Neste ano, a Páscoa judaica caiu junto da Páscoa cristã e isso, para falar a verdade, me deixou muito feliz. Acho que não tem um significado especial, mas para mim foi um sinal: de encontro, de miscigenação, de conforto. E, para melhorar, dois dias antes eu ainda tive a sorte de estar sentada na quinta fileira no auditório da sala São Paulo, na estação Júlio Prestes, para assistir ao ator John Malkovich interpretando um texto do chileno Roberto Bolaño, que falava sobre a ditadura nos anos 1970 e sobre o comportamento naqueles tempos — principalmente sobre um personagem polêmico que dava título ao espetáculo, Ramírez Hoffmann, um assassino, extremista, piloto e poeta. No palco, uma pianista russa, um violinista, além de outro músico tocando bandoneon: de Piazzolla a Max Richter, passando por The Doors e Vivaldi. Deu pra sentir o clima? A música, a ausência total de cenário, o ator o tempo inteiro de pé lendo o texto no seu MacBook funcionaram como um ímã. Raramente senti o que eu senti nessa noite — e para tornar tudo melhor ainda, o espetáculo era em benefício da TUCCA, que cuida de crianças com câncer. Será que existe um milagre da Páscoa?
Ilustração: Maria Eugenia
PAUSA, MAESTRO!
Talvez um dos maiores luxos de hoje não seja ganhar tempo, mas suportar perdê-lo sem entrar em desespero. Basta parar diante de um caixa de autoatendimento lotado, de um café que demora a chegar, de uma sala de espera qualquer, e o corpo inteiro já reage como se tivesse sido traído. A espera parece ter virado ofensa pessoal — e não porque ela seja necessariamente longa, mas porque ela interrompe essa fantasia moderna de que tudo deveria fluir na velocidade do nosso desejo.
Foi por isso que achei tão boa a reflexão publicada na The Atlantic. Ela parte de uma cena absolutamente banal — essa irritação diante dos minutos mortos — e faz uma pergunta que parece simples, mas não é: e se a espera não fosse um buraco no dia, mas uma espécie de fresta? Uma abertura involuntária no tempo. Um intervalo que não escolhemos, é verdade, mas que ainda assim pode nos devolver alguma coisa.
O mais curioso é que a nossa reação diante desse pequeno vazio já está completamente programada. A mão vai direto ao celular, como quem precisa preencher a menor rachadura de silêncio antes que ela se transforme em desconforto. Só que talvez seja justamente aí que esteja o erro: nem toda pausa precisa ser anestesiada. Às vezes, meia hora solta entre um compromisso e outro pode servir para prestar atenção ao entorno, para ler algumas páginas, para entrar num conto curto e sair dele um pouco menos dispersa. Gosto dessa ideia de livros adequados a brechas — não como produtividade disfarçada, mas como companhia.
Talvez, tédio seja, no fundo, o preço que a gente paga para encontrar significado. Quando nos obrigamos a ficar parados, sem fugir da situação, somos forçados a lidar com as emoções que consomem os nossos dias. Está justamente aí a chance de criar espaço para o deslumbramento com as pequenas coisas.
A gente gasta uma energia colossal tentando otimizar cada segundo da nossa rotina. Mas descobrir que o antídoto para a nossa exaustão pode estar escondido justamente naquele momento em que a gente achava incômodo, em que a vida nos obrigava a parar e apenas esperar... é o respiro que a gente precisava.
A solidão no século XXI / Fotos: Istockphoto.com
ENCONTRO VIROU LUXO?
Há perguntas que desarrumam a casa inteira. Em um artigo que vi, o autor contou que ouviu do filho de 21 anos que ele, o pai, parecia não ter amigo nenhum. Ele respondeu como tantos de nós responderíamos: “claro que tenho amigos, só não os vejo tanto”. Mas essa é justamente a frase com que a vida adulta costuma maquiar as perdas.
