A arte de catar memórias, o poder da rotina e a sabedoria para viajar em grupos: aqui tem isso e muito mais!

Vivi experiências muito fortes nesta semana que passou, mas a que mais mexeu comigo foi assistir a um espetáculo de flamenco num mini teatro nas Ramblas, em Barcelona. O espetáculo se chama “El duende” e confesso que, apesar de gostar demais desse tipo de dança e encenação, não achei que isso iria me tocar tanto. O talento, a beleza, a técnica, o sentimento, o cuidado e a qualidade da performance: tudo isso junto aos dois cantores homens, altos, batendo o pé no chão com aqueles sapatos especiais, um violonista excepcional que me fez lembrar Paco de Lucia, duas bailarinas maravilhosas e um dançarino belíssimo. Isso tudo foi uma experiência tão profunda e me fez lembrar em linha direta da minha vó Amélia, uma espanhola do porto de Vigo, que veio trabalhar na casa dos meus pais antes mesmo de eu nascer e que me criou com palavrões em espanhol, com comidas deliciosas, como arroz de conchinhas — que nenhuma outra criança comia — e com aquela verve forte de quem veio da Galícia. Para mim, a Espanha sempre mexe nesse lugar: do amor, do afeto, do cuidado. Acredito que uma viagem tenha muito a ver com isso: amor, resgate e aprendizado. Estou no caminho.


A ARTE DA ROTINA

Tem dias em que a gente acorda com a sensação de que o mundo resolveu acelerar sem pedir licença. A agenda transborda, as notificações não dão trégua e até escolher o que fazer primeiro parece exigir um esforço enorme. A gente imagina que a saída esteja numa grande mudança de vida, num retiro silencioso ou em alguma técnica revolucionária. Mas talvez ela more em algo muito mais simples: pequenos rituais cotidianos podem ser uma das ferramentas mais eficientes para devolver alguma ordem ao caos.

Achei curioso perceber como a palavra "ritual" costuma carregar um peso desnecessário. A gente pensa em cerimônias antigas, tradições religiosas ou protocolos complexos, quando, na verdade, um ritual pode ser apenas repetir um gesto com intenção. Mesmo que seja preparar o café da manhã exatamente da mesma forma todos os dias na mesma caneca. O mesmo tempo. Dois minutos de absoluto silêncio. Um pequeno intervalo que vira um território protegido dentro do dia, uma pausa previsível num cotidiano que parecia imprevisível o tempo inteiro.

A ciência explica que isso não é coincidência. O cérebro gosta de reconhecer padrões. Quando alguns movimentos deixam de exigir decisões constantes, a carga mental diminui e o sistema que vive em estado de alerta relaxa um pouco. É quase como se dissesse: "Por aqui está tudo sob controle".

Hoje em dia, quando somos obrigados a decidir sobre tudo, o tempo todo, descobrir que algumas escolhas podem simplesmente deixar de existir soa quase como um privilégio.

E existe uma camada ainda mais bonita nessa história. Os rituais não organizam apenas a nossa vida interior. Eles também aproximam as pessoas. Esperar todos se servirem antes de começar uma refeição, bater palmas ao fim de um espetáculo ou compartilhar pequenos gestos repetidos cria uma sensação silenciosa de pertencimento. Quando fazemos algo em sintonia com o outro, o cérebro fortalece vínculos, como se lembrasse que enfrentar o mundo acompanhado continua sendo uma excelente estratégia.

E ninguém precisa esperar uma tradição centenária para viver isso. A gente pode inventar os próprios rituais, tipo respirar fundo antes de uma reunião. Arrumar a mesa antes de começar a trabalhar. Não importa tanto o gesto. Importa o significado que ele ganha quando passa a oferecer um pequeno ponto de estabilidade.

Mesmo que o mundo goste de celebrar grandes transformações, existe uma elegância rara em confiar nos pequenos movimentos repetidos. Assino em baixo.


A BUSCA E O TEMPO

Enquanto todo mundo corre atrás da próxima novidade, milhares de pessoas passaram a caminhar na direção oposta: o passado. Li uma reportagem deliciosa na The New Yorker sobre o fenômeno do “mudlarking”: a prática de vasculhar a lama das margens do rio Tâmisa em busca de objetos esquecidos pelo tempo. Confesso que fiquei fascinada. A ideia de encontrar um pedaço de cerâmica romana, um anel da dinastia Tudor ou até uma dentadura vitoriana não seduz pelo valor da descoberta, mas pela sensação de tocar uma história que ficou séculos em silêncio.

