Estou de volta ao meu dia a dia, tentando me encaixar aos poucos na rotina e tentando não ficar com medo de tudo. Voltei a treinar, escrever, pensar. Estou conseguindo me readaptar, estou feliz de reassumir aos poucos meus compromissos de trabalho e também os momentos de lazer. O mundo continua girando feito um pião doido e, quando a gente fica um pouco fora, as coisas fazem muito pouco sentido. Os chacoalhões que a vida nos dá servem para muita coisa. Eu sigo aqui tentando captar os sinais, mudar algumas rotas, tentando me encaixar na pequena relevância da minha vida e tentando vivê-la da melhor maneira possível, para mim e para os outros que estão à minha volta. Mas garanto: nada perdeu a graça. Estou aqui. E pode contar comigo.
Ilustração: Maria Eugenia
UMA NOVA COMUNIDADE
A gente cresce ouvindo que morar com amigas é uma espécie de intervalo que pode chegar até a ser bem charmoso. Uma fase. Um limbo gostoso entre a casa dos pais e a casa com o namorado, o marido, os filhos, a tal vida adulta oficial. Como se aquela mesa cheia de mulheres, roupas espalhadas, conversas atravessadas e dramas divididos fosse só um ensaio. Depois viria a vida séria, né?
Pois li um artigo na The Atlantic sobre uma nova leva de livros que está olhando justamente para essa fantasia com muito mais ambição. São histórias vindas da Dinamarca, da Itália, do Japão e da Coreia do Sul que levam a convivência feminina a sério. Não como cenário fofo de independência, nem como utopia decorada com plantas, vinho branco e confidências na cozinha. Mas como uma possibilidade real de casa. Com beleza. Com atrito. Com cabelo no ralo. Com amor. Com tudo.
Achei isso muito interessante… Porque a ideia de uma casa sem homens costuma ser tratada de duas formas opostas e igualmente preguiçosas. Ou vira piada, uma república estendida de meninas que ainda não “cresceram”. Ou vira paraíso feminista, livre de todas as violências do mundo. Só que a vida, essa danada, quase nunca cabe nesses dois extremos. Uma casa só de mulheres também tem disputa, silêncio, vaidade, ciúme, cuidado, controle, ternura. Tem humanidade. E humanidade, convenhamos, nunca teve exatamente cara de spa.
Existe um livro chamado “My Seven Mothers”, da dinamarquesa Pernille Ipsen, onde a autora conta como foi crescer numa comunidade formada por mulheres. Um espaço que não apagava as dificuldades da vida em conjunto, mas também não desistia dela. Já em “Two Women Living Together”, título da Coreia do Sul, duas mulheres decidem comprar um apartamento juntas para escapar de duas armadilhas bem conhecidas: a submissão esperada no casamento tradicional e a solidão de morar sozinha. Aos poucos, elas deixam de ser apenas colegas de casa. Viram família uma da outra. Bonito isso — e nada simples.
No fundo, essas histórias parecem perguntar uma coisa delicada: por que a nossa imaginação doméstica é tão limitada? Por que ainda tratamos o casamento, a maternidade e a família tradicional como grande resolução de vida?
Talvez o bom da coisa não seja uma casa perfeita, mas a liberdade de inventar um teto possível. Com alianças, bagunças, pratos na pia, regras próprias e fracassos também. Porque toda casa tem ruído. A diferença é poder escolher com quem a gente quer escutar esse barulho.
Por um domingo mais especial / Fotos: Reprodução Instagram
À LA FRANÇAISE
Sabe aquele domingo que deveria ser descanso, mas vira uma segunda-feira fantasiada de folga? Pois é, a gente inventou uma habilidade meio cruel: transformar o único dia mais solto da semana em depósito de pendências. Responder mensagem. Adiantar tarefa. Organizar a vida. Marcar almoço, café, visita, aula, tudo em nome de uma produtividade que, na verdade, não serve para chegar a lugar algum. Li na Vogue americana sobre a ideia do “domingo francês”, ou “Sunday à la française”, e confesso que fiquei pensando nisso. Muito.
