Resiliência, foco, determinação? Aqui temos um pouco de tudo

Jamais pensei que eu fosse ter tanta dificuldade para fechar uma edição como foi com esta aqui. Faço isso direto do hospital onde estou internada, desde segunda-feira, com infecções que passaram pelos rins e pelos pulmões e me derrubaram. Ou melhor, quase me derrubaram: estou aqui. Ainda estou aqui: entre a gente querendo colocar remédio na minha veia, entre gente conferindo os batimentos cardíacos, aferindo a pressão e um entre e sai de cuidados que não para. As equipes são muito especiais, muito preparadas tanto no profissional, quanto no afetivo e isso é muito importante. Mas, o fato é que minha cabeça foi e voltou para muitos lugares nestes dias e, pela primeira vez, senti realmente que a coisa estava feia para o meu lado. Estou aqui cuidada pela minha família, meus amigos mais próximos e só tenho a agradecer por isso, mas a solidão deste momento é imensa… Todos os esforços estão sendo feitos para a minha recuperação, para dizimar bactérias e vírus. Sigo aqui na luta e peço desculpas se não tive tantos acontecimentos gostosos durante essa semana para compartilhar com vocês. Mas a vida é bem assim: uma hora sobe, uma hora desce, depois sobe de novo e assim vai. São muitos desafios e estamos aqui para encará-los. Conto com vocês.


TUDO BEM NÃO SER?

Existe uma tirania discreta no ar: a de que uma vida bem-sucedida precisa vir acompanhada de tribo, de grupo, comunidade, torcida, rede, panelinha. Mas li uma reportagem na revista Time sobre um novo termo, o “otrovert”, criado para nomear quem circula bem entre grupos, mas não sente essa necessidade quase compulsiva de fazer parte.

A ideia nasceu da observação do psiquiatra nova-iorquino Rami Kaminski, que percebeu em muitos pacientes um traço difícil de encaixar nas categorias mais gastas de personalidades. Não eram introvertidos no sentido clássico, tampouco extrovertidos. Eram pessoas empáticas, sociáveis, agradáveis, às vezes até expansivas, mas com uma característica muito particular: por dentro, se sentiam mais como observadoras do que como integrantes. E achei isso fascinante, porque desmonta uma confusão antiga entre sociabilidade e pertencimento: uma coisa não garante a outra.

Há algo de muito revelador nesse perfil. Enquanto tanta gente parece encontrar identidade em clubes, fraternidades, grupos de afinidade e no conforto meio infantil de vestir um crachá simbólico, o otrovert prefere vínculos mais enxutos. Um café a dois vale mais do que o entusiasmo performático de uma roda grande. Em festas, interessa menos o ruído social do que aquela conversa verdadeira, meio fora de cena, que às vezes acontece no canto da sala. É uma relação menos ansiosa com a necessidade de aprovação.

Claro que a academia olha para esses batismos com uma certa reserva, e com razão. A personalidade humana não cabe em gavetas perfeitamente rotuladas, e talvez a nossa obsessão contemporânea por tipologias diga muito sobre o desejo de organizar aquilo que em nós é inevitavelmente nebuloso. Ainda assim, há um alívio real quando alguma palavra consegue iluminar um modo de existir. Não para aprisionar, mas para reconhecer. Às vezes, descobrir que aquilo que sempre pareceu esquisitice privada tem nome e é até uma forma de descanso.

O ponto mais bonito talvez esteja menos no rótulo novo, no fato de que não importa o tamanho do grupo, e sim a qualidade do laço. Talvez a saúde mental não dependa de pertencer a uma multidão, mas de ter duas ou três relações onde a gente possa finalmente baixar a guarda. Numa era em que todo mundo parece empenhado em provar conexão o tempo inteiro, isso me soa como um luxo dos mais sofisticados.


