Abastecer a cabeça? Perfeição, pra que? E pode gostar sempre da mesma coisa? Aqui tem de tudo. Venha!

Definitivamente, viver é para os fortes. Vou tentar explicar aqui: primeiro, levei um susto enorme, fiquei no hospital 17 dias e saí de lá cheia de medos e inseguranças. Isso foi no mês passado, em abril. Na última semana, foi a vez de eu ser testada novamente: Clarinha, uma de minhas cachorrinhas, começou a ter convulsões. Foi para a emergência na clínica veterinária, correu risco de morrer e,

graças aos bons cuidados, bons tratos e até a um pequeno milagre, ela está se recuperando aos poucos. Não vou defender aqui o amor pelos pets, mas vou insistir na necessidade da troca de afeto, de carinho, de amor. Se a gente acompanhar minimamente as notícias na internet, na TV, nos jornais, fica claro que precisamos de algum consolo para aguentar o tranco: arte, literatura, esporte, exercícios, hobbies, trabalho voluntário, vale tudo. Mas o que segura a gente, o que faz a gente sentir que ainda vale a pena é o amor: não necessariamente esse do Dia dos Namorados, mas o dos amigos que escolhemos, da família — e por que não, o dos animais?


A ERA DA OBSESSÃO

A nova fronteira do autocuidado subiu para a cabeça. Depois do corpo magro, da pele esticada, do sono monitorado e do colágeno na água, chegou a vez do cérebro. Queremos foco. Queremos memória. Queremos uma mente afiada, limpa, pronta, quase blindada. Nos Estados Unidos, segundo um artigo no The New York Times, bilhões de dólares já são gastos em vitaminas e suplementos com nomes que parecem prometer superpoderes, como “Daily Brain Boost” e “Focus Factor” — mesmo sem grandes provas de que essas fórmulas promovam de fato o milagre anunciado.

É curioso: a prateleira do bem-estar agora fala de neurônios. Livros de médicos ensinam a proteger a massa cinzenta. Joguinhos como Wordle e Sudoku, antes puro passatempo, ganharam status de treino nobre. Não é mais procrastinação — é ginástica mental, tá? Até nome já tem: “brainmaxxing”, uma espécie de musculação cognitiva para quem quer chegar à velhice com a cabeça em ordem. Bem assim.

Mas é claro que esse pânico não nasceu do nada. A gente está vivendo mais. E viver mais também significa conviver mais de perto com doenças que assustam demais. O Alzheimer, segundo o texto, atinge cerca de 7,4 milhões de norte-americanos. E uma pesquisa recente mostrou que 83% das pessoas com mais de 45 anos têm medo da doença. Quem já viu alguém querido perder, aos poucos, memória, autonomia e presença, entende perfeitamente esse terror, medo de desaparecer por dentro antes do corpo ir embora.

Ao mesmo tempo, existe uma ironia enorme nessa história. Enquanto gastamos energia tentando preservar nossa capacidade de pensar, entregamos cada vez mais partes do nosso pensamento para a inteligência artificial. Pedimos que ela escreva, resuma, organize, decida, sugira, escolha. É um paradoxo assustador. Queremos turbinar o cérebro, mas terceirizamos o raciocínio. Queremos memória impecável, mas não suportamos mais ficar cinco minutos em silêncio com uma ideia.

Talvez o cuidado mais sofisticado com a mente não esteja numa cápsula de nome bonito, nem numa sequência perfeita de palavras cruzadas. Talvez esteja em continuar pensando por conta própria. Em permitir o tédio. Em ler sem pressa. Em sustentar uma conversa longa. Em não transformar cada pequeno esquecimento numa sentença. Envelhecer já dá trabalho suficiente. Se ainda perdermos o direito de ser humanos, distraídos, falhos e pensantes, aí sim a coisa fica mesmo feia.