Talvez seja justamente isso que torne essa atividade tão hipnótica. Não existe algoritmo indicando o próximo achado. Não existe tela intermediando a experiência. Só a maré, a lama e um objeto que, por algum motivo, decidiu reaparecer. Uma das pessoas entrevistadas descreveu essa sensação de um jeito inusitado, depois de encontrar um pequeno dado romano de osso. Ela disse que não foi ela quem encontrou a peça. Foi a peça que a encontrou. Achei lindo isso…

Claro que o nosso tempo faz o que sempre faz: transforma encantamento em disputa. O sucesso do mudlarking foi tão grande que a autoridade portuária de Londres suspendeu novas licenças depois que a fila de espera chegou a dez mil pessoas. Vieram as rivalidades, as discussões sobre quem procura do jeito "certo" e até uma competição para registrar as descobertas mais impressionantes. O que nasceu como uma pausa quase meditativa também acabou sendo capturado pela lógica da performance.

Engraçado como a gente passa boa parte da vida tentando antecipar o futuro: a próxima tendência. A próxima tecnologia. A próxima versão de nós mesmos. Enquanto isso, esquecemos que o passado continua ali, quieto, esperando apenas que alguém tenha tempo de resgatá-lo.

Achei bonita essa ideia de que a memória não vive apenas nos grandes museus ou nas vitrines impecáveis da História. Às vezes, ela está escondida na lama, esperando a maré certa para vir à tona. Muito bom poder encontrar um momento de silêncio suficiente para permitir que alguma coisa antiga, inesperadamente, nos encontre também.

AMIGOS PARA SEMPRE

Tem um ritual de férias que a gente adora romantizar: um grupo de amigos, uma casa linda, mesa comprida, taças brindando ao pôr do sol e a promessa de que aqueles dias serão inesquecíveis. E até são. Só que, às vezes, pelos motivos errados.

Li um artigo no Financial Times sobre a delicada arte de viajar em grupo. E achei curioso perceber que o maior desafio dessas férias raramente é o trânsito, o calor ou o voo atrasado. É a convivência.

Tudo começa muito antes da viagem. Começa quando ninguém tem coragem de falar sobre dinheiro. Sempre existe quem queira reservar o restaurante mais caro da região e quem esteja fazendo contas para que a viagem caiba no orçamento. Fingir que essa diferença não existe é quase um convite ao ressentimento. O mesmo vale para os quartos na casa alugada ou no hotel. Parece um detalhe pequeno, mas basta uma suíte melhor do que as outras para nascer uma disputa silenciosa que pode durar dias.

Depois vêm as pequenas diplomacias do cotidiano: crianças. Casais. Hábitos. E aquilo que parece um comentário inocente costuma soar como um ataque pessoal. E é bom lembrar: férias não consertam amizades nem casamentos. Apenas iluminam, com uma luz quase impiedosa, aquilo que já estava rachado.

A verdade é que viajar junto exige uma habilidade que a gente quase nunca coloca na mala: aceitar que as pessoas vivem de um jeito diferente do nosso. Que alguém dorme tarde demais, outro gasta demais, um terceiro relaxa de um jeito que nos irrita — e tudo bem.

Serve para aprender que o luxo de uma viagem em grupo não é a casa perfeita nem a vista mais bonita — e sim voltar para casa ainda amigo de todo mundo. E, de preferência, com histórias engraçadas dos perrengues para contar depois. Afinal, quase sempre são elas que sobrevivem ao álbum de fotos.

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PEQUENOS PRAZERES

Uma nova mania de viagem anda me conquistando mais do que qualquer fila para monumento famoso: entrar num supermercado. Isso mesmo: o mercado talvez seja um dos jeitos mais verdadeiros de conhecer uma cidade. Verdade seja dita: sempre pratiquei essa modalidade antes mesmo de virar moda.

Fui esta semana, por exemplo, ao Boqueria, em Barcelona. Tinha ido semanas atrás ao Bolhão, na cidade do Porto. Fui almoçar no de Cascais com um amigo português. Mercados do mundo todo me fascinam. Enquanto a gente passa anos acreditando que uma boa viagem depende de restaurantes disputados, atrações obrigatórias e fotos nos mesmos lugares de sempre, começamos a olhar para o outro lado: o verdadeiro roteiro pode estar escondido também entre as prateleiras de uma mercearia. Na Grande Épicerie do Bon Marché, em Paris, no Chelsea Market, em Nova York, no sétimo andar do El Corte Inglés, em Lisboa. Na Casa Santa Luzia, por exemplo, em São Paulo: tem coisa melhor do que se perder pelas prateleiras de lá?