Na França, o domingo não parece ser tratado como uma sobra útil da agenda. É quase uma pequena cerimônia de desaceleração. Um dia para descansar, pensar, reencontrar pessoas queridas — e jamais para transformar a própria existência numa planilha. Enquanto tanta gente usa o domingo para correr atrás da semana antes mesmo de ela começar, os franceses parecem proteger esse espaço com certa elegância teimosa. Nada de eficiência. Ou melhor: a eficiência, nesse caso, é justamente não obedecer à eficiência.
Parece que precisamos justificar o repouso, como se ficar quieta fosse uma falha moral. E, no entanto, existe uma inteligência enorme nessa escolha. Desligar o despertador. Cancelar o excesso. Colocar o celular no silencioso. Deixar o café esfriar enquanto se lê o jornal. Esticar o almoço em família. Ir ao museu apenas para olhar, sem essa obrigação meio escolar de entender tudo.
E tem o verbo mais bonito dessa história: “flâner”, ou seja, flanar. Passear sem destino. Sem compromisso. Andar por andar. Sem meta, sem rota, sem aplicativo dizendo qual é o melhor caminho. Só o corpo solto no mundo, reparando nas coisas. Uma vitrine. Uma árvore. Parece pouco, mas talvez esteja justamente aí o segredo: não no excesso, mas na permissão. A permissão de deixar a intuição mandar no ritmo por algumas horas.
Talvez o domingo francês nos incomode porque ele revela uma verdade simples: a gente desaprendeu a descansar sem culpa. Queremos otimizar o sono, o humor, o corpo, a casa, os afetos, o tempo livre. Tudo virou projeto. Tudo precisa render. E aí aparece essa ideia, lembrando que um dia inteiro dedicado a existir sem pressa pode ser o mais sofisticado dos compromissos. Voilà!
A gente passou anos celebrando as máquinas que economizam tempo. Agora, de repente, começamos a desconfiar que talvez elas estejam economizando tempo e também pensamento. E aí o tempo salvo fica meio estranho, meio vazio, até meio inútil, como uma sala arrumada demais onde ninguém vive.
Li a história de uma professora de alemão da Universidade de Cornell, Grit Matthias Phelps, e fiquei encantada com a ousadia dela. Cansada de receber trabalhos impecáveis demais, aqueles textos sem uma vírgula fora do lugar e sem alma aparente, ela resolveu devolver os alunos a um objeto quase arqueológico: a máquina de escrever manual. Uma vez por semestre, leva dezenas delas para a sala de aula e propõe um exercício sem tela, sem tradutor online, sem corretor, sem dicionário digital. E, principalmente, sem delete.
A cena é até engraçada: jovens de 19 anos diante de máquinas antigas, tentando entender como aquilo funciona. Alguns só conheciam o objeto pelos filmes. Outros descobrem, no susto, que é preciso força nos dedos. Os mindinhos não dão conta das teclas, e eles passam a catar milho com os indicadores. A professora ainda convoca os seus filhos pequenos, de 7 e 9 anos, para ajudar como suporte técnico e fiscalizar celulares escondidos. É quase uma instalação artística sobre o nosso tempo.
Mas o ponto não é nostalgia. É outra coisa, bem mais interessante. Quando tudo fica mais difícil, a cabeça muda de ritmo. Sem notificação piscando, sem busca rápida, sem a possibilidade de apagar tudo num segundo; cada palavra pede licença antes de entrar no papel. Um aluno contou que precisou conversar mais com os colegas, pedir ajuda, pensar antes de escrever. E mais: a limitação virou até motivo para encontro.
Tem algo muito sofisticado nessa falta de facilidade. A máquina de escrever não permite fingir tanto. Errou? Bate um X por cima, assume a rasura e segue. A falha fica ali, visível, meio torta, meio humana.
