Parece que o caldo entorna cada vez mais: Donald Trump na China, Daniel Vorcaro no Brasil estrelando a cada dia algum novo escândalo e levando junto muita gente. No Rio, o ex-governador comprometido até o pescoço. Não tem santo protetor ou orixá que resolva tudo isso. No mundo do faz de conta, Grazi Massafera terminou a novela das nove como uma das grandes atrizes do Brasil. Eu, por aqui, ainda acredito na cultura, na literatura, nos encontros, nas trocas e no afeto. Se tudo isso não nos salvar exatamente, pelo menos ajuda a gente a atravessar o deserto. Boa viagem para nós.
Ilustração: Maria Eugenia
A DIFÍCIL ARTE DE ESCUTAR
A gente adora dizer que sabe ouvir — quase uma vaidade, aliás. Ninguém quer se imaginar do outro lado, com cara de parede, enquanto alguém tenta contar alguma coisa que se considera importante. Mas, segundo a revista Time, a pesquisadora Vanessa Van Edwards — autora do best-seller “A linguagem secreta do carisma” — costuma fazer um teste cruel em workshops corporativos: pergunta quem se considera bom ouvinte. Quase todo mundo levanta a mão. Depois, ela mostra gravações de reuniões em vídeo. E aí vem o susto: rostos duros. Pouca reação. Aquelas expressões econômicas demais, como se ouvir fosse apenas não interromper. Não é.
Ouvir também aparece no corpo. No rosto. No jeito como a gente inclina a cabeça, acompanha uma emoção, pousa a atenção no outro. É o “escutar alto”: não tem a ver com falar mais. Tem a ver com deixar a presença visível. Mostrar, sem precisar anunciar, que você está ali.
O mais difícil talvez seja ouvir quem a gente já conhece. A gente entra na conversa com o texto pronto, como se já soubesse a próxima frase. Mas deveríamos fazer justamente o contrário: ouvir como se fosse a primeira vez. Parece simples, mas é quase revolucionário — abandonar a legenda automática que colocamos nas pessoas. Parar de completar mentalmente o que o outro ainda nem terminou de dizer.
Tem também uma delicadeza muito importante: acompanhar a temperatura emocional da conversa. Se alguém chega aflito, não adianta abrir um sorriso imenso. Às vezes, o rosto precisa dizer: entendi, isso pesa. A sintonia nasce daí. De um pequeno ajuste: o corpo levemente voltado para a pessoa. Os pés apontados na direção dela. Até a pálpebra inferior, diz a Time, pode ajudar a mostrar foco. Olha o nível de precisão da coisa. Estamos falando quase de uma coreografia da atenção.
Passamos anos aprendendo a falar melhor, vender melhor, nos posicionar melhor. E talvez estejamos ficando piores justamente naquilo que sustenta qualquer encontro: escutar. Ouvir dá trabalho. Exige energia emocional. Exige suportar pausas, não correr para o celular no primeiro silêncio, não transformar a fala do outro em trampolim para a nossa própria história.
Ser ouvido é bom. Mas ser sentido é outra coisa. É quando a pessoa percebe que algo dela chegou até você. Num tempo em que todo mundo disputa atenção como se fosse metro quadrado em bairro valorizado, oferecer presença inteira é luxo.
Dando a volta por cima / Fotos: Reprodução Instagram
NOVOS VELHOS HÁBITOS
Tem uma coisa meio cruel na nossa relação com as mudanças: a gente promete virar uma versão melhor de nós mesmos na segunda-feira e, na quinta, já está negociando com a culpa. Comer melhor. Meditar. Voltar para a academia. Beber mais água. Dormir direito. Tudo parece tão possível no entusiasmo da decisão… mas depois vem a vida. E a vida, como sabemos, não é exatamente uma planilha obediente.
Li também no The Washington Post uma reportagem sobre outra mania, o tal “habit-stacking”, o empilhamento de hábitos, e achei a ideia simples, inteligente e um pouco libertadora. Ela explica que o problema, na maioria das vezes, não é falta de vontade. É a ilusão de que motivação, sozinha, sustenta uma rotina nova. Não sustenta. Motivação é uma visita animada. Aparece, faz barulho, promete mundos e fundos, mas depois vai embora. O que fica mesmo é o método.
A lógica do empilhamento é quase doméstica. Em vez de inventar um novo hábito do nada, solto no ar, a gente deve prender esse gesto a algo que já faz todos os dias. Um hábito antigo pode virar âncora. Depois do banho da manhã, dez minutos de meditação guiada. Depois de ligar a cafeteira, um copo de água. Não é uma revolução. É uma costura. Uma pequena emenda na rotina, feita no lugar exato onde a vida já passa todos os dias.