O que mais me impressionou no texto não foi apenas a constatação de que os homens, em especial, desaprenderam a cultivar intimidade, a ponto de 15% admitirem não ter nenhum amigo próximo, quando nos anos 1990 eram 3%. A amizade, que na juventude parecia um dado da natureza, vira na maturidade um luxo submetido à agenda, ao cansaço, ao trabalho, à família, ao acaso. E, quando a gente percebe, sobrou uma coleção de contatos e quase nenhum colo.
Só que solidão cobra um preço que não tem nada de abstrato. Ela pesa mais sobre o corpo do que muita coisa que costumamos temer mais. Relações sociais ruins aumentam o risco de demência, alertam os especialistas, empurram para cima as chances de doença cardíaca e derrame, enquanto aquela velha pesquisa de Harvard insiste numa verdade quase deselegante de tão simples: viver bem tem menos a ver com performance individual e mais com o tipo de vínculo que sustenta a nossa travessia. É curioso como passamos tanto tempo tentando otimizar alimentação, sono, rotina, exercício, e tão pouco protegendo aquilo que talvez seja um verdadeiro tesouro: a presença de alguém que nos conheça de verdade.
Talvez porque amizade não sobreviva de afeto abstrato. Segundo um estudo da Universidade do Kansas, são necessárias mais de 200 horas para fazer um bom amigo. Para perdê-lo, basta quase nada — um desencontro, um adiamento, a vida entrando no meio. O que mantém o laço não é grandiosidade, é constância.
É necessário proximidade. E proximidade é gesto. A gente vai se habituando a uma vida tão administrada que passa a tratar o encontro como extravagância. Só que o mundo vai ficando menor, mais funcional, mais árido. E, de repente, a pessoa que amamos vira alguém que pretendemos ver em breve, indefinidamente.
Amizade exige coragem. Não a coragem de cinema, e sim essa, muito menos vistosa, de interromper a máquina das desculpas e escolher a presença. Tendo a acreditar que o luxo verdadeiro não seja só ter tempo, mas decidir que alguém merece o nosso.
Tenho pensado em como a vida amorosa ficou parecida com um prontuário. Nada mais evapora. Uma curtida, uma mensagem banal, uma conversa antiga, um toque mais demorado, um perfil que continuou ativo mas que talvez já devesse ter desaparecido: tudo pode ser recolhido, ampliado, reinterpretado, transformado em indício. Li isso em um artigo e fiquei com a sensação de que, nos relacionamentos, entramos de vez na era da perícia permanente.
O nome da moda para esse terreno nebuloso é micro-traição. Confesso que a expressão já me incomoda porque ela parece resolver rápido demais aquilo que, na prática, é confuso, subjetivo e profundamente humano. A tentação é tratar qualquer vestígio digital como uma tradução fiel do desejo. Como se a pessoa fosse perfeitamente legível, como se uma ação deixasse ver, sem ruído, aquilo que ela sente, quer ou planeja. Só que gente não funciona assim: gente contradiz, hesita, fantasia, recua, brinca, se distrai, testa a própria vaidade, pensa uma coisa e faz outra. Há uma zona interna que não cabe em captura de tela.
Talvez o ponto mais perturbador dessa história seja justamente esse: não é que tenhamos nos tornado mais opacos, e sim a tecnologia que passou a vender a fantasia contrária, de que agora tudo pode ser sabido. O que antes passava sem registro hoje fica armazenado, esperando a hora de ser lido como prova. E prova de quê? Nem sempre de deslealdade. Às vezes, apenas de que continuamos sendo pessoas, humanos com pensamentos não compartilhados, ambiguidades e pequenos circuitos privados de afeto, humor e atenção.
Pesquisadores têm ajudado a desmontar esse delírio contemporâneo de transparência total. Há algo de autoritário nessa expectativa de que o outro não deva mais achar ninguém interessante, não tenha mais nenhuma troca ambígua com o mundo, não guarde nenhum espaço só seu. Isso não tem a ver com intimidade. É fiscalização. E fiscalização, por mais travestida de cuidado que pareça, raramente produz segurança. Produz ansiedade e medo.
