Driblando os maus momentos, enfrentando as agruras femininas e mantendo em dia o manual da boa educação: ai, quantos desafios!

Não sei você, mas eu tenho muita dificuldade em alterar as rotinas da minha vida: gosto de estar na minha casa, de manter meus compromissos de todo dia, me sinto segura. Venho há quase 10 anos todos os verões para Portugal — antes era Mykonos… — e passo no mínimo duas semanas na Comporta, um tempo para me recuperar e resgatar o que ficou perdido pelo caminho. Este ano, pela primeira vez, consegui alterar um pouco esse desenho: vou na próxima semana para a Ilha de Menorca pela primeira vez. Estou ansiosa, estou animada mas, também estou insegura: o que será que eu vou encontrar pela frente num lugar desconhecido, novo para mim? Com certeza, muita coisa interessante, gostosa, bonita. Já estou sentindo que valeu a pena esse esforço de mudança de rota, mas confesso que não foi fácil… Vamos acompanhar juntos os próximos capítulos?


MÃOS À OBRA

Num dia triste, a nossa primeira reação costuma ser bastante civilizada: cancelar os compromissos, preparar alguma coisa quente e desaparecer no sofá. Luz baixa. Uma manta. Celular por perto. O mundo que espere um pouco. Autocuidado, certo? Talvez, mas nem sempre.

A revista The Atlantic lembrou que Ishmael, o narrador de Moby-Dick, quando sentia chegar aquele “novembro chuvoso na alma”, não procurava descanso. Ia para o mar. Mais especificamente, embarcava numa viagem brutal e perigosa para caçar baleias. Oceano, risco e trabalho pesado. Parece uma escolha péssima. Mas há algo de interessante ali.

Talvez, em certos momentos, o que falta não seja conforto. Seja intensidade. Um desafio capaz de nos arrancar daquela tristeza malparada, que vai ocupando todos os cômodos da cabeça. Quando a vida perde o movimento, a saída pode estar justamente em fazer alguma coisa difícil, que nos tire do conforto. Alguma coisa que assuste um pouco. Que exija presença. Que nos devolva a sensação de estar vivo.

Segundo o artigo, existe uma disposição humana para crescer diante do risco. Não necessariamente o risco inconsequente, claro. Mas aquele desconforto que nos obriga a descobrir recursos que nem sabíamos que tínhamos. Carl Jung falava sobre a necessidade de enfrentar o próprio dragão — e essa imagem é ótima. Todo mundo tem um. Pode ser uma mudança de carreira, um curso que parece complicado demais, o fim de uma relação, uma longa caminhada ou simplesmente a decisão de abandonar uma vida que já ficou pequena.

A diferença está no modo como contamos a história para nós mesmos. Um término pode ser, sim, uma derrota constrangedora. Ou pode ser o começo de uma nova travessia. O sofrimento continua existindo, mas muda de lugar. Deixa de ser uma parede e vira passagem. Um estudo mostrou que enxergar uma grande dificuldade como um chamado para a aventura aumenta a resiliência — gostei muito disso. O problema não desaparece, mas a gente deixa de ser apenas a pessoa atingida por ele e passa a ser também quem está tentando atravessá-lo.

E a parte boa é que não precisa sair para caçar baleias: a aventura pode ser mental. Aprender algo difícil também nos desperta. Ler um livro que exige atenção, voltar a estudar. Dominar um assunto novo. Só que existe um pequeno problema bem contemporâneo: o celular está sempre ali, oferecendo prazer sem esforço. Entre enfrentar algumas páginas de filosofia e deslizar o dedo pela tela, o cérebro cansado costuma escolher a tela. É mais fácil. Mais rápido. E infinitamente mais vazio.

Passamos tempo demais tentando anestesiar qualquer angústia. Ao primeiro sinal de tristeza, procuramos distração. Ao primeiro tédio, abrimos uma tela. Ao primeiro medo, recuamos. Talvez alguns desses sentimentos não estejam pedindo um esconderijo: talvez estejam pedindo é movimento. Preparado?