A beleza disso está justamente na falta de pirotecnia. A gente adora imaginar grandes viradas, decisões definitivas, aquela cena cinematográfica em que a pessoa acorda transformada, troca o armário, muda a alimentação, começa a correr e ainda sorri para o espelho. Mas o cérebro não funciona muito bem com reformas gerais. Ele gosta de repetição. De pista conhecida. De caminho já aberto. Quando uma ação é repetida com consistência, ela vai deixando de exigir esforço e entra no automático, como lavar as mãos depois de usar o banheiro. Ou seja: o truque não é brigar com o piloto automático, é reprogramar a rota.
Especialistas fazem um alerta importante: o erro é querer mudar tudo ao mesmo tempo. A pessoa decide que vai passar uma hora na academia, meditar, comer limpo e reorganizar a vida inteira antes do próximo fim de semana: não há alma que aguente. O segredo é começar pequeno: vinte flexões, um copo de água. Um gesto possível. E, talvez, por isso, poderoso.
Também cai por terra aquela história sedutora de que bastam 28 dias para um hábito nascer. Não é tão redondo assim. Cada pessoa tem seu tempo. Cada hábito tem seu peso. E só faz sentido empilhar uma nova camada quando a anterior já ficou tão natural que perdeu até um pouco da graça. Meio monótona, meio incorporada. Aí, sim, dá para colocar outra coisa por cima.
Achei essa ideia muito boa porque ela tira um peso dos ombros. A mudança deixa de parecer uma prova de caráter e vira um exercício de desenho da vida cotidiana. Não é sobre heroísmo. É sobre encaixe. Sobre entender onde já existe uma fresta e colocar ali um gesto novo, com alguma delicadeza e alguma inteligência. Num mundo que nos cobra resultados o tempo todo, dar um passo pequeno, repetir, confiar faz muito mais sentido. E ainda dá resultado.
Há uma expressão circulando por aí que é simples e forte: “walkaway wives” — as esposas que vão embora. Não necessariamente no auge de uma tragédia, de uma traição cinematográfica, de uma cena com mala jogada na porta. Às vezes, é mais silencioso. Mais profundo, quando a mulher entende que ficou tempo demais num lugar onde ninguém perguntava, de verdade, quem ela era.
De acordo com o jornal britânico The Independent, as mulheres já representam cerca de 63% dos pedidos de divórcio. O dado assusta. Mas talvez assuste porque ele revela uma coisa que muita gente preferia não ver: há um cansaço antigo sendo finalmente nomeado.
Especialistas dizem que a pandemia provocou uma espécie de despertar feminino. Faz sentido. A pausa forçada deixou muita gente presa dentro de casa. E, em alguns casos, presa dentro da própria vida. Quando o barulho do mundo diminuiu, ficou mais difícil não ouvir o barulho interno. Aquele ruído baixo, persistente, dizendo: é isso mesmo que eu quero?
O interessante é que não se trata apenas de independência financeira, embora ela importe, claro. O ponto parece mais íntimo. A menopausa se aproxima ou se instala. Os filhos crescem. A demanda diária do cuidado muda de forma. E aí, de repente, sobra um espaço, bonito e assustador ao mesmo tempo. Porque, quando a mulher para de cuidar de todos o tempo inteiro, pode finalmente se perguntar o que ela própria deseja. E essa pergunta move tudo.
Segundo a reportagem, mais da metade das mulheres maduras terminaria uma relação simplesmente por não se sentir feliz. Não por escândalo. Ou por infelicidade. Durante muito tempo, ela não parecia motivo suficiente para nada. Era quase uma frescura. Casamento era para durar, não para alegrar. E assim muita gente foi ficando.
Só que viver até os 82 anos muda a matemática da resignação. Aos 45, aos 50, aos 55, a vida não está acabando. Ainda há muito tempo pela frente. Tempo demais para sustentar uma casa emocional em que só uma pessoa faz a manutenção.
E não deixa de ser impressionante que quase um terço das mulheres diga estar na fase mais feliz da vida depois da separação. Não se trata de uma apologia ao divórcio. É uma apologia à verdade. À possibilidade de escolher a própria companhia sem transformar isso em fracasso.
A mulher que vai embora costuma carregar não só a mala, mas a sentença coletiva. Será que tentou o bastante? Será que foi egoísta? Será que destruiu uma família? Pouca gente pergunta o contrário: quanto dela foi destruído para manter aquela família funcionando?
A grande mudança pode ser justamente essa: as mulheres estão aceitando menos a ideia de que o conforto conhecido vale qualquer preço. Ir embora não é capricho. É escuta. É intuição. É uma forma tardia e poderosa de bom senso. E talvez seja também uma das decisões mais elegantes que uma mulher pode tomar quando percebe que ficou tempo demais tentando caber numa vida que não a reconhece mais. Que fique claro: a chamada “walkaway wife” não está fugindo. Está é voltando. Para ela mesma.