Toda essa obsessão por vigiar sinais talvez esconda um medo muito antigo: o de descobrir que nunca conheceremos alguém por inteiro — e, francamente? Ainda bem. Aliás, será que algum dia a gente poderia se conhecer por inteiro? Acredito que não…
O amor, para o bem e para o mal, continua exigindo conversa, interpretação, risco e uma certa tolerância ao mistério. A paz não está em controlar cada like, mas em aceitar que o outro sempre terá um quarto interno cuja chave não nos pertence. Ele que cuide muito bem dela.
Durante muito tempo, vendiam para a gente a fantasia de que exclusividade era sinônimo de distância: uma ilha com nome impronunciável, uma villa inacessível, uma coleção de privilégios desenhados para separar. Agora aparece justamente um dos nomes mais associados a esse universo luxuoso dizendo outra coisa. Aos 93 anos, Adrian Zecha, o fundador do grupo de hotéis de luxo Aman, decidiu começar de novo e, em vez de subir o tom da opulência, escolheu baixar o volume. Acho isso de uma elegância rara.
A proposta passa bem longe de qualquer ostentação. O refúgio que ele inaugurou fica no Japão, mais precisamente em Iwate, na ilha de Honshu, estrategicamente instalado dentro de uma fazenda histórica de mais de 130 anos, ocupando oito hectares cercados por montanhas e florestas preservadas. A ideia é mergulhar no farm life e no slow living — aquela vontade deliciosa de desacelerar, viver o cotidiano rural e seguir o ritmo natural das estações. Tudo ali foi desenhado para se voltar ao básico. Com arquitetura assinada por Shiro Miura, as 24 acomodações foram construídas com madeira e materiais locais para se camuflarem na paisagem, trazendo interiores minimalistas focados em textura, luz e silêncio. Nada de excessos.
Também me chama a atenção a ideia de hospitalidade que está por trás de tudo. Não se trata de contemplar a natureza como quem observa um quadro bonito pela janela. O convite é entrar no ritmo do lugar. Caminhar pela floresta, cavalgar, participar da agricultura local, comer a partir do que aquela região produz. É um tipo de experiência que desloca o viajante do papel confortável de espectador e o devolve, ainda que por alguns dias, para uma relação mais verdadeira com o mundo. É a natureza e o equilíbrio ambiental ditando as regras, com uma sensibilidade tão profunda que lembra a poesia e os poetas japoneses.
Talvez seja esse o ponto mais interessante dessa história. Depois de décadas em que o mercado tratou o luxo como acúmulo, blindagem e espetáculo, ver um mestre da hotelaria — talvez o número um do mundo — apostar em silêncio, espaço e conexão com a terra tem algo de resposta. Como se a nova exclusividade não estivesse no que separa, isola dos outros, mas no que reconecta. No tempo certo, na matéria certa, na escala certa. No privilégio quase extravagante de voltar ao básico sem culpa e sem ruído. Num mundo apaixonado por excesso, talvez o que exista de mais sofisticado seja justamente isso: ter coragem de querer menos.
Ilustração: Maria Eugenia
TRATANDO COM ARTE
Durante muito tempo, a gente se acostumou a imaginar o cuidado com a saúde mental dentro de um repertório bastante previsível: consultório, diagnóstico, remédio, silêncio, como se o sofrimento só pudesse ser tratado dentro dessa gramática mais dura. Por isso achei tão instigante ler uma reportagem sobre a parceria da Universidade do Arizona com a Art Pharmacy, uma empresa voltada a abordagens criativas para a saúde mental. A proposta parte de uma pergunta muito bonita: e se, em certos casos, uma experiência de arte e cultura pudesse fazer parte dos cuidados de forma concreta, estruturada e séria?
