Passar 15 dias numa semi-intensiva não é para principiantes. Também não se pode dizer que a gente sai de uma experiência dessas do mesmo jeito que entrou. Eu já havia vindo de uma pequena temporada transformadora no Atacama, onde vivi sensações que eu nunca havia experimentado antes. Viver é isso: subir, descer, rodar pra direita, rodar pra esquerda, para cima, para baixo. Sofri bastante nesses dias por aqui no hospital: tive medo, tive falta de ar e também um monte de outras sensações não exatamente agradáveis. Minha agenda, a qual eu estava tão acostumada, não existia mais e minha vida ficou em suspenso. Recebi muitos cuidados dos médicos, assistentes, equipe técnica e de enfermaria. Minha funcionária, Vilma, não me largou um minuto e isso fez toda a diferença. O carinho e a presença, quando possível, da família e dos amigos mais próximos foi fundamental. Sinto que agora estou voltando aos poucos, devidamente curada de uma infecção fortíssima. Lembrei muito do Atacama nesses últimos dias, de como eu me senti um nadinha perto daquele universo imenso do deserto. Como é bom a gente se reduzir à nossa própria insignificância: isso fortalece e dá vontade de seguir em frente. Boa semana para todos.
Ilustração: Maria Eugenia
A ARTE DA DESPEDIDA
A modernidade inventou mil maneiras de disfarçar o inevitável, mas continua sem saber olhar a morte diretamente nos olhos. A gente terceiriza, suaviza, evita, muda de assunto, como se o silêncio pudesse suspender a finitude. Foi por isso que me chamou tanto a atenção uma reportagem da revista Town & Country sobre um movimento que parece ir na contramão de tudo: celebridades decidindo se formar como “death doulas”, essas acompanhantes do fim da vida que oferecem presença, escuta e cuidado não-médico a quem está partindo. Uma coisa parecida com as doulas que ajudam nos partos, só que agora para outro momento da vida…
A atriz Nicole Kidman, por exemplo, está puxando o cordão nessa nova onda: ela decidiu fazer o treinamento depois de perder a mãe em 2024, quando percebeu que, com a correria da rotina familiar e o peso das carreiras, faltava no mundo gente disposta a estar ali, de forma imparcial, apenas oferecendo cuidado e consolo nesse momento tão delicado. Já a diretora de “Hamnet”, Chloé Zhao, buscou a formação por um motivo ainda mais íntimo: ela assumiu que passou a vida inteira apavorada com a morte e sentia que esse pavor a impedia de amar de peito aberto e de viver plenamente. Encarar a finitude virou, no fundo, o seu caminho para a libertação. Tudo isso não deixa de ser muito interessante, não?
Mas foi a história de uma mulher que, ao acompanhar o melhor amigo com um câncer agressivo, ocupou esse lugar tão raro de quem oferece amparo sem invadir. E há algo de muito eloquente nisso tudo: a gente se prepara para nascer, cria rituais, inventa suportes, organiza afetos. Para morrer, quase nada. Como se justamente a última travessia devesse acontecer no improviso, no constrangimento ou na solidão.
No caso dessas doulas, o treinamento é intenso e obriga a pessoa a encarar a própria mortalidade, questionando o que faria se tivesse apenas três meses de vida, de que se orgulharia e que pontas soltas precisaria amarrar. A regra de ouro é nunca impor as próprias vontades, mas servir inteiramente aos desejos de quem está no leito.
Talvez isso nem seja sobre viver mais, nem viver melhor, mas conseguir dizer adeus com alguma verdade. Sem performance. Sem pânico travestido de praticidade. Só com a mão estendida, a escuta inteira e a coragem de permanecer. Estar perto da morte, afinal, talvez seja uma das últimas formas de honestidade que nos restam.
Ao escolher esse tema, lembrei do trabalho magnífico da doutora Ana Claudia Quintana Arantes, médica geriatra, que discorre sobre esse e outros temas ligados ao final da vida. Seus livros merecem ser lidos com afeto, cuidado e coração aberto.
