Nada como lavar a alma depois de uma semana complicada, mais uma... Difícil. Só mesmo João Fonseca, que aos 19 anos, nos fez festejar e celebrar a relevância do país no esporte, no caso, o tênis. Que lindo foi ver ele batalhar durante quase 5 horas em Roland Garros para vencer o muitas vezes campeão Novak Djokovic. Sim, nenhuma batalha é vencida rapidamente e sem muito, mas muito esforço. Um pouco de sorte também é muito bem-vinda mas a vida é mesmo luta: luta pra gente vencer, luta pro outro não nos atrapalhar, como em grande parte das vezes acontece. Deixando de lado as tristezas pessoais de cada um — o que já não é fácil — a hora é de lutar para que João Fonseca nos inspire com sua resignação, esforço, resiliência e desejo de chegar lá. Que ele seja uma luz nos momentos em que a gente fraqueja por aqui. Obrigada, João.
Ilustração: Maria Eugenia
O PESO DA ORIGEM
Tem uma fantasia muito persistente, quase infantil, de que nascer herdeiro é entrar na vida pela porta certa: a da frente, com tapete vermelho. Como se a fortuna viesse embrulhada junto com serenidade, coragem, desejo, identidade. Pois é. Mas, de acordo com uma reportagem do The Sunday Times, há jovens super-ricos em Londres pagando caro para se aconselhar e falar justamente o contrário: da angústia de ter tudo e, ainda assim, não saber muito bem o que fazer com isso.
A consultoria se chama Dallington e pode custar 120 mil libras por ano. O serviço parece, à primeira vista, quase uma caricatura do mundo do luxo: terapia para herdeiros em uma casa charmosa, com jovens tentando descobrir algum propósito. Mas a coisa é mais delicada. E bem menos engraçada do que parece.
Uma psicóloga, que é sócia do projeto, observou algo perturbador: esses jovens muito ricos apresentam níveis de ansiedade e depressão próximos aos dos mais pobres. Claro que privilégio existe. E como existe. Mas dinheiro, sozinho, não organiza a alma de ninguém. Às vezes, ao contrário, bagunça tudo, só que com mais sofisticação.
Tem também a vergonha — e esse é um ponto muito contemporâneo. A internet criou o rótulo dos nepo babies, essa etiqueta para quem já nasceu com sobrenome, contatos e caminho pavimentado. O resultado é que alguns herdeiros passaram a esconder a própria origem, como se o dinheiro fosse uma doença social.
O curioso é que o excesso de possibilidades também os paralisa. O acesso a um fundo com muito dinheiro é como aquela tela infinita da Netflix: tanta opção que a pessoa trava. Escolhas demais também podem ser uma prisão. O problema parece menos o dinheiro em si e mais o silêncio e o isolamento ao redor dele. As famílias falam de impérios, sucessão, negócio, legado. Mas muitas vezes não falam de medo, culpa, desejo verdadeiro. Não preparam os filhos para lidar com cifras enormes nem para dizer “não quero seguir esse caminho”.
Ler isso dá uma sensação estranha. Não é pena, claro, mesmo porque seria quase absurdo. Mas é uma fresta interessante para pensar no nosso próprio delírio... A gente corre, acumula, compara, deseja, acha que mais dinheiro vai resolver a pergunta essencial. E a pergunta continua lá, quieta, inconveniente: o que eu faço com a minha vida quando ninguém me obriga a fazer nada?
Talvez propósito não se herde. Talvez tenha mesmo que ser construído. Com algum desconforto, algum risco, alguma escolha imperfeita. Dinheiro compra muita coisa, mas não compra vontade. Não compra autoria. Não compra aquele tipo de fome, de desejo que faz uma pessoa sair do lugar. E, num mundo tão obcecado por fortuna, poder descobrir o próprio caminho talvez seja a riqueza mais rara.