MISTURADO,
MAS NÃO
EXATAMENTE JUNTO

Há um cansaço muito particular da vida adulta que não tem a ver só com agenda cheia, mas com o teatro social que tantas vezes vem junto dela. A simples ideia de entrar num lugar onde ninguém nos conhece, sorrir com desenvoltura, sustentar conversa, parecer interessante, circular sem constrangimento, tudo isso pode ser menos estimulante do que exaustivo. Por isso achei bem interessante a ideia do “soft socializing”, um jeito mais suave de convivência: encontros em que não se exige performance, e em que a presença do outro não vira imediatamente uma prova de carisma.

Faz sentido. Passamos anos aperfeiçoando nossa fluência nas telas e, no processo, desaprendemos um pouco da delicadeza desconfortável da vida real. Especialistas acreditam que a gente perdeu a prática de iniciar encontros e de suportar aquele pequeno atrito inevitável que existe no começo de qualquer vínculo. E, de acordo com uma pesquisa da plataforma de eventos Eventbrite, nos Estados Unidos, 58% das pessoas preferem hoje atividades em que socializar não seja o principal. E atenção: isso não parece desamor pelo mundo: parece saturação. Deu. Ninguém quer mais chegar a um lugar e sentir que precisa estar acesa do primeiro ao último minuto.

O charme dessa tendência está justamente em tirar a conversa do centro do palco. Quando existe uma atividade em comum, o encontro fica mais respirável. Uma aula, um hobby, um jogo, um esporte: tudo isso oferece uma espécie de amparo elegante contra a ansiedade social. O vínculo talvez nasça melhor quando ninguém está tentando fabricá-lo à força. Balé para adultos, cerâmica, arranjos de flores, bordado... Há alguma coisa de muito contemporâneo nessa vontade de estar com os outros sem precisar se exibir para eles. Acho isso tudo muito interessante, de verdade…

A verdade é que passamos tempo demais acreditando que amizade se constrói com brilho, espontaneidade e talento para preencher silêncios. Mas que alívio é descobrir o contrário. Às vezes, o que aproxima não é o grande desempenho social, mas a repetição modesta de instantes compartilhados, sem pressão, sem cobrança, sem a obrigação de encantar. Em tempos tão barulhentos como os nossos, talvez o luxo esteja em poder encontrar o outro sem deixar de ser, em nenhum momento, você mesmo.

ADMINISTRANDO
AS ARESTAS

Durante muito tempo, o amor adulto foi embalado por uma ideia meio austera: a de que, uma vez escolhido o par, todo o resto do mundo deveria perder o brilho. Como se compromisso exigisse não apenas lealdade, mas uma espécie de anestesia sentimental...

Foi por isso que me interessou tanto um texto do portal The Cut sobre um assunto que quase sempre aparece cercado de culpa, quando não de silêncio: a possibilidade de seguir encantando ao redor, mesmo estando dentro de um relacionamento feliz. Não se trata de deslealdade, nem de grandes tentações ou romances: trata-se dessas pequenas faíscas laterais, dessas paixonites breves e sem consequência, que mais arejam a imaginação do que ameaçam a vida real.

Tem gente que afirma ser apaixonada pelo marido e, ao mesmo tempo, adorar ter seus pequenos crushes, inclusive no trabalho. O mais interessante não é o fascínio em si, mas a naturalidade com que isso circula dentro da relação: o marido sabe, brinca, pergunta do tal “crush do escritório”, comenta como quem fala da programação do fim de semana — e saiba que há algo de muito adulto nisso. Afinal, por que dois parceiros precisariam fingir uma cegueira que ninguém de fato tem? Há até um certo alívio quando o amor deixa de exigir teatro… O texto sugere, com razão, que esse tipo de flerte imaginário pode ter até uma função revitalizante.

Tem gente que transforma a paixonite do marido por uma colega em combustível erótico para a própria relação. Gostei especialmente da imagem do crush ideal: o barista charmoso do bairro ou uma bela paisagem vista de longe — algo que se admira sem a menor intenção de trazer para dentro de casa. A graça está justamente na distância segura, no fato de que a fantasia permanece exatamente no lugar da fantasia.