Abrindo o leque / Fotos: Reprodução Instagram
A BELEZA DO TEMPO
Durante muito tempo, a moda se comportou como se envelhecer fosse uma falha de acabamento. Como se toda marca de expressão precisasse ser apagada, toda ruga corrigida, todo fio branco domesticado. Pois achei muito interessante ver essa lógica ser chacoalhada: segundo uma matéria do The New York Times, as últimas semanas de moda mais emblemáticas do mundo colocaram mulheres maduras no centro da cena. E a própria Vogue deu o seu recado ao reunir Anna Wintour e Meryl Streep, ambas com 76 anos, na capa de uma de suas últimas edições. Isso não é pouca coisa: simboliza muito.
O mais interessante é que não se trata de um gesto isolado, desses que a indústria adora fazer para parecer sensível por uma temporada. A mudança parece mais profunda: Chanel abriu o desfile com Stephanie Cavalli, de 50 anos, e levou para a passarela outras tantas mulheres acima dos 40. Bottega Veneta, Tom Ford e Balenciaga seguiram o compasso. Kate Moss apareceu para a Gucci aos 52. Gillian Anderson encerrou a apresentação da Miu Miu aos 57. Sissy Spacek brilhou na primeira fila da Loewe aos 76. Segundo o texto do The New York Times, as 20 marcas mais famosas do mundo incluíram modelos mais velhas em suas coleções. Num universo que sempre vendeu juventude como mandamento, o número tem o peso de uma pequena revolução.
Claro que existe cálculo nisso. Existe mercado. Existe o poder de consumo de quem já passou dos 55 e movimenta uma fatia imensa dos gastos nos Estados Unidos. A moda não costuma dar ponto sem nó, mas reduzir tudo à estratégia comercial seria simplificar demais. Há também um cansaço no ar. Cansaço de tanta pele plastificada, de tanto rosto editado, de tanta tentativa de congelar a vida numa versão artificialmente lisa. Talvez por isso a autenticidade esteja ganhando esta aura nova de desejo. Aliás, um alívio.
Há uma solidez muito rara em quem não tenta apagar a própria trajetória. Num mundo em que tudo parece filtrado, acelerado, retocado, o rosto real ganhou uma força quase subversiva. O verdadeiro luxo talvez tenha mudado de endereço e já não esteja mais na promessa juvenil de parecer outra pessoa, mas na elegância de sustentar quem se é. Habitar o próprio tempo, com suas marcas, sua memória, sua verdade. Isso se chama poder.
Tem uma coisa curiosa nas recusas amorosas. A gente morre de medo de parecer cruel e, nessa aflição, começa a bordar pequenos teatros sociais. Uma palavra aqui, um desvio ali, um “vamos nos falando” que ninguém pretende cumprir. Li na coluna da Miss Manners no The Washington Post e fiquei pensando justamente nisso: no quanto a famosa mentirinha branca, vendida como delicadeza, muitas vezes é só covardia bem embalada.
Como dispensar um pretendente sem ferir o ego dele, especialmente quando as negativas suaves não funcionam e a insistência continua? Miss Manners foi precisa. Disse que, nesse caso, a saída está na honestidade. Gentil. Clara. Sem humilhar. Sem deixar fresta para fantasia. Achei isso chique. Porque existe uma diferença enorme entre sinceridade e brutalidade, embora muita gente adore confundir as duas coisas. Ser honesto não é despejar dureza no colo do outro. Ser honesto, às vezes, é apenas não oferecer uma esperança que você sabe que não existe.
Vai doer? Claro que vai. Ninguém gosta de ouvir que não houve conexão. O ego se ressente, o clima pesa, a vaidade leva um pequeno tombo. Mas faz parte. Quase todo mundo já esteve desse lado da mesa. E, no fundo, por mais incômodo que seja, há certa dignidade em receber uma recusa limpa, em vez de ser conduzido por um labirinto de sinais falsos. Pior do que o “não” é o talvez que nunca foi verdadeiro.