Os benefícios de ampliar o repertório / Fotos: Reprodução Instagram; Istockphoto.com
GINÁSTICA DA ALMA
A gente passou anos acreditando que envelhecer bem era quase uma questão de suor e muitas penitências: academia, dietas, proteína, relógio medindo passo, sono, batimento. Tudo certo, claro. Mas aí vem uma reportagem do The Times e dá uma pequena chacoalhada nessa nossa fé na performance: frequentar eventos culturais, cantar, dançar, fotografar, fazer artesanato ou visitar museus e bibliotecas pode desacelerar o envelhecimento com a mesma força de um treino físico extra por semana. Achei isso inusitado. E meio revolucionário.
O estudo, feito por pesquisadores da University College London, analisou exames de sangue de mais de três mil adultos e observou os tais “relógios epigenéticos”, que indicam como anda a nossa idade biológica. Traduzindo: o corpo vai deixando pistas sobre como está envelhecendo. E as pistas apontaram uma boa surpresa: quem se envolve com arte e cultura pelo menos uma vez por semana aparece, em média, um ano mais jovem em termos de saúde geral do que quem quase nunca faz isso. Entre os mais assíduos frequentadores desse circuito, o envelhecimento chega a ser 4% mais lento. E isso se mantém mesmo quando entram na conta renda, escolaridade, peso corporal e tabagismo. Ou seja: não é só papo bonito de gente que ama uma exposição.
O mais interessante é que o efeito fica ainda mais forte depois dos 40. Como se, em algum ponto da vida, o corpo começasse a responder com mais gratidão quando a gente oferece a ele algo além de obrigação. Os pesquisadores dizem que a chave está na variedade. A arte mexe com tudo ao mesmo tempo: corpo, cabeça, emoção, vínculo social. Não é uma coisa só. É um pequeno concerto interno.
E veja que curioso: escutar música com atenção, de verdade, não como ruído de fundo enquanto respondemos mensagens, já é capaz de estimular genes ligados à dopamina, melhorar as sinapses e ajudar na formação de novas células nervosas no cérebro. Música, então, não seria apenas trilha sonora. Seria também cuidado. Quase remédio, mas sem bula. Que maravilha isso…
A gente costuma tratar cultura como luxo, intervalo, prêmio de fim de semana. Primeiro vem o dever. Depois, se sobrar tempo, a beleza. Mas talvez esteja tudo invertido. Talvez visitar uma exposição, cantar no carro, dançar sem plateia ou passar uma tarde numa biblioteca não seja fuga da vida prática. Talvez seja manutenção: da alma, do cérebro, da nossa pobre carcaça tentando atravessar o tempo com alguma graça a mais. Nem todo cuidado precisa ter cara de sacrifício. Alguns vêm com música, cor, silêncio e curiosidade.
Eu tenho uma mania que muita gente acha curiosa. Gosto de falar com estranhos. Com desconhecidos: no elevador, na fila, no supermercado, no avião, naquela espera em que todo mundo pratica uma intimidade profunda com o próprio celular. Não é que eu saia por aí invadindo a vida alheia, claro. Mas adoro quando uma fresta se abre. Um comentário sobre algo do entorno. Um elogio ao cachorro, à roupa. Uma pergunta boba sobre o livro que alguém está lendo…
Por isso, li com muito interesse uma reportagem do The Washington Post sobre como conversar com desconhecidos pode nos deixar mais felizes. Eu super concordo — e fiquei pensando no quanto a gente desaprendeu essa arte aparentemente tão simples.
O pesquisador Nick Epley, da Universidade de Chicago, observou um trem cheio de pessoas se ignorando e decidiu estudar justamente essa nossa mania de isolamento público. A investigação rendeu o livro “A Little More Social” e uma ideia simples, mas quase revolucionária para os tempos de hoje: ser um pouco mais sociável costuma nos fazer bem. Estudos com mais de 30 mil pessoas mostraram que a vida social aumenta a felicidade até entre aqueles que se consideram introvertidos. Ou seja, a questão talvez não seja “eu sou assim mesmo”. Talvez seja só hábito. Um hábito meio duro, meio defensivo, bem urbano.