CADA COISA NO SEU LUGAR

Tem palavras que, de tanto circularem, começam a perder o contorno. Burnout virou uma delas. A gente teve uma semana puxada, dormiu mal, respondeu a mensagem demais, engoliu reunião atravessada e pronto: já solta, meio no automático, que está com burnout. Só que não é bem assim — e talvez seja justamente aí que mora o problema.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, burnout é uma resposta prolongada ao estresse crônico no ambiente profissional. Envolve exaustão profunda, distanciamento mental e queda real na eficácia profissional. Ou seja: não é só estar sem paciência numa terça-feira. Não é só precisar de férias. É um processo que vai se instalando, silencioso, até tomar conta.

O curioso é que, ao mesmo tempo em que falamos mais sobre saúde mental, também começamos a usar certas palavras como se estivessem debaixo de guarda-chuvas imensos. Tudo cabe ali: desânimo, frustração com a carreira, excesso de compromissos, tédio, tristeza, raiva do chefe, desencanto com o modelo de trabalho. E, quando tudo vira burnout, nada mais é exatamente burnout.

As redes sociais adoram esse tipo de diagnóstico instantâneo. As manchetes também. “Todo mundo está esgotado”, “ninguém aguenta mais”, “a geração do burnout”. Tudo isso pode até soar verdadeiro, porque estamos mesmo cansados. Muito. Mas transformar todo mal-estar em síndrome também cria uma espécie de névoa. A gente deixa de investigar o que está acontecendo de fato: é trabalho demais? É falta de sentido? É um limite que não foi respeitado? É uma rotina sem descanso? É uma vida inteira pedindo revisão?

Nomear bem as coisas é um gesto de cuidado. Não diminui a dor de ninguém. Ao contrário: dá a cada dor o tratamento que ela merece. Às vezes, o que precisamos é descanso. Às vezes, uma conversa difícil. Às vezes, uma mudança estrutural. Às vezes, ajuda profissional. E, às vezes, sim, estamos diante de um esgotamento sério, profundo, que não se resolve com um fim de semana fora.

A questão não é falar menos de burnout, mas falar melhor. Com mais cuidado. Mais escuta. Mais honestidade. Porque existe uma certa coragem em resistir ao rótulo pronto e perguntar, com calma: o que exatamente está me consumindo? A resposta pode não caber numa palavra da moda. Mas pode ser o começo de alguma lucidez. E lucidez, hoje, vale ouro.

PERFEITO, PRA QUE MESMO?

A gente abre o celular para escolher um restaurante, uma série, um tênis, uma viagem, um par, uma cortina. Qualquer coisa. E, de repente, está ali, há quarenta minutos, rolando a tela como se a vida dependesse daquela decisão. Não depende… mas até parece. Herbert Simon, psicólogo e ganhador do Nobel de Economia, já tinha entendido essa nossa maluquice bem antes do feed virar esse supermercado infinito de ansiedade.

Simon criou uma palavrinha ótima: “satisficing”. Uma mistura de satisfazer com suficiente. É quase um pequeno manifesto contra a obsessão pelo melhor. Em vez de procurar até a alma cansar, a ideia é escolher algo bom o bastante e seguir. Simples assim. Bom o bastante. Que frase libertadora, né?

Ele mesmo praticava isso com uma disciplina quase elegante. Usava sempre a mesma marca de meias. Tinha uma única boina preta. Comia, todos os dias, meia grapefruit com aveia e café preto. Morou na mesma casa por 46 anos. Não era falta de imaginação: era economia de espírito. A filha dele dizia que, ao simplificar as pequenas escolhas, ele deixava a cabeça livre para o que importava de verdade: o trabalho, as pessoas, a vida. Concordo cem por cento com isso: guardar energia para o que é mais necessário.

O problema é que a nossa época transformou a escolha em espetáculo. Temos opções demais. Comparações demais. Vidas editadas demais passando diante dos nossos olhos. Aceitar algo apenas “bom” começou a parecer derrota, como se o mundo estivesse sempre escondendo uma versão mais bonita, mais inteligente, mais magra, mais rica, mais excitante logo depois do próximo clique. Sempre melhor.

Isso aparece em tudo. Até no amor. A pessoa entra num aplicativo de namoro e fica ali, deslizando rostos, adiando qualquer encontro real porque talvez o próximo perfil seja mais interessante. Talvez mais bonito. Talvez mais perfeito. E assim a vida vai ficando em suspenso, presa nessa promessa de que existe sempre uma opção melhor, desde que a gente aguente procurar mais um pouco.