A gente vive tentando terceirizar o incômodo. Terceiriza a frase. A resposta. A dúvida. Às vezes, até a intuição. E a promessa é sempre a mesma: ficar mais produtivo, mais rápido, mais eficiente. Só que pensar nunca foi exatamente eficiente. Pensar é meio desajeitado. Tem pausa, erro, volta, hesitação. Tem mindinho fraco. Tem palavra que sai ruim antes de sair boa.
Talvez por isso essa história tenha me pegado tanto… Porque ela não fala apenas de alunos usando máquinas antigas. Fala de autoria. De presença. De redescobrir que nem toda dificuldade precisa ser eliminada. Algumas dificuldades nos devolvem para nós mesmos. O futuro pode até ser brilhante, automático e perfeitamente editado. Mas ainda há uma beleza enorme em bater uma tecla pesada, escutar o barulho seco da letra surgindo no papel e saber que aquilo, com erro e tudo, saiu da gente mesmo.
Saudável, sim, mas com parcimônia / Fotos: Reprodução Instagram
A NOVA DELICADEZA
Teve uma época em que cuidar do corpo parecia uma espécie de penitência. Até tentaram embrulhar com embalagem bonita, mas… Suco verde tinha cara de castigo. Dieta radical. Ritual de detox como se a gente tivesse cometido um crime contra a própria carcaça. Pois é. Parece que essa fase está cansando. E eu acho ótimo.
Li na Condé Nast Traveller que 2026 deve ser o ano do “gentle wellness”, ou do bem-estar mais gentil. Achei a expressão boa: tem qualquer coisa de alívio nela. Como se, depois de tanta regra, tanto controle, tanta promessa de “limpeza” milagrosa, alguém finalmente dissesse: calma. O corpo não precisa ser domado o tempo todo. Ele precisa ser escutado.
O nosso organismo já sabe se desintoxicar. O fígado, esse trabalhador silencioso, cuida de uma parte enorme dessa engrenagem. Metabolismo, energia, hormônios. Tudo passa por ele. Então talvez o caminho não seja punir o corpo com fome, cortar grupos inteiros de alimentos ou transformar a rotina numa planilha moral. Talvez seja só apoiar o que já acontece ali dentro. Com menos drama. E mais bom senso.
Porque a gente sabe muito bem que tem uma vaidade enorme disfarçada de disciplina nessa obsessão por se purificar. A pessoa não quer apenas se sentir melhor. Quer parecer no controle. Quer acordar limpa, leve, produtiva, luminosa, quase editada. Só que o corpo não é feed. Quando a gente aperta demais, ele reage. Vem ansiedade. Vem cortisol. Vem cansaço. Vem até a libido indo embora pela porta dos fundos. Ninguém merece isso, né?
O interessante dessa virada é que ela troca espetáculo por continuidade. Sai a performance da restrição, entra a manutenção delicada. Coisas pequenas. Colocar no prato alimentos que ajudam o fígado, como beterraba, salsa e chá verde. Dormir melhor. Hidratar melhor. Usar suplementos com alguma lógica, sem transformar cada sachê, cápsula ou pó em nova religião da Nova Era.
O bem-estar gentil parece menos uma tendência e mais uma correção de rota. Depois de anos tratando a saúde como projeto de otimização, a ideia agora não é brigar com o próprio corpo. É quase uma ousadia. Cuidar sem se agredir. Ter constância sem neurose. Ter intuição. Ter medida. Porque pegar leve não é desistir de si — pode, sim, ser a forma mais madura de cuidado. Num mundo que já cobra resultado, postura, juventude, energia e pele boa, não transformar a saúde em mais uma cobrança é quase revolucionário. Vamos à luta?
Ilustração: Maria Eugenia
A INJUSTIÇADA
Tem gente que diz, com uma superioridade quase higienizada, que nunca faz fofoca. Eu desconfio um pouco. Não por maldade, mas porque essa frase costuma vir com um verniz moral que me dá preguiça. Eu, sinceramente, gosto de uma novidade ainda desconhecida, gosto de saber o que acontece nos bastidores. Enfim, minha profissão foi permeada por esses caminhos.