AQUELA CONVERSA GOSTOSA…

Tem dias em que a gente resolve a vida inteira sem abrir a boca. Marca encontro, pede comida, reclama do atraso, pergunta se chegou bem, manda coração, termina assunto. Tudo pela tela. A comunicação nunca foi tão intensa e, ao mesmo tempo, a nossa voz anda meio fora de uso. Um paradoxo bem contemporâneo, né?

Li uma reportagem que mostrou que essa impressão não é apenas nostalgia de quem ainda gosta de uma boa conversa. Há vinte anos, pesquisadores usaram um pequeno gravador chamado EAR para acompanhar os sons cotidianos de milhares de pessoas. Aliás, foi assim que derrubaram aquele velho clichê de que mulheres falam muito mais do que homens. Os dois grupos usavam, em média, 16 mil palavras por dia.

Quando um pesquisador refez o estudo com mais de duas mil pessoas, encontrou outra história. A quantidade diária de palavras havia caído cerca de 20%, para pouco mais de 12 mil. Entre os jovens com menos de 25 anos, a queda foi ainda maior. A geração que nunca escreveu tanto talvez esteja falando cada vez menos.

A explicação mais óbvia está na palma da mão. Mensagens substituem telefonemas. Aplicativos substituem perguntas. O caixa automático elimina aquele comentário banal sobre o preço das coisas. O mapa digital evita que a gente peça uma informação na rua.

A conversa despretensiosa tem uma função que nenhum teclado do mundo consegue imitar direito. É falando com quem não conhecemos que esbarramos em ideias novas, aprendemos pequenos detalhes sobre o mundo e, às vezes, melhoramos o humor sem nem perceber. Não precisa ser um grande encontro de almas. Pode ser só uma frase sobre o tempo, uma indicação dada na calçada ou dois minutos de conversa na fila do supermercado — já falamos sobre isso por aqui. O chamado papo furado talvez nunca tenha sido tão necessário.

E é curioso pensar que o tom da nossa voz pode revelar mais sobre uma relação do que aquilo que estamos de fato dizendo. Dá para escrever uma mensagem carinhosa enquanto se está irritado. Dá para escolher o emoji perfeito, revisar a frase e apagar qualquer sinal de impaciência. Na fala, não. A voz entrega o cansaço, a ternura, o constrangimento, o entusiasmo. Além disso, a linguagem falada é cheia de tropeços — e é aí que começa a graça. A gente tenta formar uma frase sem saber como vai terminar. Interrompe. Volta atrás. Ri no meio. Completa o pensamento do outro. Há algo profundamente íntimo nessa pequena falta de controle.

No texto, queremos parecer claros, inteligentes e interessantes. Na conversa, precisamos aceitar o risco de sermos apenas humanos. E isso anda exigindo uma certa coragem.

A reportagem aponta uma redução no número de palavras que usamos todos os dias. Mas talvez o verdadeiro problema não seja quantitativo. Não estamos apenas falando menos. Estamos perdendo aqueles encontros que não foram planejados, não têm objetivo determinado e não deixam registro. Conversas que desaparecem no ar, mas deixam alguma coisa dentro da gente. Isso faz toda a diferença.

TELEFONE SEM FIO

Começou com uma coisa aparentemente ótima: e-mails escritos num inglês impecável. Um professor contou na revista Time que recebia mensagens de leitores chineses e se impressionava com a fluência, a precisão, a elegância. Até descobrir que aquela perfeição toda não vinha exatamente deles. Era a já famosa inteligência artificial alisando frases, apagando hesitações e entregando um texto com cara de nativo.

De alguma forma, essa descoberta provocou nele uma sensação estranha. Como se a máquina tivesse melhorado tanto a comunicação que acabasse retirando de cena justamente quem estava tentando se comunicar. Um idioma perfeito demais pode funcionar como aquelas fotografias tão retocadas que já não parecem retratar ninguém. Está tudo no lugar: a luz, a pele, o enquadramento. Só falta a pessoa.