O curioso é que essa busca pelo máximo nem sempre entrega alegria. Muitas vezes entrega arrependimento. Entrega inquietação. Entrega aquela sensação de que escolhemos errado mesmo quando escolhemos bem. Os maximizadores, como são chamadas as pessoas que tentam encontrar sempre a melhor alternativa possível, acabam ficando íntimos de uma insatisfação sem fim. Uma espécie de luxo torto: ter muitas opções e nenhuma paz.

E agora ainda temos a inteligência artificial prometendo otimizar tudo. A dieta perfeita. O armário perfeito. A rotina perfeita. O corpo perfeito. Como se a existência pudesse virar uma planilha impecável. Mas talvez viver bem seja justamente aceitar uma certa margem de improviso. Uma meia comum. Uma casa mais velha. Um café preto de manhã. Uma escolha que funciona.

No fundo, o “bom o bastante” não é mediocridade. É maturidade. É saber a hora de parar. É entender que nem toda decisão precisa virar uma tese, nem toda compra precisa ser uma epifania, nem todo encontro precisa carregar o peso de um destino. É sinal de sabedoria fechar algumas abas, largar o celular e assumir a escolha feita.

A vida já exige muito da gente. Talvez não precise exigir exatamente perfeição. Talvez o verdadeiro sinal de inteligência seja perceber quando algo atende ao que precisamos e, com alguma leveza, dizer: está bom. Basta assim.

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AMIGOS PARA SEMPRE

Ao contrário de alguns casos de amor, amizade raramente acaba em cena dramática. Não tem porta batendo, mala na sala, trilha sonora triste. Na maioria das vezes, ela vai saindo de fininho. Às vezes, por uma soma banal de mudanças, filhos, casamentos, cidades novas, trabalho em excesso, cansaços demais. Um dia a gente deixa de responder. No outro, a pessoa também. E, de repente, uma amizade que parecia eterna virou uma lembrança simpática — e isso dá uma tristeza imensa.

De acordo com uma reportagem do The Washington Post, esse enxugamento das amizades não é apenas uma sensação individual. Tem a ver com o modo como passamos a organizar a vida. A pesquisadora Jaimie Krems, da Universidade da Califórnia, diz algo bastante certeiro: tratamos a amizade como se fosse luxo, enquanto romances e família ocupam o lugar de necessidade. Só que a ciência aponta o contrário: conexões sociais fortes nos ajudam a viver mais, com mais alegria e ainda podem proteger o cérebro do declínio cognitivo. Ou seja, amigo não é penduricalho afetivo. É estrutura básica.

O problema é que amizade exige manutenção. E a vida adulta não oferece mais aqueles atalhos deliciosos da infância e da juventude, quando bastava dividir sala de aula, prédio, praia, república, corredor, fumódromo, qualquer coisa. A proximidade fazia metade do serviço. Depois é que tudo fica mais trabalhoso. É preciso marcar. Repetir. Remarcar. Insistir. Mandar mensagem sem medo de parecer carente. Ter conversas desconfortáveis quando algo sai do lugar. E nós, muitas vezes, preferimos deixar a relação evaporar a enfrentar uma conversa meio torta — uma pena.

Talvez exista aí uma arrogância dos tempos modernos. A ideia de que tudo precisa fluir sozinho para ser verdadeiro. Se dá trabalho, então não era para ser. Mas que bobagem: as coisas boas da vida dão mesmo trabalho. Casa dá trabalho. Amor dá trabalho. Corpo dá trabalho. Por que amizade seria essa plantinha mágica que cresce sem água, sem luz, sem poda e sem nenhum “vamos nos ver semana que vem”? A gente romantizou a espontaneidade e esqueceu que constância também é uma forma de afeto.

A parte boa é que essa rede pode ser refeita: basta aprender a dar o primeiro passo. Chamar alguém para um café. Mas nada de transformar o convite em tese. Não morrer de vergonha antes mesmo da resposta. Parece simples, mas é quase revolucionário num tempo em que todo mundo tem medo de incomodar, de parecer meio intruso...