E, afinal, convenhamos, conversar sobre a vida dos outros, quando não é crueldade nem mentira, talvez seja uma das formas mais antigas de entender o mundo. E, segundo uma reportagem da revista Time, a ciência anda justamente agora tentando tirar a fofoca do banco dos réus. Gosto disso.
Segundo o psicólogo americano Frank McAndrew, a fofoca não nasceu como vício social. Nasceu como ferramenta de sobrevivência. Em grupos pequenos, era importante saber quem era confiável, quem tinha aliados, quem quebrava acordos, quem se aproximava de quem. Informação, naquele mundo, era proteção.
O curioso é que, mesmo hoje, num tempo em que tudo parece tão tecnológico e performático, a fofoca continua fazendo um trabalho muito humano. Quando contamos algo delicado para uma amiga, estamos fazendo mais do que passar uma notícia, uma informação. Estamos dizendo: confio em você. Esse tipo de troca funciona quase como uma audição silenciosa para a amizade. A gente observa se a outra pessoa entende nossos limites, nossos valores, nossa forma de olhar a vida. Achei muito interessante isso…
E há também um alívio em saber que a maior parte das fofocas é muito mais banal do que imaginamos. A pesquisadora Megan Robbins monitorou milhares de conversas e concluiu que a maioria delas é neutra. Não é veneno. É comentário de corredor, atualização de vida, alguém que mudou de emprego, alguém que teve filho, alguém que apareceu com uma novidade. E, para acabar com outro clichê cansado, os estudos citados pela Time mostram que homens fofocam tanto quanto mulheres. Gente bem-sucedida também. Ou seja: ninguém está exatamente acima desse pequeno teatro social.
Claro que existe fofoca ruim. Existe aquela que nasce da inveja, da raiva, do desejo de diminuir alguém para parecer maior — mas essa é outra história. A pergunta que fica, talvez, seja simples: por que estamos, afinal, contando isso? Para proteger, entender, alertar, criar vínculo? Ou para ferir? A intenção muda tudo. O impacto também.
Acho que a fofoca pode ter sido injustiçada. Passamos a vida fingindo um pudor que ninguém sustenta de verdade, enquanto seguimos querendo saber dos bastidores, do que acontece com as pessoas. E talvez não haja nada de tão errado nisso, desde que exista delicadeza, senso e algum limite. Num mundo cheio de conversas falsas e intimidades fabricadas, ter alguém com quem se possa trocar com confiança não deixa de ser um alento…
Desejos de consumo
Dia das Mães é aquela data que a gente fica pensando muito tempo antes, se planejando para não dar nenhuma bola fora. Nesta semana, pesquisei, nos corredores do Iguatemi, as primeiras ideias. Depois tem mais: mãos à obra!
Na montagem acima, imagem de Alex Katz, "Ada with Flowers", 1980
1 - Ah, esse vestido da A. Niemeyer garante a elegância nessa data tão especial…
2 - Já gostei do nome: a bolsa Paparazzo da Gucci agrada qualquer modelo de mãe…
3 - Sou fã e sempre que posso lembro dos objetos da Oficina Francisco Brennand para um presente que faça a diferença — como este pote de cerâmica pintada à mão…
4 - Sabe aquela função do dia inteiro, estica e puxa e corre pra todos os lados? Na volta pra casa, um bom banho e esse roupão de algodão turco da Trousseau garantem momentos especiais…
5 - Com esse anel de ouro e rubelita, de Ara Vartanian, no dedo, os caminhos até se abrem…
Foto: Divulgação
3 perguntas para
Bruna Lombardi pertence a essa rara linhagem de artistas que não apenas atravessam uma obra, mas são atravessados por ela. Atriz, escritora e autora de uma trajetória múltipla, ela encontrou em Diadorim, personagem que viveu em “Grande Sertão: Veredas”, em 1985, uma experiência que parece nunca ter terminado de reverberar. Agora, com o relançamento de “Diário do Grande Sertão” — escrito pela primeira vez em 1986, durante as gravações da minissérie — em edição ampliada, com textos inéditos, esse encontro retorna não como simples lembrança, mas como uma espécie de segunda travessia: mais madura, mais consciente e talvez ainda mais profunda.