Aprender um idioma nunca foi apenas encontrar palavras equivalentes. É entrar em outra maneira de organizar o pensamento e tentar entender o mundo. Descobrir sons, ideias e expressões que não cabem perfeitamente na nossa língua.

Os franceses, por exemplo, dizem “pédaler dans la choucroute” (pedalar no chucrute), para falar daquele esforço que não leva a lugar nenhum. Não é uma delícia? A tradução literal parece absurda. Mas é justamente nesse absurdo que mora a cultura. Uma máquina pode até tentar explicar o sentido. Só que a surpresa, o humor e o estranhamento precisam acontecer dentro da gente. Sem falar no caminho desafiador que é preciso enfrentar para dominar um idioma. Estamos ficando muito bons em chegar sem percorrer. Em escrever sem formular. Em falar sem conhecer. Em parecer capazes sem precisar passar pela parte incômoda de aprender. E tudo isso, sinceramente, é péssimo…

Claro que é tentador pegar um atalho. Quem não gostaria de eliminar os erros, as pausas constrangedoras, aquela pronúncia que faz a gente se sentir uma criança? Só que talvez essas falhas sejam justamente a assinatura humana da conversa. O sotaque revela uma história. A frase torta mostra uma tentativa. A palavra procurada no meio do silêncio diz: estou fazendo um esforço para chegar até você.

Não se trata de declarar guerra aos tradutores automáticos ou fingir que a tecnologia não facilita a vida: sim, facilita, e muito. O problema começa quando confundimos facilidade com experiência. Quando terceirizamos não apenas a tarefa, mas também o caminho que poderia nos transformar.

Talvez a comunicação mais verdadeira não seja exatamente aquela que elimina todas as imperfeições, e sim aquela em que conseguimos reconhecer alguém tentando atravessar a distância.

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MANUAL DE BOAS MANEIRAS

Alguém chega ao caixa da padaria, paga, recebe o troco e vai embora sem tirar os fones de ouvido. Nenhuma palavra. Quase nenhum olhar. A operação funciona perfeitamente. O encontro humano, nem tanto. Li no The Guardian uma espécie de manual de etiqueta para 2026. E achei interessante perceber que as regras mudaram bastante, mas a falta de educação continua nascendo do mesmo lugar: da dificuldade de reconhecer que existem outras pessoas no mundo. A tecnologia apenas sofisticou o constrangimento.

Ver vídeos do TikTok em volume alto no transporte público ou numa sala de espera, por exemplo, virou uma forma moderna de dizer que o nosso conforto vale mais do que o sossego coletivo. Não é um grande escândalo. Ninguém chama a patrulha dos bons modos. Mas o ambiente inteiro passa a participar, sem convite, da nossa escolha de conteúdo — bem invasivo isso.

No trabalho, a delicadeza também ganhou novas camadas. Mandar e-mail fora do expediente para funcionários mais jovens pode parecer apenas eficiência, mas cria uma cobrança silenciosa.

E há o celular sobre a mesa. Tela para cima. Sempre pronto para interromper o jantar, a conversa, a confidência. A recomendação do novo bom senso é simples: guardar o aparelho. Não por purismo ou nostalgia de um mundo analógico, mas porque dividir uma refeição ainda deveria significar alguma coisa. Estar à mesa e, ao mesmo tempo, em todos os outros lugares é uma forma bastante deselegante de não estar em lugar algum.

Nas relações íntimas, a coisa fica ainda mais delicada. A mensagem de voz interminável, enviada porque deu preguiça de escrever, transfere o trabalho para quem recebe. A outra pessoa precisa encontrar silêncio, parar o que está fazendo e acompanhar aquele monólogo até o fim. Parece prático para um lado. Para o outro, nem sempre.