E tem também os chamados laços fracos: o barista que sabe seu pedido, o vizinho no elevador. A pessoa que você encontra sempre na academia. A moça da feira. Esses pequenos contatos, que às vezes tratamos como figurantes da rotina, podem aliviar a solidão de um jeito surpreendente. Não substituem um grande amigo, claro. Mas dão aquela sensação gostosa de pertencer a algum lugar.

Amizade não nasce pronta, nem se conserva no freezer da memória. Ela é uma prática. Um gesto repetido. Uma pequena coragem. E talvez, neste mundo que insiste em nos vender independência como grande triunfo, admitir que precisamos dos outros seja uma forma muito fina de sabedoria.


MAIS DO MESMO

Outro dia me dei conta de uma pequena cena muito contemporânea: a gente passa mais tempo escolhendo o que ver do que vendo alguma coisa. Abre a Netflix cheia de vontade de descobrir uma série nova, passa uma eternidade rolando a tela, faz cara de crítica especializada para títulos mais cabeça e, no fim, aperta o play naquele filme onde a gente já sabe até a respiração dos personagens. Pois é: abundância cansa.

De acordo com um artigo da revista The Atlantic, esse apego ao repetido não é preguiça mental, nem falta de curiosidade. É conforto mesmo. O familiar exige menos da gente. Não pede esforço, não cobra interpretação, não vem com risco de frustração. Ele entrega uma emoção já conhecida, quase combinada. E, num mundo que transforma até lazer em decisão estratégica, isso tem um valor imenso.

A cultura pop nos empurra novidades o tempo todo. Nova série, novo álbum, novo livro, novo fenômeno, novo assunto obrigatório. É uma pequena tirania do inédito. Só que há uma delicadeza enorme em voltar para uma história que termina exatamente como lembrávamos. A gente sabe quem fica, quem vai embora, quem sofre, quem se salva. E, justamente por isso, relaxa. O coração não precisa trabalhar em regime de plantão.

O mais bonito, talvez, é que a repetição não nos leva apenas de volta à obra. Ela nos leva de volta a nós mesmos. Quando ouvimos de novo aquele álbum antigo ou revemos aquela série que virou casa, não estamos só consumindo cultura. Estamos visitando uma versão anterior da nossa vida. A música que tocava numa época específica. O filme que acompanhou uma fase meio confusa. A série que virou companhia num domingo comprido. Essas coisas guardam pedaços nossos com uma fidelidade que a memória sozinha nem sempre consegue. Elas funcionam como pequenas cápsulas emocionais. A gente aperta o replay e, de repente, reencontra uma pessoa que já fomos. Com ternura. Com um pouco de saudade. Às vezes, com alívio.

Talvez a gente tenha sido treinado para desconfiar do repetido. Como se só o novo tivesse inteligência, charme, assunto. Mas existe também uma sabedoria em reconhecer aquilo que nos faz bem e voltar ali sem culpa. Fazer a mesma coisa duas vezes pode ser uma forma de cuidado. Voltar ao mesmo lugar visitado em uma viagem anterior… Tudo isso pode ser até uma pequena ousadia, neste tempo que exige atualização permanente da alma.

A tela pode até oferecer mil caminhos, mas, às vezes, tudo o que a gente quer é voltar para aquela porta antiga, entrar sem bater e sentir que ainda existe um lugar onde a gente saiba exatamente como a história termina.

Desejos de consumo

Dia 12 está chegando e é essa a hora de comprar um presente que faça diferença para a namorada. Escolhi estes flanando pelos corredores do Iguatemi. Aqui entre nós, eu gostaria de receber cada um deles…

Na montagem acima, imagem de Alex Katz, "Ada with Flowers", 1980

1 - Para aqueles dias em que toda mulher quer se sentir uma estrela, a sugestão é um óculos da Chanel modelo Butterfly: yes!