O mais interessante é perceber quanta energia a gente desperdiça tentando administrar a imagem que o outro fará de nós. Como se elegância fosse evitar qualquer mal-estar. Não, não e não: elegância, muitas vezes, é sustentar um momento desconfortável com educação e firmeza. É não transformar uma recusa em novela. É não terceirizar para códigos, desculpinhas e truques uma conversa que pede presença.
A verdadeira saia justa, a grande dificuldade, não se trata de não dizer a verdade, e sim de fugir tanto dela a ponto de ter que repeti-la depois, mais dura, mais fora de hora e muito mais desgastada.
Novos desafios e o mesmo hype de sempre / Fotos: Reprodução Instagram
A NOVA VIBE QUE QUER DIZER MUITO
Tem horas em que uma cidade inteira muda de assunto sem aviso. Los Angeles, por exemplo, parece ter trocado mais um daqueles espetáculos óbvios por um outro tipo de cena. Menos balada, menos grito, menos drink caro equilibrado na mão. Agora, o som que vale escutar é outro. O clack das pedras de mahjong batendo na mesa.
Porque há algo de deliciosamente irônico em ver Hollywood, essa máquina tão treinada para o excesso, se encantar por um jogo de tabuleiro chinês do século 19. Um jogo que muita gente talvez associasse a outro tempo, a outro ritmo, a outras gerações. E, de repente, ele vira objeto de desejo entre os mais jovens, conquista nomes como Blake Lively e Julia Roberts, e passa a circular como a nova senha de pertencimento social. Não deixa de ser fascinante.
O centro dessa pequena febre é Mahjong Mega Church. A “mega igreja” do mahjong, criada por Jared Eng e Eileen Foliente, transformou a noite de jogo em um passaporte social dos mais disputados. A lógica é cristalina. Não se trata apenas de jogar. Trata-se de estar ali. De receber o convite. De ocupar uma cadeira. De circular entre produtores, atores, modelos e outros personagens dessa fauna profissional e social tão própria de Los Angeles. O prêmio não é dinheiro. É acesso. É conversa. É contato. É capital social em estado puro.
E, claro que, quando uma mania encontra a elite certa, ela rapidamente ganha figurino, cenário e mercado. O mahjong já não é só um jogo. Vira um lifestyle. Entram em cena os tapetes coloridos, as mesas flutuantes para partidas na piscina, os conjuntos de pedras cuidadosamente desenhados para render beleza e desejo, tudo embalado por essa estética contemporânea que parece exigir que até a diversão venha pronta para ser fotografada. Até os treinadores profissionais, contratados para ensinar as 144 peças do jogo, entram na dança.
Há uma geração cansada do ritual social barulhento. Cansada da noite construída em torno do álcool, da performance, da exibição. E talvez justamente por isso o luxo tenha mudado de lugar. Já não está em ser visto numa sala ensurdecedora. Está, sim, em se sentar diante de uma mesa. Em pensar. Em prestar atenção. Em interagir de fato. Em descobrir que intimidade, hoje, pode ser mais valiosa do que barulho.
O que essa nova febre parece dizer é algo muito simples e muito sofisticado ao mesmo tempo: talvez o auge da vida social contemporânea não esteja mais na agitação, mas na curadoria. Menos excesso. Mais estrutura. Menos multidão. Mais comunidade. Em um mundo saturado de telas, algoritmos e isolamento disfarçado de conexão, sentar frente a frente para compartilhar tempo, jogo e presença talvez seja mesmo um novo artigo de luxo.
Ilustração: Maria Eugenia
A ESTRATÉGIA DO AFETO
Li uma reportagem da revista The Week sobre a chamada “femosphere”, ou femosfera, e fiquei pensando bastante sobre esse tema, o qual eu nunca tinha ouvido falar. Trata-se de uma comunidade online de influenciadoras que propõe uma espécie de reeducação sentimental para mulheres jovens. Só que, em vez de ampliar a liberdade, a cartilha parece trocar romantismo por cálculo. Afeto por tática. Entrega por controle.