Mais curioso ainda é usar inteligência artificial para escrever uma mensagem carinhosa. Pode sair perfeita. Bem pontuada. Sensível. Talvez até com uma frase brilhante no final. Só que existe algo um pouco triste em terceirizar justamente aquilo que deveria carregar a nossa hesitação, o nosso vocabulário e até a nossa falta de jeito. Afeto muito polido às vezes chega sem impressão digital. Temos comentado muito sobre isso por aqui…

Até o “ghosting” ganhou uma leitura menos óbvia. Quando duas pessoas saem uma vez, percebem que o encontro não funcionou e nenhuma delas demonstra interesse em continuar, o silêncio mútuo pode ser mais gentil do que uma mensagem burocrática com “você é adorável, mas...”. Será mesmo? Há controvérsias…

Essa nova etiqueta não exige que a gente decore um catálogo de proibições. Ela pede presença. Intuição. Um pouco de atenção.

Tirar os fones para agradecer. Guardar o celular durante o jantar. Não obrigar uma sala inteira a ouvir o nosso vídeo. Escrever com as próprias palavras quando o assunto é sentimento. Gestos mínimos, quase antigos. Oferecer a alguém a sensação rara de que, por alguns minutos, não estamos em nenhum outro lugar.


OI, ORGASMO

Quando a menopausa chega, vira um grande desafio para qualquer mulher. E o pior: chega acompanhada de uma espécie de discurso de despedida. Adeus ao desejo. Adeus ao conforto. Adeus àquela intimidade mais espontânea. Como se envelhecer fosse assinar, sem ler, um contrato de resignação. Pois uma reportagem da The New Yorker mostra que há mulheres decididas a rasgar esse papel.

No Vale do Silício, a ginecologista Sally Greenwald atende executivas e mulheres casadas com grandes empresários de tecnologia num serviço tão exclusivo que já ganhou um apelido irresistível: “Billionaires’ Vagina Club”. O Clube da Vagina das Bilionárias. Pode parecer uma extravagância muito californiana, dessas que misturam medicina, dinheiro e obsessão por desempenho. E talvez seja. Mas existe ali uma provocação importante: por que aceitamos tão facilmente que a vida sexual feminina tenha prazo de validade?

A doutora parte de uma ideia bastante simples. Saúde sexual é saúde. E chama de “sexspan” o período da vida em que continuamos sexualmente ativas. Para ela, quem pretende chegar aos 80 anos tendo orgasmos precisa começar a cuidar disso antes. Não esperar o corpo pedir socorro. Não tratar o prazer como um capricho que pode ser deixado para depois, principalmente um prazer com tantos benefícios conhecidos: reduzir o estresse, melhorar o sono, fazer bem à saúde cardiovascular e para a cabeça. Convenhamos, é curioso que a medicina tenha levado tanto tempo para perceber que corpo, emoção e desejo moram todos no mesmo endereço. Ai, ai…

O problema é que muitas mulheres chegam aos consultórios contando seus incômodos e escutam, de volta, que é assim mesmo. Coisa da idade. Algo natural. Como se natural fosse sinônimo de inevitável, como se o sofrimento viesse incluído no pacote e reclamar demonstrasse pouca maturidade. Mas ainda bem que não é bem assim…

No consultório, a médica fala em “sexo eficiente”. Pode durar poucos minutos. Pode contar com vibrador e lubrificante. Pode começar sem uma vontade avassaladora. Ela compara isso ao exercício físico. Muitas vezes a gente não está com a menor disposição para começar, mas termina se sentindo ótima. Não parece a comparação mais romântica do mundo, eu sei, mas há algo libertador nela. O desejo nem sempre chega pronto, batendo à porta, vestido para festa. Às vezes ele precisa ser convidado a entrar.

Isso não significa transformar a intimidade em mais uma obrigação da agenda, evidentemente. Já temos metas demais. A questão é outra. É parar de esperar passivamente por uma disposição de cinema enquanto o corpo pede atenção de um jeito um pouco mais prático.

Acho que essa história fala menos sobre sexo e mais sobre autonomia. Sobre não aceitar o declínio como destino apenas porque ninguém se deu ao trabalho de oferecer alternativas. Sobre entender que hormônios, desconfortos e mudanças do corpo merecem conversa séria, sem vergonha e sem aquele silêncio meio constrangedor que costuma cercar o prazer feminino.