2 - Fiquei louca por essa bolsa Valentino, com franjas: uma coisa hippie chic, muito estilosa

3 - E esse anel da Sauer?
Cai bem em qualquer dedo, a qualquer hora

4 - Para brindar a hora do banho, o kit de óleo, sabonete líquido e hidratante da Jo Malone é perfeito — e ainda inunda o ambiente com cheiro de peônias

5 - Se a ideia é surpreender, esse vaso assinado por Jessica Koyama para a branco.casa cumpre bem a missão: se encaixa bem em qualquer tipo de decoração


Nesta semana, recebo Facundo Guerra para uma conversa sobre cidade, cultura, desejo e os encontros offline em uma época dominada pelas telas.

Falamos sobre a transformação da noite paulistana, a relação das pessoas com os espaços urbanos, o impacto das redes sociais e por que Facundo também acredita que São Paulo continua sendo uma das cidades mais interessantes do mundo.

Uma conversa sobre comportamento, liberdade, pertencimento e o que nos faz sair de casa para encontrar o outro.

A conversa completa está no meu canal do YouTube.
https://www.youtube.com/gSN1lKFDWWw

3 perguntas para

Mariana Andrade Stanisci chegou à Fundação Osesp por um caminho que parecia distante da música de concerto, mas revela muito sobre a comunicação nos dias de hoje: menos vitrine, mais ponte. Formada em Administração Pública pela FGV, ela construiu uma trajetória sólida em Marketing e Comunicação, com 25 anos em multinacionais como Reckitt Benckiser, Heineken e Luxottica. Em paralelo, sempre atuou em causas de impacto, como se já houvesse ali uma escuta voltada para algo maior.

Hoje, à frente da Comunicação e Marketing da Fundação Osesp, Mariana trabalha no encontro entre prestígio e aproximação, tradição e pertencimento. Seu desafio é abrir portas para a música de concerto sem reduzir sua complexidade. Para ela, a música sinfônica não precisa ser traduzida para tocar as pessoas. Precisa ser apresentada como convite.


1. A música sinfônica carrega uma aura de prestígio, mas também uma ideia de distância para muita gente: como a comunicação pode abrir uma porta sem simplificar demais o que existe lá dentro?

Acho que o primeiro passo é abandonar a ideia de que a música de concerto precisa ser “traduzida” para ser interessante. As pessoas se conectam quando são convidadas, não quando são subestimadas. O papel da comunicação é justamente construir essa ponte: contextualizar, despertar curiosidade, criar identificação e mostrar que existe humanidade por trás de toda grande obra.

Na Osesp, buscamos fazer isso aproximando o público dos artistas, dos bastidores, das histórias dos compositores e das emoções que atravessam cada concerto. Não se trata de simplificar a experiência, mas de torná-la mais acessível emocionalmente.


2. O que a música de concerto ensinou você sobre escuta, não só musical, mas também como prática de gestão e comunicação?

A música de concerto me ensinou que escutar é um exercício de atenção e presença. Em uma orquestra, ninguém constrói nada sozinho: é preciso perceber o som e o tempo do outro, entender silêncios, nuances, intenções. Isso também vale para gestão e comunicação: boas ideias surgem de ambientes em que as pessoas realmente se sentem ouvidas. Comunicar não é apenas transmitir mensagens, mas criar espaço para diálogo e troca.

Existe algo muito bonito na escuta coletiva de um concerto: pessoas diferentes compartilhando uma experiência sensível, juntas. Tento levar esse princípio para o meu trabalho como gestora.


3. Quando você pensa no futuro da Osesp, que som gostaria que ele tivesse?

Sem dúvidas, gostaria que tivesse um som plural, vivo e cada vez mais permeável ao mundo contemporâneo.

Imagino um futuro em que a música clássica dialogue com públicos diversos e continue despertando encantamento tanto em quem chega pela primeira vez quanto em quem frequenta a Sala São Paulo há décadas.

Se eu pudesse traduzir isso em som, talvez fosse como a Osesp afinando antes do concerto: muitas vozes diferentes coexistindo, se escutando e construindo juntas numa mesma direção.