Às vezes, a gente fica tão preocupado com a frase perfeita que esquece o mais importante: o tom. A ciência parece dizer que não é tanto o que se diz, mas como se chega ao outro. Se vem com simpatia, com cuidado, com um mínimo de calor humano, a pessoa entende. E quase sempre responde melhor do que a nossa cabeça ansiosa imaginava. A armadilha é que a gente antecipa o fracasso. Antes mesmo de tentar, já inventa que a pessoa não vai achar graça, que a conversa poderá ser constrangedora, que o silêncio depois será pior. Os introvertidos sofrem muito com isso. Esperam uma experiência ruim e, por isso, nem se aventuram. Só que, ao evitar o risco, também evitam a surpresa. E a vida, convenhamos, anda precisando de algumas pequenas surpresas — que podem fazer toda a diferença. Dessas que não custam nada, não viram post, não pedem legenda.
O texto também toca num ponto muito nosso: a fuga para a mensagem escrita. Hoje, quando uma conversa dá um friozinho na barriga, a gente digita. É prático, claro, mas não é igual. Falta a voz. Falta o ritmo. Falta aquele sorriso que aparece antes da frase terminar. Falta a imperfeição viva de uma pessoa respondendo na hora.
A modernidade nos vendeu uma falsa elegância do controle. A gente mede a resposta, revisa a frase, apaga, reescreve, manda no momento em que acha certo. Só que conexão não nasce tão bem em ambiente esterilizado. Ela precisa de um pouco de risco.
Ser sociável não parece ser uma personalidade que vem carimbada na nossa carcaça. Parece mais um músculo, pequeno, meio enferrujado em alguns de nós. Dá para exercitar no elevador, no café, na fila do cinema. Um “oi” pode parecer nada. Mas, num mundo cada vez mais cheio de bolhas, telas e silêncios ensaiados, ele vira uma delicadeza. Discreta. E muito necessária.
O universo do “bem-estar” olha para as nossas angústias mais íntimas, dá uma boa embalagem, escolhe uma fonte limpa, coloca uma palavra com cara de laboratório e pronto: vira produto. Agora chegou a vez da saúde… vaginal. Isso mesmo.
Segundo uma reportagem do The New York Times, esse mercado explodiu de um jeito impressionante. Tem hidratante para a vulva de 30 dólares. Calcinha que promete evitar infecções. Massageador vibratório para a ansiedade da intimidade. Teste caseiro de microbioma por quase 500 dólares. Tudo muito bonito, muito delicado, muito “científico”. É aí que mora o perigo.
Porque não se trata apenas de vaidade. Nem de frescura. Nem daquele autocuidado gostoso que a gente escolhe porque faz bem. A questão é outra: essa indústria cresce nas frestas deixadas pela falta de conhecimento e de pesquisa sobre a saúde da mulher. Quando a dor é minimizada, quando a queixa é tratada como exagero, quando a resposta médica não vem, alguém logo aparece para vender uma solução aparentemente milagrosa. Às vezes, com perfume. Às vezes, com pseudociência.
As redes sociais viraram uma espécie de consultório coletivo, meio acolhimento, meio shopping. Famosas falam em podcasts sobre dores pélvicas, o assunto circula, as mulheres se reconhecem, e o mercado corre atrás. A projeção é de que esse setor possa triplicar na próxima década.
Só que muitas dessas promessas chegam com aparência médica, mas são reguladas apenas como cosméticos. Algumas já levaram broncas de agências reguladoras por venderem tratamento onde não havia comprovação.
E aí vem a parte mais incômoda: até 30% das mulheres terão dor vulvovaginal em algum momento da vida. Mesmo assim, os institutos federais norte-americanos destinam apenas 10% do orçamento de pesquisa à saúde feminina. A conta não fecha. Ou melhor: fecha para quem vende.