Talvez o equívoco esteja em acreditar que maturidade amorosa exija vigilância permanente sobre o desejo — como se amar alguém fosse o mesmo que abolir toda curiosidade, todo friozinho na barriga, toda resposta do corpo ao mundo. Não é. E talvez seja até o contrário: às vezes, permitir que a imaginação respire um pouco é o que impede a vida a dois de endurecer sob o peso da rotina. Descobrir isso me pareceu menos uma ameaça ao amor do que uma forma refinada de preservá-lo. Eu acredito que, sinceramente, esses pequenos desvios da fantasia não diminuem a parceria real: só lembram que ela foi escolhida entre tantas outras possibilidades.

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OLHANDO PARA DENTRO

Basta uma série virar assunto obrigatório e alguma coisa, em certas pessoas, se fecha — não exatamente por desprezo, nem por pose, mas porque a euforia coletiva, quando fica barulhenta demais, pode produzir o efeito contrário: em vez de curiosidade, cansaço. Li no The Atlantic sobre essa espécie de alergia ao consenso e achei o diagnóstico muito bom. Nem sempre a recusa ao hype é esnobismo. Às vezes, é só um instinto de preservação.

A psicologia tem nome para isso. Ou melhor: tem alguns. De um lado, existe em nós a vontade de pertencer. De outro, a necessidade igualmente forte de continuar sendo alguém singular no meio da multidão. É essa tensão que ajuda a explicar por que um fenômeno muito celebrado pode despertar resistência. Quando a febre em torno de alguma obra fica excessiva, a nossa percepção de liberdade entra em alerta. Como se o gosto, que deveria nascer espontaneamente, passasse a vir com prazo, pressão e cobrança social. Não é difícil entender, então, por que tanta gente troca o FOMO (fear of missing out) pelo JOMO (joy of missing out) e passa a sentir um prazer muito real em não acompanhar o assunto do momento.

Tem ainda um detalhe que me parece revelador. O streaming transformou quase tudo em disponibilidade permanente e, ao mesmo tempo, esvaziou parte da experiência coletiva que o entretenimento já teve. Hoje, a série mais comentada do mês pode até parecer um grande evento comum, mas geralmente é consumida a sós, em horários desencontrados, num fluxo meio disperso. Em certos casos, a recusa não é exatamente ao título da vez. É ao ritual inteiro: à obrigação de consumir depressa, opinar depressa e voltar para a roda com a fala pronta.

Há uma certa elegância em não aderir imediatamente. Num tempo em que os algoritmos empurram gostos, assuntos e entusiasmos com uma insistência quase industrial, preservar a própria demora virou uma forma de sofisticação. Nem tudo precisa ser visto na hora. Nem tudo precisa ser compartilhado. E nem toda ausência é ignorância. Às vezes, ficar por fora é só um jeito sutil de continuar sendo — de dentro de si.


OS CENÁRIOS DO AMOR

Traição é uma das poucas coisas que ainda parecem vir com tribunal montado de antemão. Quase ninguém quer saber contexto, erosão, desalinho, silêncio acumulado. A cena já chega pronta: de um lado, a vítima; do outro, o culpado. Mas li uma reportagem que bagunça essa facilidade moral com uma pergunta bem mais interessante: e quando a pessoa trai, rompe tudo, escandaliza a plateia inteira e, anos depois, descobre que aquilo desembocou numa grande história de amor? Curiosamente, é aí que o julgamento coletivo começa a afrouxar…

Parece existir uma espécie de anistia romântica para quem foi “salvo” pelo desfecho. Como se o tempo, esse grande marqueteiro das emoções, fosse capaz de transformar falta grave em prelúdio inevitável. A reportagem lembra casais célebres que nasceram no intervalo incômodo entre um casamento e outro, e que acabaram sendo incorporados ao nosso imaginário amoroso sem grande resistência. O caso de Camilla Parker-Bowles — que foi amante do rei Charles por anos — talvez seja o mais eloquente de todos. Durante muito tempo, ela encarnou o papel da intrusa mais odiada do mundo. Hoje, sentada no trono, surge quase como prova de que o amor, quando dura, reescreve até a pior biografia.