O que está em jogo ali não é transformar a arte em enfeite terapêutico, mas reconhecer que ela também pode funcionar como ponte para o mundo. O estudante é encaminhado pelos serviços psicológicos da universidade e, a partir daí, conversa com um “navegador de cuidados”, que procura entender seus interesses, afinidades e metas de bem-estar. Com base nessa escuta, são sugeridas experiências personalizadas, chamadas de “doses”: uma oficina, uma aula, uma apresentação.
Às vezes, o que alguém precisa é justamente sair da repetição exaustiva, experimentar outra atmosfera, retomar uma curiosidade antiga, descobrir uma nova forma de presença. Há uma inteligência delicada nessa proposta porque ela entende que nem todo alívio vem da contenção. Em alguns casos, ele pode vir da expansão.
E não se trata de mais uma extravagância universitária: os índices de depressão, ansiedade e tendência suicida nos campi estão nos níveis mais altos da história. É nesse contexto que cresce a chamada prescrição social, essa tentativa de ampliar o que entendemos como cuidado. Na parceria com Stanford, 80% dos estudantes relataram melhora na saúde mental depois de participar do programa. O número é expressivo, mas o que ele traduz talvez seja algo bem simples: quando alguém volta a se sentir conectado consigo mesmo e amparado por uma experiência compartilhada, alguma coisa começa a se reorganizar por dentro.
Em vez de tratar a exaustão emocional apenas como falha individual ou questão clínica isolada, essa iniciativa parece reconhecer que esse sofrimento também tem a ver com desconexão com o mundo real, rotina endurecida e falta de sentido. Quando tanta gente vive cercada de telas e apartada dos outros, a ideia de prescrever arte me parece menos excêntrica do que sofisticada. Talvez cuidar da mente também seja isso: devolver a alguém a possibilidade de se comover, sair de casa e lembrar, nem que seja por algumas horas, que ainda existe beleza a ser partilhada no mundo.
Ah, como eu gosto dessa época do ano: com a SP-Arte, que vai acontecer de 8 a 12 de abril! Circular pelos salões e corredores do prédio da Bienal requer fôlego e conforto. Pensei nisso nas minhas escolhas desta semana no Iguatemi!
1 - Primeiro, uma roupa elegante e também confortável: escolhi essa camisa e essa calça marinho da Handred
2 - Para guardar apenas o necessário e não ficar pesado demais, essa bolsa de couro da Bottega Veneta é ideal
3 - Nos pés, a sandália Miramar da Hermès: faz bonito!
4 - Essa pulseira da Sauer, em ouro e lápis lazuli, traz a geometria bem-vinda
5 - Na volta pra casa, um bom banho e, depois, esse hidratante corporal da La Mer: que delicia!
Foto: Acervo pessoal
3 perguntas para
Num país em que tudo parece pedir volume, Daniela Scorza e Caio de Medeiros escolheram a arte do quase: o detalhe que não grita, mas muda a sala inteira. Criado pela dupla, o Estudio Manus produz objetos de arte, instalações e soluções para ocupar espaços residenciais e comerciais com poesia e delicadeza. Basta olhar o universo que eles constroem para entender que o silêncio ali não é ausência: é matéria-prima. Pequenas cenas com humor contido compõem um vocabulário em que a atmosfera vem antes do excesso.
Não é pouco para uma dupla que vive e cria no mesmo compasso há décadas. “Fazemos tudo junto misturado há 29 anos”, Daniela me disse, e a frase funciona como chave: há afeto, claro, mas há também método, atrito bom e uma convivência que vira oficina. Desde 2020, com a criação nômade, o Manus se desloca pelo mundo para desenvolver edições especiais, mantendo São Paulo como base e ocupando diferentes espaços conforme cada trabalho pede. A dupla constrói, a quatro mãos, uma linguagem que atravessa fronteiras sem perder a sutileza e que prova, com calma, que o Brasil também sabe falar baixo.