Faz sentido. O turismo ficou tão bem ensaiado que, às vezes, parece um cenário repetido. As mesmas vitrines, os mesmos cafés, as mesmas poses. O supermercado, não. Ali está a vida acontecendo: é onde os moradores fazem compras, escolhem frutas, descobrem promoções e levam para casa aquilo que realmente faz parte da rotina. Basta caminhar alguns corredores para entender muito mais sobre um lugar do que em muitas visitas guiadas.

E as descobertas são deliciosas. No Japão, os famosos konbinis, que são lojas de conveniência, foram transformados numa atração por si só, com sanduíches de morango com creme, lamen preparado na hora e soluções criativas. Em Londres, a famosa loja “Fortnum & Mason” continua vendendo chás e geleias desde 1707 — e mesmo o Food Hall da Harrod’s faz a gente sonhar.

Acho que o mais bonito dessa história é perceber que as prateleiras também contam valores. Um simples passeio pode revelar hábitos alimentares, embalagens curiosas e até escolhas coletivas importantes, como a legislação francesa que obriga a doação de alimentos não vendidos. De repente, um corredor de supermercado deixa de ser apenas um lugar de consumo e vira um retrato de uma sociedade.

Pode ser que entrar num mercado de bairro, pegar um cestinho sem precisar comprar quase nada, observar, experimentar, conversar e deixar que o cotidiano faça o trabalho seja uma das experiências mais imersivas na cultura local. Porque, muitas vezes, o que fica na memória não é o cartão-postal. E sim aquilo que é comum e único de cada lugar.


APRENDENDO A BRIGAR?

Sabe aquela história que diz que os casais realmente felizes quase nunca brigam? Como se a ausência de conflito fosse um certificado de sucesso? Bem, a coisa não é muito assim... Li uma reportagem na revista Time que propõe uma inversão curiosa: o problema não é brigar. O problema é que quase ninguém aprendeu a fazer isso direito.

A gente costuma entrar numa discussão como quem entra num tribunal. Cada um chega armado de argumentos, lembrando episódios antigos, colecionando provas para convencer o outro de que está certo. Só que essa lógica transforma qualquer desentendimento numa disputa, quando talvez ele pudesse ser uma investigação. Em vez de dois advogados, dois detetives tentando entender o que realmente aconteceu.

Porque, convenhamos, a discussão quase nunca é sobre a toalha molhada esquecida na cama ou o garfo mal colocado na lava-louças. Esses detalhes só apertam um botão muito mais profundo. Às vezes é medo. Às vezes é insegurança. Às vezes é a sensação de não ser visto ou valorizado. A cena é pequena. O sentimento por trás dela, nem um pouco.

Aliás, até uma boa briga depende de timing. Parece pouco romântico combinar um horário para discutir um problema, mas faz todo sentido. Falar quando ambos estiverem disponíveis emocionalmente, em vez de despejar tudo no meio de um dia caótico, diminui a chance de transformar uma conversa difícil numa guerra. O mesmo vale para aquele velho conselho que quase nunca seguimos: talvez não seja uma boa ideia resolver um conflito quando estamos exaustos, com fome ou completamente sem energia. O nosso corpo também participa das discussões, e muito.

Outro detalhe me chamou atenção. Os especialistas lembram que pequenos gestos físicos podem mudar completamente o rumo de uma conversa: segurar a mão do outro. Ou até conversar lado a lado, sem o peso do contato visual constante, como acontece naturalmente durante uma viagem de carro. É curioso pensar que, antes mesmo das palavras fazerem efeito, o corpo precisa entender que está seguro.

E talvez a maior descoberta seja abandonar a obsessão por resolver tudo imediatamente. Existe uma certa romantização da ideia de nunca dormir brigado. Mas insistir numa solução quando ninguém mais consegue pensar com clareza pode produzir efeito contrário. Às vezes, o gesto mais inteligente é interromper a discussão sem interromper o vínculo. Dizer, em outras palavras: "continuo chateada, mas continuo aqui".

A prova de um relacionamento forte não é nunca entrar em conflito, mas construir uma intimidade forte o suficiente para atravessá-lo. Afinal, amar alguém não é encontrar quem nunca nos contrarie. É aprender, aos poucos, a transformar a briga em conversa. Sem dúvida, uma das artes mais difíceis da vida.

Desejos de consumo

Que bom pai não merece toda a nossa atenção? Todo o cuidado? E um presente mais que especial? Pensei em luxo e sofisticação quando fiz minhas escolhas nas vitrines do Iguatemi.
E um viva para eles!