É isso que me intriga: não exatamente o perdão público, mas a nossa obsessão por desfechos que organizem o caos. A gente suporta melhor a desordem quando ela pode ser reinterpretada depois como destino. Como se a duração tivesse o poder de purificar a origem. Como se o amor longevo oferecesse, por si só, um álibi elegante para atitudes que, em qualquer outra circunstância, seguiríamos chamando de imperdoáveis.

Talvez nem toda ruptura provocada por uma paixão seja, de fato, sobre a nova paixão. Às vezes, o outro entra em cena menos como grande amor e mais como detonador. Não como resposta final, mas como impulso. O que parecia uma história de troca amorosa pode esconder outra coisa: a urgência de abandonar uma vida que já não cabia mais.

Acho essa virada especialmente forte porque desmonta uma fantasia muito repetida: a de que toda decisão dramática no amor precisa ser justificada por uma alma gêmea. Nem sempre. Em muitos casos, o gesto radical não nasce da certeza sobre o outro, mas de uma verdade incômoda sobre si. A pessoa não implode a própria vida porque encontrou magicamente alguém perfeito. Implode porque já não consegue mais sustentar a versão de si mesma que vinha habitando.

Quem sabe, o que mais nos desconcerta numa traição não seja só a quebra da regra, mas a lembrança de que a vida amorosa real é muito menos arrumada do que os códigos morais gostariam. Ela é contraditória, confusa, pouco edificante. E talvez por isso mesmo seja tão difícil julgar de fora. Existe algo de profundamente humano nessa ideia de que, às vezes, a coragem de mudar chega disfarçada de erro…

Desejos de consumo

Não sei porque, mas desta vez fiquei inspirada em uma coisa mais sexy para fazer minhas escolhas da semana no Iguatemi… Aqui vai tudo que me chamou atenção!

Na montagem acima, imagem de Alex Katz, "Black Dress", 2015

1 - Pensei neste vestido curto balloné de tafetá marrom de Adriana Degreas: bom pra uma chegada, não?

2 - Estas sandálias de salto e tiras finas da Ferragamo fazem a gente olhar para o mundo de uma forma diferente…

3 - O nome já diz tudo: este colar de Antonio Bernardo foi batizado de Party! E não é que ele tem mesmo cara de festa?

4 - Ah, e esta clutch de vime trançado com um pequeno detalhe: uma onça de cerâmica pintada à mão?!
Da
Waiwai + Betina De Luca e é tudo que a gente precisa pra causar!

5 - E para arrematar todo esse pacote sexy,
o batom Rouge 56
Chanel: puro luxo!


3 perguntas para

Sidnei Epelman aprendeu cedo que a cura de alguma doença não termina na parte física. Médico oncologista pediátrico e fundador da TUCCA — Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer —, ele construiu sua trajetória a partir da ideia de que tratar uma criança com câncer é também sustentar a travessia da família inteira, com acesso, acolhimento e cuidado real. Criada em 1998, a TUCCA, nasceu justamente desse entendimento: o de que técnica, sozinha, não basta. Em parceria com a rede Santa Marcelina Saúde, a instituição ampliou o sentido do tratamento ao transformar assistência em rede e cura em algo mais inteiro.


1. Em que momento você entendeu que tratar bem não bastava, e que era preciso redesenhar as condições de acesso ao tratamento?