A questão não é demonizar tudo o que aparece numa prateleira bonita. É separar cuidado de exploração. Existe uma diferença enorme entre buscar conforto e ser empurrada para uma coleção de gomas, cremes, testes e poções porque ninguém levou a sua dor a sério.
O que está faltando não é um produto novo para colocar na bolsa. É ser ouvida. Ter um diagnóstico. Encontrar um médico que não transforme sofrimento em ansiedade antes de investigar o corpo. Ter acesso a uma medicina que respeite a intimidade sem transformá-la em vitrine — mesmo porque bem-estar de verdade não deveria começar no carrinho de compras. E sim, na escuta.
Ilustração: Maria Eugenia
AS BOAS MANEIRAS
Um pequeno drama contemporâneo que quase ninguém confessa: você apresenta dois amigos, um para o outro… Acha lindo. Se sente generosa. Faz a ponte. E, de repente, os dois começam a seguir adiante sem você. Saem juntos. Trocam piadas internas. Postam foto. E você, que inaugurou aquela amizade, fica ali olhando a cena com uma sensação meio ridícula, meio infantil, mas absolutamente humana.
É até um pouco engraçado. Mas amizade também tem protocolo invisível. Tem um tipo de lealdade que não precisa ser anunciada, mas precisa existir.
A regra central é simples: no começo, o amigo que apresentou precisa estar junto. Não dá para sair marcando café escondido, como se a amizade nova fosse um caso clandestino. Nascer pelas costas já é começar torto. Alguns dizem que os encontros a dois só ficam aceitáveis quando o amigo original já faltou algumas vezes ou está viajando.
Alguns defendem que, na primeira saída sem o amigo que os apresentou, mandar uma selfie faz parte do protocolo. É um pequeno gesto diplomático. Um “olha, lembramos de você”. Um teatrozinho de inclusão. Relações também são feitas desses teatros gentis, é bom lembrar.
As redes sociais, claro, complicam tudo. Postar uma foto sem avisar antes pode parecer uma facada com filtro bonito. Pior ainda é quando a pessoa entra em territórios que não são seus. Viagens de família. Confidências antigas. Comentários atravessados sobre o amigo que abriu a porta. Aí não é amizade. É falta de compostura.
Esse manual fala menos sobre ciúme e mais sobre reconhecimento. Quem nos apresenta a alguém oferece uma espécie de credencial afetiva. Abre uma sala. Divide um pedaço do seu mundo. E isso merece gratidão. Mesmo que a amizade nova cresça, ganhe intimidade, vire uma história à parte, existe uma origem. E origem importa.
Vivemos uma época tão solitária, tão faminta de vínculo, que seria triste transformar amigos em propriedade privada. Ninguém deveria guardar pessoas em cofre. Mas também não custa nada ter classe emocional. Saber entrar. Saber agradecer. Saber não ocupar todos os lugares de uma vez.
A regra é circular pelos afetos com intuição e bom senso. Fazer novas pontes sem apagar quem construiu a primeira. Manter a liberdade sem perder a elegância. Simples assim.
Está chegando o dia 12 de junho e quem aí não gosta de comemorar o Dia dos Namorados? Nesta semana, pesquisei nos corredores do Iguatemi presentes para os rapazes. Do bom e do melhor. Com certeza eles vão amar…
Na montagem acima, imagem de Alex Katz, "John", 1960
1 - Essa camisa parka da Balenciaga traz um ar de modernidade muito bem-vindo
2 - Para correr, para treinar: esse New Balance da Sunika também vale para fazer bonito…
3 - Para aqueles que merecem muito, que tal esse relógio de ouro da Boutique Rolex Frattina? Tudo!