Direto do meu Instagram

Essa Semana Eu…

Eu tive vontade de ir atrás de Edgar Morin, pensador francês que morreu: li muito sobre ele e fiquei muito interessada em sua obra


Gostei demais da performance de Lilia Cabral vivendo Rita Lee no Teatro FAAP, mas confesso que fiquei bem triste no final


Aplaudi o bom humor e o talento do escritor italiano Sandro Veronesi na Feira do Livro


Conheci, em um evento, a bisneta de Lampião e Maria Bonita: ela é de Aracaju e sua avó, superativa até hoje, era filha dos dois cangaceiros — eu, particularmente, amo tudo que tenha a ver com cangaço


Recebi o livro de Verena Smit, poeta que trabalha com as palavras como ninguém


Quero lembrar que a ReciclaLuxo realiza ação de Dia dos Namorados; tem peças second hand de marcas como Miu Miu, Gucci, Prada, entre outras. As vendas são integralmente revertidas para projetos sociais. As compras podem ser feitas no site www.reciclaluxo.com.br, ou pelo WhatsApp (11) 98970-5642


Fui prestigiar Rafael Trindade e Marina Senna no lançamento da linha de decoração desenvolvida por Betina de Luca, especialmente para a branco.casa


Fiquei encantada com uma almofada que vi no site da JNcQUOI House: achei charmosa e engraçada


Fui convidada para almoçar com Christian Gebara nos escritórios da Vivo, no Eco Berrini: como foi bom!


Recebi, em casa, a dra. Ana Claudia Quintana Arantes, especialista em cuidados paliativos, para uma conversa necessária sobre a vida — tudo isso vai para o meu canal no YouTube


Consegui finalmente uma credencial para participar de todas as palestras do festival Babell de literatura, que acontece na maravilhosa livraria Lello, na cidade do Porto, em Portugal


Vi Björk transformar luto, som e imagem em uma grande exposição na National Gallery da Islândia, em Reykjavík: entre instalações dedicadas à mãe, a parceria com a Bottega Veneta e até uma rave dedicada ao eclipse solar, ela abre assim uma fresta para seu próximo capítulo musical


Soube que a Architecture Hunter, comandada pelos sócios Amanda Ferber, Luiz Ferriani e Matheus Gait, entrou como parceira oficial do programa 40 Under 40 South America, promovido pelo World Architecture Festival, um dos mais prestigiados eventos do setor no mundo


Descobri que Marisa Berenson desenvolveu uma linha especial para a Zara Home — quero muito, achei tudo lindo


Dividi o balcão do Aizomê com uma amiga querida e tive um jantar encantado, criado por Telma Shiraishi


Acompanhei o casamento surpresa de Dua Lipa e Callum Turner, mas foi o look que roubou a cena: um conjunto de alfaiataria couture da Schiaparelli , com alma de noiva cool girl, uma referência explícita a Bianca Jagger, a noiva original que transformou o traje de casamento em manifesto de estilo


Tive mais uma sessão de vacinas, aplicadas em casa pelos especialistas do Alta Diagnósticos: depois que levei um susto, meus médicos recomendaram esse protocolo — muita atenção em relação às vacinas!


Me submeti a mais uma sessão de microfisioterapia com a especialista Sayako Amanuma — recomendo tanto a prática quanto a profissional


Passei os dias acompanhando de longe, mas de perto, a recuperação de Clarinha, minha pet loirinha que enfrentou problemas graves de saúde: teve convulsões e agora está se recuperando aos poucos


Participei de uma sessão de fotos com o fera Romulo Fialdini para o livro que vai comemorar os 35 anos da Trousseau: sou fã de Adriana e Romeu Trussardi desde sempre


Li que os drinks com sal na borda das taças estão com tudo nesse verão europeu: sonhando com uma bela margarita!


Vou correndo colocar a Albânia na minha lista de desejos para o verão do Hemisfério Norte no ano que vem: as fotos que vi de uma amiga são um sonho…

Fiquei pensando que, no universo da Hermès, até a cabine de DJ pode virar peça de coleção: como o criado pelo Atelier Horizons em parceria com o DJ britânico Prince Charles

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Pra quem tem namorado, mas também pra quem não tem, Al Green cantando “Let’s Stay Together” aquece a alma, faz o coração dançar e, com certeza, eleva a temperatura a nível máximo. Let’s?

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