Quem faz oncologia pediátrica corretamente, desde a formação, tem que enxergar tudo isso. Você tem que dar condições de uma família toda enfrentar um diagnóstico de câncer: isso é extremamente delicado e com enfrentamento intenso. Desde quando eu acabei a residência, quando eu fui para os Estados Unidos, eu tive mentores que já tinham esse olhar, isso nos anos 1980. Só realmente dando todas as condições de acesso ao tratamento, de acesso ao diagnóstico correto e com esse acolhimento correto é que a gente consegue dar melhor chance de cura.


2. Quando o você fala em “famílias curadas”, o que exatamente está nomeando ali?

A família tem que ter condições de enfrentar todo esse caminho de tratamento do câncer, porque envolve a chance de morte, de perda. Tudo isso é intenso e a gente tem que dar todas essas condições para quando acontecer a cura, que ela não seja só do tumor, mas da criança e da família em todas as formas.


3. O que a convivência diária com crianças em tratamento ensinou ao médico que a formação técnica não ensinou?

A formação técnica é básica. Temos que olhar além dela. É lindo ver os resultados. E não é sobre o que essa convivência me ensinou. É sobre o que ela me proporciona. É um privilégio diário poder dar as melhores chances de cura.

Essa convivência dá um outro valor para a vida. Traz a condição de poder ver a vida de uma forma mais bonita. E eu falo muitas vezes com alguns amigos que começam a se queixar da vida: "Vem passar um dia lá comigo, que vocês vão ver que como é que aquelas famílias, como é que aquelas crianças enfrentam esse momento, mesmo com todas as dificuldades, de uma forma tão alegre”. Quando você entra naquele ambulatório, você vê que é tudo muito intenso, mas o astral é bom. Está todo mundo se sentindo bem e cuidado. E essa é a fórmula mágica. Não adianta só técnica, a técnica isso não vai enfrentar isso corretamente. Você tem que mostrar para as famílias que elas, como um todo, estão sendo verdadeiramente cuidadas.

Direto do meu Instagram

Essa Semana Eu…

Amarguei uma infecção urinária que emendou numa infecção pulmonar terrível: ainda estou me tratando…

Antes de me internar no hospital, consegui visitar a SP-Arte em uma das suas melhores versões: quantos elogios!

Perdi a estreia de Zélia Duncan cantando Cauby Peixoto e Angela Maria no Teatro Iguatemi: sou mega fã de música brega

Perdi também a volta de Mel Lisboa aos palcos do Teatro Porto Seguro vivendo Rita Lee: já virou um clássico

Soube que a 5ª edição do Ajeum - Jantar Solidário, do Instituto Desvelando Oris, acontece na próxima quinta, na Pinacoteca de São Paulo, com meta de arrecadar R$ 2 milhões — além de obras de Adriana Varejão e Lucas Arruda, o leilão terá experiências exclusivas com Ronaldo, Vini Jr., Memphis Depay e Rebeca Andrade, e a noite ainda termina com show de Seu Jorge.

Não consegui ler uma linha de um livro e nem assistir a um pedaço de qualquer episódio das séries que estão na minha lista: estar no hospital não quer dizer estar com tempo livre, definitivamente

Nos poucos minutos em que fiquei no celular nesses dias, me apaixonei por essa bolsa da Chanel — realmente, eu não preciso de muito para me apaixonar…

Fiquei com vontade de ver Clarice Niskier de volta a São Paulo, no Teatro Vivo, com “A Esperança na Caixa de Chicletes Ping Pong”, peça inspirada na obra de Zeca Baleiro — a estreia foi ontem e a montagem reúne 45 músicas, numa declaração de amor à cultura popular brasileira.

Fiquei bem assustada nesses dias que passei no hospital: senti de tudo e garanto, inclusive, coisas não muito gostosas…

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Essa canção é um dos meus clássicos preferidos da música popular norte-americana. Coautor, com Otis Reding, Steve Cooper aparece aqui cantando com Justin Timberlake e o resultado só poderia ser este: maravilhoso.

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