1. Esse relançamento do Diário do Grande Sertão tem mais gosto de memória ou de redescoberta?
Acho um momento histórico. E poder participar dele é um privilégio, como foi um prêmio poder viver Diadorim, um dos melhores personagens da literatura mundial. Tem a memória de um dos períodos mais intensos e marcantes da minha vida. Virou livro quando meu amigo, o escritor Caio Fernando Abreu, autor
do prefácio, me intimou a publicar um diário tão íntimo e particular que eu nunca havia imaginado tornar público. Agora existe a redescoberta de reviver essas emoções ao revisar e acrescentar textos inéditos ao meu Diário do Grande Sertão, um livro que é um relato de um momento inesquecível na minha vida e que me acompanha até hoje.
2. Como foi interpretar um homem num contexto de sertão, naquele momento de Brasil? Quais foram os principais desafios — lembrando que você sempre foi uma das mulheres mais belas e sexy do país?
Escrevi esse diário para não enlouquecer, para organizar o caos do que eu tinha em volta e do que eu trazia dentro, com tantos sentimentos para processar. Foi uma mudança radical de vida. Fui para um extremo tão profundo que nada do que eu vivi ou conheci se compara. A maior transformação da minha vida. Desafios? Todos que alguém possa imaginar e outros inimagináveis. Ninguém sai de uma experiência dessas da mesma forma que entrou. Isso tudo está detalhado no meu diário, conto passo a passo a invasão dessa loucura num lugar que pouquíssima gente conhecia, isolado de tudo: o sertão. E o sertão também me invadiu de uma maneira definitiva. Está dentro de mim esse Brasil profundo.
3. O que esse texto e esse seriado te ensinaram nos anos 1980? E o que tudo isso pode ensinar ainda hoje?
Guimarães Rosa é uma viagem intensa para dentro e fora de nós. “Grande Sertão: Veredas” é um dos livros mais importantes do mundo, e Diadorim é um dos personagens mais complexos que um ator pode vivenciar. Eu mergulhei profundamente e emprestei a alma para criar Diadorim. O meu “Diário do Grande Sertão” se tornou um livro atemporal e, por incrível que pareça, muito atual. Justamente porque relata o que eu aprendi com cada experiência e, sem dúvida, as mais difíceis da minha vida. Esse meu livro é uma lição de amor maior do que eu imaginava e tem muito humor para mostrar que, sem ele, a gente não sobrevive.
Sim, Dia das Mães é uma data muito especial e celebrá-la é mais do que comprar um presente: é dar um significado, é fazer uma curadoria especial, tudo o que Tomas Biaggi Carvalho faz na Amarello Loja, Café & Empório, localizada nos Jardins. As cestas especiais traduzem afeto por meio de experiências sensoriais. E a marca reforça sua proposta de transformar o cotidiano em ritual, reunindo produtos que dialogam com memória, cuidado e prazer à mesa.
Mais do que presentes, as cestas funcionam como extensões do universo Amarello, que conecta ingredientes da cultura ítalo-caipira a pequenos produtores, marcas autorais e itens de bem-estar. A ideia é desacelerar e celebrar a data de forma íntima e significativa.
As cestas estão disponíveis durante o período que antecede a data e refletem o DNA da Amarello, que desde 2009 se dedica a celebrar a cultura brasileira por meio da mesa, do design e das histórias que atravessam cada produto. Aqui escolhi alguns dos meus preferidos para este dia de celebração.