Desejos de consumo

Finalzinho das férias escolares, o calor ainda reinando no hemisfério norte, mas muita gente já começa a preparar a volta pra casa, para recomeçar o ano. Foi pensando em manter esse gostinho do sol do Mediterrâneo que eu fiz as minhas escolhas desta semana, no Iguatemi. Ah, sole mio!

Na montagem acima, reprodução da imagem de Jacqueline Kennedy Onassis, costa da Itália, 1962

1 - Para causar nas noites estreladas à beira-mar, escolhi esse vestido de Patrícia Vieira em couro com detalhes em renda preta: sucesso!

2 - Essa sandália ícone de Valentino, na versão rasteira, permite longas caminhadas ao cair do sol…

3 - Essa sacola bastante grande da Gucci serve pra guardar não só a toalha de praia, o livro e os protetores, mas também as melhores memórias…

4 - Sabe aquela brisa no final da tarde? Que tal enfrentá-la com este corta-vento da Comme des Garçons? Como eu amo!

5 - Para arrematar todo esse sonho, que tal o anel Flora, da Sauer? Gran finale!


Nesta semana, recebo Ana Claudia Quintana Arantes para uma conversa sobre finitude, tempo e a coragem de viver antes que seja tarde.

Falamos sobre cuidados paliativos, sobre amor, sofrimento, escuta, família e os arrependimentos mais comuns de quem chega ao fim da vida.

Ao longo da conversa, Ana Claudia mostra que refletir sobre a morte não nos afasta da vida. Pelo contrário: pode ser a melhor maneira de aprender a estabelecer prioridades e viver com mais presença.

Uma conversa profundamente humana transformadora.

A entrevista completa já está no meu canal.
https://www.youtube.com/7FfofjOTwUU

3 perguntas para

Vic Ceridono construiu sua trajetória observando a beleza antes de transformá-la em criação. Durante duas décadas, escreveu sobre produtos, tendências e personagens que ajudaram a moldar a indústria, primeiro como jornalista e depois como uma das vozes mais influentes da beleza no Brasil. Até que chegou o momento de atravessar a fronteira entre quem analisa e quem cria. Assim nasceu a Vic Beauté, marca que traduz um repertório construído ao longo de anos de experimentação, apuração e escuta. Hoje, dividindo a rotina entre Londres e São Paulo, Vic acompanha de perto um mercado que se reinventa em alta velocidade, mas segue apostando naquilo que atravessa modismos: produtos pensados para durar, com uma identidade autoral e uma visão de beleza que nasce menos do excesso e mais da intenção.


1. Em que momento você percebeu que se maquiar poderia ir além de uma paixão pessoal e se transformar em profissão?

Amo maquiagem e beleza desde criança e sempre quis trabalhar com o universo de comunicação — na minha época, isso significava fazer faculdade de jornalismo e buscar emprego em alguma revista feminina. Tive a sorte de entrar como estagiária no Chic, site da Gloria Kalil, no segundo ano da faculdade — era 2005 e éramos suas vizinhas de andar! No ano seguinte, comecei a escrever para a Vogue Brasil e, em 2007 criei meu blog, o Dia de Beauté. Sempre falando de beleza, mas em diferentes plataformas. Lá se vão 20 anos e nunca saí desse universo.

2. Você mora em Londres, mas a VicBeauté é produzida e vendida no Brasil: como é o seu dia a dia conciliando essa vida lá e cá com a gestão da marca aqui?

Bastante animado!! Minha prioridade hoje é a VicBeauté, e tenho passado bastante tempo em São Paulo — mas amo de paixão morar em Londres. Meu marido fica muito mais tempo lá, então nos organizamos assim e funciona. Vejo muitas coisas boas em ambas as cidades e procuro sempre explorar isso. É dinâmico, mas funciona pra mim.


3. Hailey Bieber virou um fenômeno com a Rhode, que conquistou um sucesso estrondoso em pouco tempo: o que você acha desse case e quais são as marcas estrangeiras mais interessantes hoje no mercado de beleza?