1. Como vocês chegaram nessa sensibilidade e nessa opção pelo sutil num país de tantos excessos como o Brasil?
Achamos que o sutil e sensível faz parte da cultura de nosso país também. Num primeiro olhar, tanta diversidade e mistura traz um excesso, mas num bom sentido. E aí cabe sutileza como uma das maneiras de manifestar algo. A música brasileira seria um bom exemplo.
2. Vocês têm prêmios e presença internacional na trajetória. O que o olhar de fora entendeu do Manus e o que não entendeu (ainda)?
Achamos que esse entendimento vem de uma linguagem universal e também para um nosso certo olhar para o oriente, o primitivo, o outro lado. Já quanto ao que poderia ser ainda mais compreendido num sentido mais amplo e internacional, às vezes dá uma certa sensação de distância e isolamento, mas que aos poucos vai se dissipando.
3. Criar a dois: onde vocês se encontram com facilidade e onde dá atrito bom?
A criação conjunta se dá com muita facilidade quando temos curiosidades e vontades parecidas. Um atrito bom é o incentivo mútuo do fazer sempre melhor.
Senti uma tristeza imensa ao assistir ao final da série “Love Story”, sobre John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette
Gostei de acompanhar em fotos e vídeos as procissões do Domingo de Ramos: com folhas de palmeiras, oliveiras e alecrim
Fiquei encantada com uma bolsa peluda da Ferragamo — amo esses acessórios engraçados
Cheguei à conclusão de que cada vez mais eu sou fã de Fred Bruno no comando do Globo Esporte — como ele é bom de TV!
Coloquei na agenda na próxima terça-feira (7) abertura da mostra de José Resende na Galeria Superfície
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Vi que a Dior abriu em Tokio o Bamboo Pavilion, em Daikanyama — um dos meus bairros preferidos de lá — com fachada dourada de bambu e interiores que misturam referências francesas e japonesas: já quero conhecer…
Me diverti com a camiseta criada pelo estilista Francisco Costa para a sua marca Costa Brazil
Fiquei orgulhosa ao saber que o climatologista brasileiro Carlos Nobre foi indicado pelo Papa Leão XIV para fazer parte de seu grupo de conselheiros
Recebi do Museu Judaico de São Paulo um livro muito especial sobre a obra de Lasar Segall
Amei ver que meu anel da joalheria Attilio Codognato, de Veneza, foi parar também no dedo de Madonna: gostei demais da coincidência
Celebrei o Pessach, a Páscoa judaica, com um jantar em família — e também comendo matzá, o pão ázimo
Soube que a Escócia foi o primeiro país do mundo a transformar em lei o acesso gratuito a absorventes e outros produtos menstruais em espaços públicos
Voltei às minhas aulas de dança com a professora Claudia Rosa: no cardápio musical, Bad Bunny, ROSALÍA, DJ Dennis e João Gomes
Fui assistir ao musical sobre Tina Turner no Teatro Santander: que produção caprichada, que espetáculo!
Fiquei sabendo que o museu V&A East Storehouse, em Stratford, virou um dos lugares mais intrigantes de Londres: revela os bastidores de um acervo vivo, com centenas de milhares de objetos, livros e até o arquivo de David Bowie disponível para exploração
Tive a deliciosa sensação de estar no campo com o cheiro de grama e plantas recém-cortadas no jardim do meu prédio, em São Paulo
Descobri que Dua Lipa vai assumir a curadoria do London Literature Festival 2026, no ano em que o Southbank Centre celebra seus 75 anos — ela é danada!
Me emocionei demais com as fotos das crianças que estão sendo tratadas de câncer pela TUCCA, feitas por dois fotógrafos baianos, Gabriel Matos e Rapha Dutra, e penduradas na entrada da Sala São Paulo, no dia da apresentação de John Malkovich
Não sei porque, mas nesta semana da Páscoa e também do Pessach, pensei muito na travessia dos judeus pelo deserto e na celebração da liberdade da Páscoa judaica. Com isso em mente, escolhi “Travessia”, com Milton Nascimento, para celebrar também esse momento. Fez muito sentido para mim. Aproveite.
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