Por conta de uma longa estada no estaleiro, alterei minhas preferências na TV: o canal Arte1 foi uma das minhas escolhas
Consegui assistir a pelo menos um filme no streaming: “Jovens Amantes”, com a maravilhosa Fanny Ardant — vi no Prime Video e recomendo muito
Fiquei com vontade de participar das aulas de yoga que acontecem à noite no Natural History Museum, em Londres: que sonho! Elas acontecem bem debaixo da baleia suspensa no hall principal
Me senti acolhida por amigos que me visitaram, mandaram mensagens, flores e mimos quando cheguei de volta em casa
Mais uma vez, caí de amores por um casaco da marca Bode, uma das minhas preferidas no momento
Comecei a achar graça em alguns modelos das novas coleções de Alessandro Michele para a Balenciaga: interessante
Por conta de estar ainda em recuperação, não pude participar da estreia da maravilhosa mostra “Burle Marx: Plantas em Movimento” no Museu Judaico de São Paulo e nem na abertura da loja Prasi, das queridas Helena Sicupira e Mariana Prates, que estreou no Iguatemi
Assisti a Taisa Machado em um programa sobre ioga no Canal Off: sou fã dela desde os tempos de pandemia, com as aulas on-line que ela dava no Rio de Janeiro sobre funk e a diáspora negra — ela é uma inspiração
Descobri a The Whitney Review of New Writing, revista que virou casa para textos que não cabem tão bem nas críticas literárias tradicionais: achei muito interessante
Recebi o convite para a mostra de Claudia Liz e Adriano Damas, a partir de 7 de maio, na NATA Galeria de Arte Contemporânea — com curadoria de Tálisson Melo
Já tenho dois livros-desejo: o de Davi Kopenawa, “A Queda no Céu”, e um novo sobre Gabriel García Márquez, da Editora Record
Vi que a história da Gucci virou tapeçaria monumental nas mãos do estilista Demna, durante a Milan Design Week: em um antigo mosteiro de Milão, 105 anos da marca aparecem entre referências renascentistas, jardim e até máquinas de bebida inspiradas nos personagens da família
Para variar, me encantei por um novo tênis: desta vez, da New Balance
Enquanto sonho de olhos abertos com a nova bolsa desejo da Chanel, que é muito, muito cara, fiquei meio apaixonada por essa da Miu Miu — mais pé no chão, mas menos emblemática
Vi que finalmente a Prada fez uma parceria com comunidades da Índia para lançar uma sandália que havia sido muito criticada no verão passado, pela marca ter sido acusada de apropriação indevida — sou a favor de parcerias, de reconhecimento e de trabalhos em conjunto
Fiquei impressionada com como a Moncler resolve bem a questão do verão: trata-se de uma marca feita principalmente para o inverno
Soube que, em 2027, a companhia aérea Qantas vai lançar uma área de bem-estar em voos longos, com espaço para alongar, exercícios guiados, tipo um pequeno spa aéreo para chegar em Sydney, Londres ou Nova York com menos cara de mala despachada
Fiquei sonhando com a apresentação de António Zambujo no Sesc 14 Bis, neste domingo: sou muito fã dele e não perco um show quando ele vem para o Brasil
Resolvi colocar Biarritz novamente na minha lista de destinos desejo: o desfile da Chanel Cruise me deu mais vontade ainda de conhecer esse pedaço da França, onde nunca fui e é tão cheio de charme
Descobri que tem gente voando para a Europa por um motivo bastante específico: manteiga — o resultado são malas recheadas e prateleiras esvaziadas causadas pelo “butter tourism”
Fiquei feliz com as três estrelas Michelin conquistadas pelo restaurante Evvai: sempre admirei muito o chef Luiz Filipe Souza desde o início, muito jovem, muito dedicado e talentoso
Gostei de ver a nova onda de manicure: unhas batizadas de Old Money — esmalte clarinho, sem muita personalidade
Vi Charlotte de Witte transformar Gênova numa pista de dança a céu aberto: com 20 mil pessoas na Piazza Matteotti e apoio da prefeita superstar Silvia Salis, a DJ belga literalmente parou a cidade em um daqueles momentos em que a música ocupa a rua sem pedir licença
Fiquei feliz com a reportagem que li na revista Madame Figaro: a inteligência é o novo luxo. Concorda?
Hora de levantar o astral e celebrar a vida: nada melhor do que Zé Vaqueiro e Ed Gama para isso. Acho que, por aqui, todo mundo já percebeu que eu sou bem eclética, né? E viva a vida!
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