Na montagem acima, reprodução da imagem de David Hockney, "Nicholas Wilder", 1976

1 - Essa camisa do Emporio Armani é clássica, mas com um ar jovial: gostei

2 - Esse tênis Balenciaga? Serve para praticar esporte, mas serve também para enfrentar as longas distâncias nos aeroportos e nas ruas do mundo

3 - Para carregar os itens de toalete com graça e estilo, que tal essa nécessaire da Saint Laurent? Combina com qualquer banheiro de hotel cinco estrelas pelo mundo!

4 - Para compor o look nesses tempos mais frios, esse cachecol de lã de Salvatore Ferragamo cumpre o que promete!

5 - Agora, se o presente é mesmo para ser inesquecível, que tal esse relógio em ouro e aço da Boutique Rolex Fratina?


3 perguntas para

Elizabeth Machado percorreu um caminho pouco previsível até chegar à presidência do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Formada em Economia, iniciou a carreira cercada por intelectuais, pesquisadores e artistas, transitando entre o pensamento crítico e a gestão pública antes de descobrir, na cultura, o lugar onde técnica e sensibilidade poderiam caminhar juntas. Desde 2021 no comando do MAM, ela liderou um dos momentos mais desafiadores da história recente do museu: o fechamento temporário da sede durante as obras da marquise do Ibirapuera. Em vez de interromper suas atividades, transformou esse período em uma oportunidade para levar parte do acervo a novos espaços, fortalecer parcerias e ampliar o alcance da instituição. Agora, às vésperas da reabertura do museu, Elizabeth reflete sobre como a experiência de estar "fora de casa" não apenas renovou o edifício, mas também provocou uma revisão do papel que o museu deseja ocupar na cidade e na vida de seus visitantes.


1. Você é economista de formação, mas construiu uma trajetória de mais de três décadas na cultura: em que momento percebeu que a arte deixaria de ser apenas um interesse e se tornaria o centro da sua vida profissional?

Eu era apaixonada por música, cinema e teatro desde adolescente. Mas, profissionalmente, me atraíam mais as ciências exatas e a sociologia. No Governo Sarney, fui convidada para trabalhar em Brasília. Uma das minhas atribuições era acompanhar a área da cultura, assuntos relacionados ao cinema, ao livro e leis de incentivo. Foi a minha primeira aproximação profissional com a economia da cultura. Depois, de volta a São Paulo, um grupo de empresários criou um projeto para construir um teatro no Parque Villa-Lobos. Esse projeto durou alguns anos, mas, com o Plano Collor, as atividades foram suspensas. Porém, do meu ponto de vista pessoal, aprendi muito nesse período com relação a teatros, ao seu funcionamento e administração. Visitei vários teatros do mundo, onde conversava sobre a gestão do espaço, programação e sustentabilidade. Coincidiu que, naquele momento, o Teatro Alfa estava procurando um profissional para o cargo de direção. Fui contratada e lá fiquei por 18 anos. A partir daí, realmente a arte entrou pesado na minha vida profissional.

Em 2021, com a COVID, o teatro fechou e recebi o convite para assumir a presidência do MAM. E foi muito bom. Eu já gostava muito do museu e sempre admirei o trabalho educativo pioneiro que Milú Villela criou no MAM. Era nossa inspiração para o educativo do Alfa. Hoje estou muito integrada e motivada com o trabalho. É um desafio muito grande trabalhar com cultura, mas viver perto da arte e de pessoas que amam a arte faz bem.


2. Antes mesmo de assumir a presidência, você já defendia que o MAM ocupasse outros espaços — você acha que o fechamento acelerou uma ideia que já estava em sua cabeça?

O MAM tem um acervo muito interessante e diverso, com mais de 5 mil obras, que são catalogadas, estudadas, preservadas e guardadas em reservas técnicas. Mas, por uma limitação de espaço, elas não ficam expostas ao público. Algumas delas são utilizadas em exposições temporárias no próprio museu ou emprestadas temporariamente para mostras em outras instituições brasileiras ou internacionais. Mas sempre consideramos que seria importante aumentar o acesso público às obras. No período de 2 anos em que a sede ficou fechada, tivemos que reprogramar as atividades. Vimos a oportunidade de conceber e exibir mostras com obras pertencentes ao acervo do MAM em instituições parceiras.

Esse foi um lado bom da situação, permitindo que um público diverso tivesse maior conhecimento desse acervo maravilhoso e possibilitando, também, um estreitamento da relação com as diversas instituições onde as exposições foram montadas. Agora, o programa de parcerias está consolidado e pretendemos seguir com ele, com entusiasmo.


