canetas emagrecedoras, talvez a verdadeira elegância esteja justamente em sustentar um corpo sem mentira. Um corpo mortal, limitado, humano.

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LAR DOCE LAR

Tenho a impressão de que hoje, não dá pra viver tranquilo nem dentro da própria casa: ela precisa parecer pronta para foto, o canto da sala precisa funcionar como cenário, e até o conforto às vezes entra em segundo plano para não atrapalhar a composição. Mas a tendência de decoração de 2026 aponta justamente para o lado oposto: menos vitrine, mais vida. Sai de cena o ambiente engessado, com alma de showroom, e entra a beleza de uma casa que se assume habitada, tocada, rearranjada, imperfeita.

Acho curioso como isso acontece justamente agora, quando a inteligência artificial é capaz de produzir imagens de interiores tão perfeitos que quase assustam. Talvez por isso mesmo o desejo tenha mudado de endereço. O que começa a seduzir não é mais o acabamento sem falha, mas aquilo que carrega presença humana. O artesanal, os materiais que guardam marcas, a textura e a singularidade ganharam um novo valor. E faz todo sentido: uma parede irregular, um metal que escurece com o tempo, uma poltrona de couro antigo com vincos e sinais de uso dizem muito mais sobre uma casa do que qualquer superfície lisa demais. Existe uma sofisticação enorme em não apagar o tempo.

E esse movimento não fala apenas de decoração. Ele parece traduzir um cansaço mais amplo com a lógica da hipereficiência. É uma virada, uma vontade de recolocar pequenos atritos na vida, de devolver valor ao gesto manual, ao processo, ao que não vem pronto. Dentro de casa, isso aparece no “slow decorating”, uma ideia de compor os espaços sem pressa: o espaço deve ser pensado para a pessoa, não para a imagem. E talvez aí esteja a chave de tudo: um livro empilhado porque está sendo lido tem mais charme do que um colocado em cena só pra fazer bonito, uma produção calculada. Uma manta deixada no braço do sofá pode ser mais elegante do que uma estrategicamente colocada para fazer bonito

A real tendência da vez é a liberdade: liberdade de não esconder o fio do abajur, de não correr para preencher cada vazio, de deixar a casa amadurecer no próprio ritmo. Num mundo cada vez mais polido, filtrado, há algo de muito sofisticado em sustentar um espaço que respira, muda e guarda memórias. Uma vida de verdade. E quer saber? Já faço isso há muito tempo, desde que eu me entendo por gente.


O VALOR DE SENTIR

Durante muito tempo, o mundo corporativo tratou a sensibilidade como defeito de fabricação. Sentir demais parecia sinônimo de fraqueza, hesitação, falta de objetividade. O ideal era funcionar como máquina: impecável, racional, produtiva, imune ao ruído das emoções. Justamente agora, quando a inteligência artificial avança e alimenta todo tipo de pânico sobre o futuro do trabalho, começa a ficar claro que talvez a grande confusão tenha sido essa: passamos anos tentando nos desumanizar para parecer eficientes, e agora descobrimos que o que pode nos salvar é exatamente aquilo que nos torna humanos.

Um estudo do McKinsey Global Institute ajuda a colocar alguma lucidez nesse debate. Sim, as tecnologias atuais já são capazes de automatizar tarefas que ocupam mais da metade das horas de trabalho nos Estados Unidos. Mas isso está longe de significar um extermínio generalizado dos empregos. O que muda não é a utilidade das pessoas, e sim o tipo de valor que elas precisam entregar. Quando a máquina organiza dados, acelera processos e dá conta do trabalho mais repetitivo, sobra para nós aquilo que ela ainda não alcança com consistência: discernimento, leitura de contexto, pensamento crítico, julgamento apurado, empatia. Não basta sair espalhando ferramentas digitais - o ponto é outro: redesenhar o trabalho para que gente e a tecnologia produzam juntas algo melhor.

É por isso que a sensibilidade será a tecnologia mais valiosa da próxima década. A frase é provocadora porque inverte uma hierarquia antiga. De repente, perceber nuances, captar padrões sutis, pressentir limites, sustentar critérios éticos e exercer uma liderança relacional deixam de ser adereços temperamentais para virar competência central. A sensibilidade, vista por esse ângulo, não tem nada de fragilidade. Ela funciona como um instrumento sofisticado de leitura do mundo. E, num tempo em que tanto parece automatizável, saber sentir passa a ser uma forma rara de inteligência e uma excelente ferramenta.