Cases como esse sempre vão existir, o que muda é a maneira como consumimos produtos e conteúdo em cada época. O hype, o desejo, a maneira como a notícia se espalha — Estée Lauder foi um fenômeno lá nos anos 40, Hard Candy foi um fenômeno nos anos 2000, Kylie Jenner foi um fenômeno em 2015 e por aí vai. O caso da Rhode tem tudo a ver com o mercado hoje, com uma estratégia executada de maneira muito consistente, pois o mercado está cada vez mais competitivo. Tem muitas marcas estrangeiras interessantes, eu sempre gostei de descobrir novidades e esse é um trabalho infinito — um movimento interessante é que estamos vivendo uma nova era das marcas de maquiadores, como Mary Phillips (maquiadora da Hailey), Violette FR e Westman Atelier, de Gucci Westman, para citar algumas.

Direto do meu Instagram

Essa Semana Eu…

Fiquei me perguntando: o que foi aquilo do Bad Bunny de shorts e sem cuecas, dançando com tudo bem à vontade, em alguns dos shows pela Europa? Comoção geral…


Acompanhei, de longe Harry Styles se divertindo por São Paulo, da Casa do Pão de Queijo até o bairro da Liberdade, passando pelo Ibirapuera e tudo mais


Mesmo não querendo, querendo, acompanhei o nervosismo generalizado das semifinais da Copa


Recebi o convite para ver Camila Pitanga e Bete Coelho nos palcos paulistas: “Lia Lia” estreia na sexta-feira, dia 24, no Centro Cultural Fiesp


Comi mais laranjas todas as manhãs, pêssegos e frutas vermelhas, megassuculentos, durante o dia


Fiquei sabendo pelo próprio Chay Suede que acontece em setembro o lançamento da sua marca de roupas: Salustiano Brasil


Terminei o jantar num dos meus restaurantes favoritos da Comporta, o Dona Bia, com um pudim de figo feito por eles: nada doce e um sabor único


Curti muito cada dia na praia com as melhores companhias: Isabel Braga Dias, Helena Lunardelli, Margarida e Luis Barbosa, Maria Caixas, Sonia e Luis Terepins


Coloquei “Champagne” para tocar direto no meu Spotify, em homenagem a Peppino di Capri, que morreu estes dias


Tomei a melhor de todas as margaritas, preparada pela expert Talita Simões, que passa essa temporada comandando o bar do restaurante Jacaré da Comporta — conheço ela desde os tempos de Trancoso e é uma das minhas mixologistas favoritas


Li tantos elogios nos grupos de WhatsApp que fiquei ansiosa para assistir ao filme “O Convite”, com Olivia Wilde e consultoria da gênia dos comportamentos amorosos, Esther Perel


Me encantei com a edição desta semana da revista How to Spend It, do jornal Financial Times


Soube que o Iguatemi marca presença na terceira edição do “Trancoso en Formentera”, projeto da Haute no verão europeu: acontece a partir do dia 1º de agosto, com convidados, e dá início à contagem regressiva para mais uma temporada de Iguatemi Trancoso no Beach Club Praia Tartarugas


Vi que as fitas cassete estão de volta: no Reino Unido, as vendas crescem há dez anos consecutivos, enquanto novos aparelhos inspirados no Walkman demonstram que, mais do que nostalgia, o retorno revela uma vontade de desacelerar, sem algoritmos escolhendo a próxima faixa


Recebi da artista Teresa de Almeida e Silva a toalha de mesa que eu havia encomendado, com referências ao barroco português: ela é uma artista de mão cheia


Me lembrei muito de minha mãe ao comer um delicioso coquetel de camarão no restaurante Sal, na praia do Carvalhal


Voltei na sexta-feira para Lisboa, depois de 10 dias de sonho na Comporta

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Eu, que já gosto de um Piseiro e amo João Gomes, fiquei surpresa ao descobrir, em Portugal, Chico da Tina, uma versão local desse ritmo que parece tão nordestino. Desnecessário dizer que eu me apaixonei na hora…

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