A lógica é simples, mas duríssima. Se os homens são egoístas por natureza, como esse universo sugere, então resta a elas parar de acreditar em parceria e começar a jogar para ganhar. Nada de casualidade. Nada de vulnerabilidade. Nada de ingenuidade. Entra em cena a tal “pílula rosa”, que descarta os ideais igualitários do feminismo liberal e abraça uma visão bem mais cínica das relações. Algumas dessas vozes chegam a incentivar uma performance de feminilidade clássica com um objetivo bastante prático: atrair homens que garantam sustento financeiro. Romance, aqui, vira plano de carreira.
É claro que esse tipo de pensamento não nasce do nada: ele responde a uma fadiga real. A promessa de que as mulheres poderiam dar conta de tudo acabou produzindo, para muita gente, um cotidiano impossível. Carreira, casa, cuidado, expectativa, performance. Essa conta emocional pesa justamente sobre quem foi educada para acreditar que independência e plenitude viriam no mesmo pacote. Não vieram. Veio cansaço.
E então surge a tentação da armadura. Faz sentido. Quando o afeto decepciona, a estratégia seduz. Quando a reciprocidade falha, a frieza parece inteligência. Só que existe um preço alto nessa sofisticação defensiva: quando o encontro vira transação, a autenticidade sai de cena. Fica tudo mais protegido, talvez. Mas também mais pobre.
O mais curioso é que a femosfera, apesar de se apresentar como reação à “manosphere”, acaba espelhando exatamente a mesma miséria emocional. Os dois lados partem da mesma crença desoladora: a de que intimidade é campo de batalha, de que o outro é sempre uma ameaça em potencial, de que sentir menos é a melhor forma de perder menos. É um jeito muito solitário de estar no mundo.
Essa tal educação para o cinismo pode até parecer moderna. Mas talvez seja apenas uma versão repaginada de um velho medo: o de precisar do outro. O de baixar a guarda. O de descobrir que amar continua sendo, apesar de toda a teoria, uma experiência que não cabe numa planilha de cálculos.
E aí está o ponto que mais mexeu comigo. Em tempos de tanta blindagem emocional, o caso talvez não seja vencer o jogo afetivo. Talvez seja ainda acreditar que nem tudo precisa ser administrado como negócio. Que alguma coisa em nós ainda pode escapar ao cálculo. E que, sem esse risco, o amor até pode ficar mais interessante…
Sim, o outono começou a se instalar um pouco atrasado, mas em tempo de nos inspirar com as cores da nova estação. Optei por algumas ousadias nas minhas escolhas da semana pelo Iguatemi. Tudo para alegrar a vida!
Na montagem acima, imagem de Mark Rothko, No. 13, 1958
1 - Fiquei muito encantada com essa calça cargo da Loewe: achei perfeita para começar a construir o look
2 - Com esses escarpins brancos da Comme des Garçons, a história vira outra: que alegria!!
3 - Com esse lenço tipo Vintage de algodão da Gallerist, qualquer ventinho inesperado será respondido à altura!
4 - Ah, essa bolsa de couro da Valentino, a Panthea, conquistou meu coração…
5 - E o que dizer do arremate final com esse colar Clash, de ouro amarelos e ônix da Cartier? Quero já!
Nesta semana, recebo Ilana Casoy, criminóloga e escritora, para uma conversa sobre crime, comportamento e o fascínio que essas histórias exercem sobre todos nós.
Falamos sobre o crescimento do true crime — gênero que transforma crimes reais em narrativas para livros, séries, podcasts e documentários — e os limites entre curiosidade, informação e entretenimento quando o assunto é dor real.
Ilana também compartilha como construiu sua trajetória analisando casos e o que esse contato constante com o lado mais extremo da experiência humana revela sobre quem somos.
Ao longo da conversa, fica uma pergunta difícil de evitar: por que essas histórias nos interessam tanto?