3. O MAM que reabre em setembro é apenas um museu renovado ou é também uma instituição diferente daquela que fechou em 2024?

O museu que abre em setembro é diferente fisicamente do de dois anos atrás. Teve que ser todo renovado em função das interferências causadas pela reforma da marquise do Ibirapuera. Neste período, tivemos que cuidar da reconstrução e das exposições itinerantes, além da obtenção de recursos para as obras e manutenção da instituição. Mas também avançamos no plano estratégico e museológico, no intuito do aprimoramento institucional e organizacional. Novas ideias surgiram e passamos por situações que trazem reflexões. Agora, com um pouco mais de calma e de tempo, vamos decantar a experiência e definir com clareza nossa atuação futura. Eu acredito que o museu vai ser o mesmo no que se refere à sua missão e valores, mas provavelmente diferente na definição das suas prioridades e atividades.

Direto do meu Instagram

Essa Semana Eu…

Estava na Espanha quando a seleção deles venceu a Copa do Mundo: foi lindo ver as comemorações em Madrid pela televisão


Fiquei triste que, mais um ano, não consegui estar na Flip, em Paraty — além das mesas com tantos escritores que eu gostaria de acompanhar, queria ter ido ver a Casa Delas, criada por Vera Iaconelli e Carol Pires, com décor da branco.casa


Passei três dias em Barcelona com direito a estadia na SoHo House — que amei — visitas às obras de Gaudí, como a Sagrada Família, e a uma inesquecível apresentação de flamenco chamada de “El Duende” — fiquei emocionada e muito bem impressionada


Avancei bem no meu livro “Caderno secreto”, de Alba Céspedes, e estou muito envolvida agora: é esse o momento que eu mais gosto na leitura


Arranjei uma amiga espanhola, de Barcelona, no balcão de um restaurante e depois fiz amizade com Jordi Garcia, gerente do SoHo House, um rapaz mega gentil


Comprei meus chás preferidos na Sans & Sans, no bairro de Born — depois cruzei a rua e tomei um chai latte inesquecível no café em frente


Acompanhei a estadia de Meghan Markle e do príncipe Harry em suas férias portuguesas entre Melides e Comporta, com direito a uma visita atenta de Meghan na loja Caju Comporta, de Helena Lunardelli


Perdi a festa de estreia da série de Cauã Reymond na Globoplay, “Jogada de Risco”, pensada e dirigida por ele — não estava em São Paulo, mas tenho certeza de que o sucesso está garantido: sou fã dele


Soube que a cantora portuguesa Marô vai se apresentar dia 7 de novembro na Casa Natura Musical — essa não dá para perder — ela é excelente


Descobri que a balada mais disputada do momento em Londres, Paris e Miami começa às 9 da manhã de um domingo: nas chamadas coffee raves, café, croissants e música substituem drinques e madrugadas


Gostei que a ReciclaLuxo promove ação de Dia dos Pais com peças second hand de Ferragamo, Hermès, Burberry, entre outras, com vendas revertidas para entidades beneficentes — as compras podem ser feitas pelo site


Cheguei, quarta-feira, na ilha de Menorca e fiquei logo encantada com o hotel Can Faustino, com os passeios de barco, as caminhadas pela cidade — que é puro charme: também gostei do vinho local e dos tomates, além das lagostas, das sandálias de couro e da vibe local


Confirmei, sem sombra de dúvida, que um dos meus três restaurantes favoritos no mundo é o bar Cañete, em Barcelona: pelo astral, pelo balcão, pelos garçons, pelo décor e, principalmente, pela comida


Me peguei desejando um LEGO da nova coleção inspirada em Bad Bunny e sua famosa La Casita: seu show virou peça de coleção


Já coloquei na agenda o Encontro Futuro Vivo, que acontece dia 1º de setembro no Teatro Vivo, com uma top lista de participantes


Celebrei que o escritório de advocacia Guimarães Bastos foi eleito o melhor do Brasil em Direito de Família, pela publicação inglesa Chambers and Partners — orgulho de minha amiga querida Renata Mei Hsu Guimarães


Intercalei dias de sol e passeios pelo mar com o trabalho à distância: delícia conseguir fazer isso

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Nada melhor para celebrar estes dias em que estou na Espanha do que a música dos Gipsy Kings. Aqui, uma coisa meio pop, com rumba catalã e flamenco cigano num clipe lançado em 2021, celebrando a força feminina, a tradição da família e a cultura espanhola. Como eu amo tudo isso! Olé!

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