No fundo, talvez o luxo do futuro não esteja na máquina mais rápida, nem na engenhoca mais impactante, mas naquilo que nenhuma tecnologia consegue imitar por inteiro: a nossa capacidade de interpretar o invisível, de compreender o outro, de perceber o que não cabe numa planilha. Depois de tanto esforço para parecer infalível, é quase um alívio imaginar que a próxima vantagem competitiva pode estar menos em endurecer e mais em afinar a percepção. Como se, pela primeira vez em muito tempo, ser humano voltasse a ser um ativo disputado. Ufa!

Desejos de consumo

Já já teremos um outro feriado e nesta altura do ano, o campo é o cenário ideal. Pensando num fim de semana relax, mas sem perder o charme, fiz minhas escolhas nos corredores do Iguatemi. Aqui estão!

Na montagem acima, imagem de David Hockney, A Year in Normandie, 2020

1 - Para um dia de sol tendo como cenário a grama verde, esse vestido de algodão da
A. Niemeyer cai perfeitamente!

2 - Essas sandálias da Birkenstock nessa cor especial vão bem da
manhã à noite, em dias descontraídos…

3 - Couro, algodão e lona? Deram o match perfeito
nessa bolsa tipo tote da
Dolce Gabbana! Cabe tudo!

4 - Esse maiô da Lenny Niemeyer, num tom marrom que lembra cominho, fica bem em qualquer tipo
de corpo

5 - As cores dessa toalha de piscina da Trousseau,
de algodão e feita na Turquia, me conquistaram na hora:
que combinação mais chique!


Nesta semana, recebo Zeca Camargo para uma conversa sobre trajetória, cultura e as transformações da comunicação ao longo das últimas décadas.

Falamos sobre o início da sua carreira, as escolhas fora do caminho tradicional, a passagem por diferentes linguagens e o que mudou quando seu trabalho passou a alcançar milhões de pessoas.

Zeca também reflete sobre exposição, curiosidade, repertório e o papel de quem comunica em um cenário dominado por excesso de informação, redes sociais e disputa constante por atenção.

A conversa completa está no meu canal do YouTube.
https://www.youtube.com/QWRrScS1tj4

3 perguntas para

Carolina Maluhy pertence a essa linhagem rara de arquitetas que entendem a sofisticação menos como excesso e mais como sensibilidade. Ao longo de duas décadas de escritório, foi construindo uma linguagem própria, feita de medida, delicadeza e atenção ao que realmente importa. Entre Londres, onde mora, e São Paulo, seu trabalho amadureceu sem alarde, ganhando a força serena das coisas que não precisam chamar atenção para deixar marca. Agora, essa trajetória de 20 anos também ganha registro em um lançamento da editora Monolito, conhecida por suas edições dedicadas a nomes importantes da arquitetura. O encontro de lançamento de Carolina Maluhy + Partners acontece na próxima quinta-feira, na Dpot, em São Paulo.


1. Viver entre Londres e São Paulo muda o olhar de uma arquiteta de que maneira? O que uma cidade afina e a outra impede que você perca?

Essa vivência amplia o olhar em duas direções complementares. Londres afina a atenção ao detalhe, à escala humana e à continuidade histórica, pois é uma cidade onde a arquitetura dialoga com o tempo, com a preexistência e com uma cultura muito forte. Já São Paulo impede que eu perca a espontaneidade, a capacidade de improviso e a leitura mais livre do espaço. É uma cidade vibrante, complexa, onde a arquitetura precisa responder rapidamente às transformações. Entre as duas, encontro um equilíbrio entre o rigor e a liberdade.


2. Você começou muito perto de um certo rigor de arquitetura, na escola do arquiteto Isay Weinfeld, que projetou alguns dos edifícios mais conhecidos da paisagem paulistana. O que dessa formação ficou no seu corpo de trabalho e o que você precisou desaprender para encontrar uma voz própria?