Denise Aguiar é educadora, pedagoga com mestrado em Educação, e conduz a Fundação Bradesco com a intimidade de quem não chegou por acaso: chegou por convivência. Ela cresceu perto do avô, Amador Aguiar, fundador do grupo, ouvindo e observando, aprendendo mais pelo exemplo do que por discurso, e carregando uma ideia simples e eficiente: propósito pede constância, e constância pede presença.
Às vésperas da Fundação completar 70 anos, Denise fala dessa efeméride como quem segura duas pontas ao mesmo tempo: preservar princípios e, ao mesmo tempo, seguir evoluindo, porque educação não se sustenta em piloto automático. Entre memórias afetivas e a responsabilidade de gerir o maior projeto de investimento social privado do país, ela pensa no futuro da filantropia brasileira não como um gesto de auxílio, mas como um compromisso inegociável com a dignidade humana.
1. Qual foi o primeiro momento em que a Fundação Bradesco deixou de ser “legado” e virou “missão”?
Desde o primeiro dia: a instituição sempre ocupou um lugar muito presente na minha vida, não apenas pela sua história, mas também pela relação próxima que eu tinha com meu avô e com o próprio ambiente do banco, que eu frequentava desde cedo. Depois da graduação em Pedagogia e da conclusão do Mestrado em Educação, eu voltei ao Brasil e cada vez mais eu estava presente na sede do banco. Meu avô já dizia para as pessoas que eu iria cuidar da Fundação e, foi então, que eu combinei com ele que passaria um ano trabalhando em uma das escolas, vivenciando mais de perto essa realidade. A experiência foi transformadora. No contato direto com os alunos, com a rotina da escola e com as histórias de vida que ali se cruzam, eu me identifiquei profundamente com o propósito da Fundação e compreendi a dimensão do seu impacto na vida das pessoas.
Desde então, sigo dedicada a dar continuidade a esse trabalho, com o mesmo propósito que me move até hoje. A missão da Fundação Bradesco é levar educação básica para quem mais precisa — e é isso que orienta, diariamente, cada passo dessa trajetória.
2. Qual foi o maior ensinamento que seu avô, Amador Aguiar, lhe transmitiu e que permanece presente na sua trajetória?
Sou a neta mais velha e tive um convívio muito próximo com o meu avô ao longo de toda a vida. Essa proximidade foi fundamental, pois me permitiu aprender com ele de forma muito direta, principalmente pelo exemplo. Meu avô era um homem de valores muito fortes, e tudo o que ele me transmitiu teve grande importância na minha formação. Mais do que um único ensinamento, foram diversos aprendizados que carrego até hoje. Entre eles, destaco a importância de estar conectado à realidade e às pessoas. Ele não partiu de grandes recursos e sempre valorizou essa proximidade, buscando entender de perto, acompanhar e não se distanciar do que realmente importa.
Esse olhar traz também um senso muito forte de responsabilidade. Ele me ensinou que um propósito precisa ser sustentado com consistência, com seriedade e com compromisso ao longo do tempo. Isso permanece muito presente na minha trajetória. É o que orienta a forma como eu trabalho até hoje, com dedicação diária e a consciência de que transformar vidas exige presença contínua e responsabilidade.
3. Às vésperas de completar 70 anos, o que deve ser preservado para que a Fundação Bradesco continue transformando vidas pelas próximas gerações?
Acredito que o mais importante é preservar os nossos princípios e a manutenção do nosso propósito: levar educação básica para quem mais precisa. Ao longo dessas décadas, a Fundação construiu uma atuação sólida, pautada em acompanhamento, estrutura e responsabilidade, elementos fundamentais para a garantia de resultados consistentes. Ao mesmo tempo, é essencial preservarmos nossa capacidade de evoluir. A educação exige atualização constante e abertura para novas formas de ensinar e aprender. Nesse contexto, reforço uma convicção que sempre esteve presente na nossa trajetória: toda criança tem capacidade de aprender, independentemente de seu meio ou classe social. Cabe a nós garantir as condições para que isso aconteça com qualidade.