4 - Já pensou ele chegar em casa, tomar um belo banho e vestir esse roupão macio da Trousseau? Um sonho…
5 - Ah, que sonho essa mochila da Gucci! Grande o suficiente para uma viagem rápida — e romântica…
Foto: nicolemaier965/Divulgação
3 perguntas para
Lela Brandão é um caso totalmente à parte no mundo da moda. Ela construiu sua marca a partir de uma inversão simples, mas profunda: não é o corpo que deve caber na roupa, e sim a roupa que precisa caber na vida. Criadora da Lela Brandão Co., comunicadora e podcaster, ela transformou o conforto em linguagem, negócio e manifesto: “uma mulher confortável em si é uma revolução” é seu mantra.
Na sua trajetória, moda nunca foi apenas tecido, modelagem ou caimento. Foi também uma forma de valorizar a maneira como as mulheres se olham, ocupam espaço e deixam de tratar suas medidas como problema. Lela costura um projeto em que roupa é presença, conversa e permissão: a de existir sem pedir desculpas ao espelho.
1. Você costuma dizer que uma mulher confortável em si é uma revolução — em que momento essa frase deixou de ser só uma ideia bonita e virou, de fato, um projeto de vida e de negócio?
Eu já sabia que a marca seria construída com o conforto como inegociável, mas ainda não tinha entendido o quanto isso era disruptivo. Então, aos meus 20 e poucos anos, eu estava em uma sessão de tarot, quando a taróloga tirou uma sequência de cartas que falavam que a marca que eu estava criando ia gerar uma revolução na percepção que as mulheres tinham sobre seus corpos. Até então, eu não tinha tanta clareza disso. A palavra revolução ficou muito forte na minha cabeça, então eu liguei os pontos e criei a ideia inicial do nosso slogan, que ficou, naquele momento, como “uma mulher confortável em seu corpo é uma revolução".
O tempo foi passando e eu fui percebendo como a noção de conforto transcende o físico e como as mulheres são empurradas a viver em um desconforto muito específico em tantas esferas. Percebi que criar um mundo mais confortável para as mulheres, de fora para dentro e de dentro para fora, sempre foi o que moveu meu trabalho. Então, mudei a frase para “uma mulher confortável em si é uma revolução", e essa é a premissa de tudo que eu faço, seja na marca, no podcast, como comunicadora, empresária e, sobretudo, como mulher.
2. A sua marca nasce de uma virada importante: parar de exigir que o corpo sirva à roupa e começar a exigir que a roupa sirva ao corpo — o que essa inversão mudou em você?
Parece algo tão banal, né? Mas a verdade é que viver esse universo onde as roupas se adaptam ao corpo, e não o contrário, me transformou completamente. Primeiro porque eu sou modelo de prova da minha marca, o que significa que as roupas que criamos são literalmente feitas para se adaptar a como eu quero me sentir. Fazer esse exercício semanalmente por tantos anos, ir até a fábrica, experimentar as roupas, pontuar o que eu preciso que melhore para o meu conforto, tratar minhas medidas como um dado objetivo, observar um mal caimento das roupas como uma falha de modelagem, e não do meu corpo, tudo isso me transformou psiquicamente. Comecei a me permitir ocupar meu tamanho, com menos medo ou vergonha. Passei a deixar as roupas e o mundo se ajustarem ao meu redor, em vez de eu ter de me adaptar. Mudou também meu olhar sobre o meu corpo e sobre como a indústria da moda tem um poder avassalador de definir como as mulheres vão se sentir sobre si mesmas.
3. Sua marca cresceu muito ouvindo as consumidoras: quando você percebeu que a comunidade não era apenas público, mas quase uma espécie de departamento criativo expandido?
Nós somos uma marca um pouco diferente no mercado. Somos uma Digitally Native Vertical Brand (ou Marca Vertical Digitalmente Nativa - DNVB), mas com uma comunidade muito forte que se conecta ao propósito da marca e ao meu trabalho como influenciadora e podcaster também.