Essa formação foi muito importante para estruturar meu pensamento. Aprendi o valor do rigor, da proporção e de uma arquitetura pensada com clareza. Começar com alguém com um pensamento tão potente foi um privilégio, mas também exigiu, com o tempo, um distanciamento consciente. Percebi que precisava deixar de buscar as soluções a partir de como eu imaginava que ele pensaria, para descobrir quais eram as minhas próprias ideias. Esse foi um exercício ativo de autonomia, que exigiu tempo para viver, observar e entender melhor o sentido das coisas e os valores essenciais para mim.


3. Quando você olha para esses 20 anos de escritório, o que envelheceu bem no seu trabalho?

Foi a aproximação gradual com o essencial. Com o tempo, fui entendendo de forma mais clara o que realmente importa, não só na arquitetura, mas na maneira como as pessoas vivem. Esse processo me ajudou a enxergar mais o indivíduo, a perceber o que existe por baixo das camadas que muitas vezes escondem o que é autêntico e importante.

Hoje, sinto que o desenho parte mais dessa escuta, da tentativa de encontrar, na forma e na simplicidade, algo que traduza a essência de quem vai habitar o espaço. Há uma busca por leveza, por beleza sem excesso, por ambientes que tragam sentido. A maturidade me levou a uma arquitetura mais depurada, onde menos elementos carregam mais significado, e onde o projeto se aproxima de uma dimensão mais humana, silenciosa e duradoura.

Direto do meu Instagram

Essa Semana Eu…

Fiquei impressionada com a estreia de ROSALÍA em turnê na Europa: que artista maravilhosa ela é, um sopro de modernidade no cenário do pop — viva a ela!


Caí de amores novamente por uma sandália Birkenstock preta com flores aplicadas: torcendo muito para chegar logo ao Brasil


Vi que Kate Moss passou uns dias em Trancoso e foi vista jantando no Maritaca


Achei a minha cara a nova bolsa lançada por Isabel Marant: uma coisa meio Ibiza


Fiquei ainda mais encantada com as colocações sobre amor de Esther Perel — psicoterapeuta belga que mora nos Estados Unidos e participa todos os anos do festival SXSW em Austin — que vi na internet: essa mulher é fundamental para o mundo moderno


Por estar fora de São Paulo, não pude ir a um jantar da Mendes Wood, que eu amaria estar presente, e também não participei da abertura da SP-Arte como faço todos os anos


Comecei a ler o livro “Caderno Proibido”, de Alba de Céspedes — foi muito bem recomendado


Soube que a Norah Jour et Nuit, marca de moda de Veridiana Ferreira, Luciana Pascale e Ana Alencar, lança, quarta-feira, a NUIT, uma nova linha para festas


Fiquei sonhando com uma mesa linda que chegou agora no AD.STUDIO, antiquário de Paloma Danemberg — como tem coisas lindas lá…


Vi que o chef Ignacio Mattos, do restaurante Estela, um dos meus favoritos de Nova York, e sua mulher, Laila Goar, passaram a Páscoa no Rio


Coloquei na agenda o lançamento do livro “Práticas em Saúde Mental na Infância e Adolescência”, editado pelos especialistas Pedro Alvarenga, Eurípedes Miguel, Maria Alice de Mathis e Arthur Cay, na próxima quarta-feira, na Livraria da Vila do Shopping Higienópolis


Vim a saber que Campinas entra, terça-feira, no circuito do urbanismo internacional com a terceira edição do Arq.Futuro, no Teatro Oficina do Estudante Iguatemi — estarão lá Alan Van Capelle e Kira Strong, nomes ligados ao High Line, em Nova York, e o britânico Neil Porter, autor de projetos na área da Torre Eiffel, em Paris, e no Hyde Park, em Londres


Comi um dos melhores croissants do mundo no hotel Nayara, no Atacama, e as romãs mais docinhas que eu já experimentei na vida


Ganhei de aniversário, de uma amiga querida, uma mala de mão da Rimowa que é puro charme


Me esbaldei com o doce de marzipã e chocolate que recebi na Páscoa judaica dos meus amigos Bete e Marcos Arbaitman


Descobri que Vincent Cassel vai estar na quarta temporada de The White Lotus e fiquei ainda mais ansiosa! Sou fã

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De uns tempos pra cá, ando muito latino-americana — e isso bem antes do fenômeno Bad Bunny… Para o vídeo desta semana, escolhi uma canção de um dos meus músicos preferidos, o uruguaio Jorge Drexler. Acho que combinou muito com estes dias que eu passei no deserto do Chile...

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