Para manter essa qualidade, o que nos move é a busca pela excelência em tudo o que fazemos, com atenção aos detalhes e um olhar próximo para o cotidiano de nossas escolas. Acredito que é essa combinação entre consistência, evolução e qualidade no ensino — mantendo a nossa essência, mas com a capacidade de nos transformarmos para dar continuidade aos mesmos princípios — o que nos permitirá seguir relevantes e preparados para continuar transformando vidas pelas próximas gerações.
Por causa de minha longa estadia no hospital em função de uma infecção bem grave, não pude estar no casamento de Francisco Abdalla com Maria Lucia Egoroff, que aconteceu na casa do seu pai, Toninho Abdalla, neste sábado — fiquei triste de perder essa celebração
Apesar de não ser adepta, achei engraçados os novos anéis que medem tudo, lançados pela Adidas: vamos megamodernos e ligeiramente retrô
Para relaxar e me recuperar mais rápido, tenho ido dormir assistindo aos canais de desenhos na TV paga: muito gostoso pegar no sono no embalo de Peppa Pig e outros personagens do tipo
Por ainda não estar devidamente recuperada, não vou poder ir ao almoço de Kika Olsen, da Olsen K, no charmoso restaurante Marcha e Sai, em Higienópolis
Gostei demais de receber no hospital a visita do Teco, mesmo que clandestina
Infelizmente, também não vou conseguir estar no lançamento do livro de Alberto Landgraf, do restaurante Oteque, na Livraria da Travessa do Iguatemi, na segunda-feira, com direito a uma conversa do chef e autor com Rosa Moraes
Fiquei feliz que, finalmente, a Bráz Pizzaria chega ao coração dos Jardins, com abertura para convidados na Alameda Tietê, na quarta-feira
Só posso agradecer aos amigos e à minha família que vieram ficar comigo e cuidaram tão bem de mim nesses dias tão difíceis em que eu passei internada: os caldos mandados pela minha irmã foram o ponto alto, junto com as comidinhas enviadas por minha amiga Renata Guimarães
Fiquei curiosa com uma exposição coletiva no Museum für Fotografie de Berlim, com fotografias de mulheres ligadas ao movimento da Bauhaus
Vi que a marca Muji lançou meias criadas especialmente para quem tem os pés muito feios: são para serem usadas com sandálias tipo havaianas, quase um manifesto silencioso contra o sapato fechado
Vou torcer para estar recuperada na próxima quarta-feira, data da inauguração da loja fixa da Prasi no Iguatemi: parabéns para Mariana Prates e Helena Sicupira
Soube que Pamela Anderson pode estar prestes a trocar o rótulo de ícone pop pelo de guru de lifestyle, com sua nova linha de homeware “The Sentimentalist”, em parceria com a Olive Ateliers — essa mulher é uma fênix!
Descobri que a Chanel escolheu Pedro Pascal como seu novo embaixador — uma combinação que parece saída de um roteiro bem escrito, já que ele encarna exatamente o território onde a maison quer fincar seus próximos passos
Recebi o convite para a estreia de Ara Vartanian no Iguatemi, que vai acontecer no dia 5 de maio: gosto das joias que ele cria
Vou colocar na agenda a reinauguração da Maison Goyard, quinta-feira, no JK Iguatemi — o espaço é lindo!
Estou empenhada em ajudar na venda dos ingressos para o espetáculo da Filarmônica de Berlim, considerada a melhor do mundo pelo The New York Times, que vem ao Brasil para concertos em benefício da TUCCA, nos dias 18 e 19 de outubro, na Sala São Paulo
Estou me preparando para voltar para casa depois de 15 dias hospitalizada: que susto foi essa infecção tão forte...
Acompanhei de longe o desabrochar de uma flor de cacto na janela da minha casa
Vivi um dos poucos momentos relaxantes aqui no hospital quando a equipe do salão de beleza veio até meu quarto para lavar meus cabelos: que delícia
Essa canção criada especialmente para o espetáculo “O grande circo místico” sempre mexeu demais comigo: Beatriz, na voz de Milton Nascimento, é uma das coisas mais profundas e sensíveis da música popular brasileira. Nesse momento, é tudo que eu precisava…
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