Eu, como influenciadora, além de ser um canal de mídia acoplado, infinito e gratuito para a marca, também tenho esse olhar muito mais interno das redes sociais como diretora criativa. Como eu já trabalhava como influenciadora antes da marca, o meu modo de pensar qualquer projeto sempre foi partindo da premissa de que as redes sociais são um espaço de conversa, não discurso. Nossas redes são um espaço valioso de trocas, informações e conexão, que vão muito além de uma vitrine.
Celebrei a posse do professor Dr. Roberto Kalil na Academia Brasileira de Medicina, em um lindo jantar na casa de Daniela Filomeno e Júnior Seripieri: uma noite de homenagens, de reconhecimento e de afeto
Soube que Helena Carvalhosa lançou, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho, o livro de poesias “Eu me preciso para existir”
Fiquei encantada com um novo barco de madeira que vi num site de turismo de luxo e que viaja pelo rio Nilo — uma coisa de sonho
Coloquei na minha lista de desejos as sapatilhas megacharmosas de Marcela B
Tomei um cappuccino e tive conversas deliciosas com Tomás Biaggi de Carvalho no dia do lançamento dos banquinhos da mostra "Assentos de Origem", em parceria com Antiquário Cristiano Ross, na Amarello Loja & Café da rua Dr. Melo Alves
Acompanhei, de longe, eventos muito interessantes: um, no Fasano Jardins, sobre a relação Brasil-Itália — mais relevante agora que está em vigor o acordo do Mercosul-União Europeia —, e outro sobre segurança jurídica em contratos de longo prazo, na Escola Paulista de Magistratura, com Evane Beiguelman Kramer participando da mesa
Ouvi a filha de João Gilberto, Loulu Gilberto, que está se lançando como cantora: voz e repertório maravilhosos, além das fotos de divulgação assinadas por Bob Wolfenson
Iniciei um ritual diário que está me fazendo muito bem: antes de dormir, leio em voz alta pelo menos dois poemas do livro “Jardim das Oliveiras”, de Adélia Prado — uma verdadeira bênção
Me programei para participar de vários encontros na Feira do Livro, que acontece no Pacaembu: amo o italiano Sandro Veronesi e quero prestigiar Bruna Lombardi na tarde de autógrafos de “O Diário do Grande Sertão”
Recebi um convite para assistir Lia Levin cantando no show “Amiga Menina Mulher”, no Fino da Bossa, na Av. Brigadeiro Faria Lima: vai ser na próxima quinta-feira
Fui visitar João Mellão Neto na sede da Amaro Aviation: que conversa mais deliciosa e que troca mais rica
Vi que Pamela Anderson foi escolhida para estrelar a nova campanha de Jacquemus, ao lado dos filhos
Coloquei na lista de próximas compras o livro sobre o poeta Waly Salomão, escrito por José Simão e editado pela Casa Matinas, de Matinas Suzuki
Me peguei sonhando com um par de tênis amarelos
Pude conhecer vários tipos de meles da marca que tanto admiro, a MBee — trata-se de uma paixão recente que veio pra ficar
Reconheci mais uma vez o talento de Chay Suede: sutil e sensível na cena da novela das nove em que dividiu um café feito por Letícia Colin — que cena especial…
Já me programei para assistir, nos dias 12 ou 13, no Teatro J. Safra, a filósofa e poeta Viviane Mosé no espetáculo “Um Sim à Vida”, um sucesso por onde passa: sou fã dela
Fui dormir encantada com a participação da escritora e psicanalista Ana Suy no programa “Saia Justa”
Trago de volta aqui a sugestão da leitura da última edição da revista Velvet, um primor, com Carlo Ancelotti na capa
Que delícia de som, que vontade de sair dançando… E que dupla é essa? Num arranjo superespecial, Carlinhos Brown divide a canção que compôs, “Primeiro amor primeiro”, com a cantora Simone, sua conterrânea, além das cordas orquestradas pelo maestro Jaques Morelenbaum. Isso sim é um verdadeiro grande encontro!
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