A gente abre o telefone e parece que entrou numa loja infinita, onde todo mundo vende o mesmo suplemento, a mesma fita de clarear os dentes, a mesma promessa embalada no mesmo sorriso com dentes branquíssimos e preenchimento labial. De repente, até a influência ficou sem alma.
Mas o The Wall Street Journal acredita que talvez a maré esteja mudando. O motivo dessa percepção? As marcas começaram a olhar para um tipo novo de gente. Ou talvez antigo, só esquecido pelo algoritmo: são os “alternativamente influentes”, pessoas que não têm multidões de seguidores nas redes, mas têm algo mais raro: autoridade. Repertório. Pensamento próprio. Prestígio real dentro de um certo mundo.
Enquanto algumas empresas ainda correm atrás de escala, de número, de volume, outras começaram a perceber que falar com todo mundo pode ser quase o mesmo que não falar com ninguém.
E é aí que entra esse novo tipo de influenciador, que nem se considera isso — e talvez justamente por isso tenha influência. Distribui seu trabalho online, conversa com um público específico, atento, interessado. Não parece estar pedindo atenção — está construindo uma ideia. E isso, hoje, vale ouro. Confesso que acho tudo isso muito interessante e bastante bem-vindo.
O mercado percebeu. Surgiram agências novas para representar essa turma que não cabe nem na prateleira das celebridades tradicionais, nem no balcão das dancinhas patrocinadas.
O mais curioso é que essa nova influência não está apoiada apenas na pessoa, no rosto, no carisma, no “olha minha vida”. O foco agora é transformar pensamento em obra. Workshops, salões, livros, relatórios, zines, residências, coisas que existem fora do feed. Coisas que têm corpo. Que ficam. Que podem ser discutidas em volta de uma mesa, não só deslizadas com o polegar.
Vivemos num tempo em que a inteligência artificial copia tom, imagem, pose, legenda e até uma certa ideia de criatividade, mas pensamento original é difícil de se imitar. Assim como uma intuição, um gosto, um olhar.
A influência, no fundo, sempre foi isso. Não era sobre aparecer mais. Era sobre ser levado a sério por quem importa. A internet nos convenceu, durante anos, de que valor era alcance. Talvez agora estejamos lembrando que valor também pode ser profundidade. Relevância. Que uma comunidade pequena, quando é viva, pode ser mais poderosa do que uma plateia imensa olhando sem enxergar.
Gosto muito dessa ideia. Porque ela devolve alguma dignidade ao ato de criar. Isso quer dizer muito.
Ilustração: Maria Eugenia
A VIDA — E A MORTE — COMO ELA É
A morte é aquele assunto que entra na sala e todo mundo finge que não viu. Mas li no The Washington Post uma reportagem sobre as chamadas death doulas, as doulas da morte — aliás, já falamos sobre elas em edições passadas —, e fiquei pensando que talvez o nosso pavor venha menos da morte em si e mais da solidão com que aprendemos a imaginá-la.
Essa nova tendência de ter alguém preparado para acompanhar os momentos finais da vida volta agora com ainda mais força. Essas profissionais não entram no lugar dos médicos. Entram em outro espaço. Mais silencioso. Mais humano. Elas leem para quem está partindo. Colocam música. Ajudam a família a entender o que está acontecendo. Defendem vontades pequenas e enormes. Porque, nessa hora, uma canção pode ser uma despedida. Um quarto pode virar abrigo. Uma escolha pode devolver dignidade. Segundo a reportagem, houve até uma paciente que escolheu o som de “Hamilton”, seu musical favorito, para a hora da despedida final. Achei de uma delicadeza absurda. A vida inteira ali, condensada numa trilha sonora.
É bonito ouvir dessas doulas que o corpo sabe morrer. Assim como sabe nascer. A medicina hoje consegue aliviar muito a dor física e acalmar aquela agitação final que, para quem está ao redor, pode parecer assustadora. E tem coisas nesse processo que parecem quase secretas — a tal lucidez terminal, por exemplo. Uma onda inesperada de clareza, poucos dias antes da morte, que às vezes abre uma janela para conversas que pareciam impossíveis. Há também a ideia de que a audição costuma ser o último sentido a ir embora. Mesmo quando a pessoa já parece distante, ela ainda pode escutar. Então talvez aquela frase simples, “pode ir, nós vamos ficar bem”, seja uma das maiores gentilezas que alguém próximo pode oferecer.
As doulas também contam que muita gente vê nessa hora pessoas queridas que já morreram. E a recomendação é não puxar a pessoa de volta para a nossa lógica aflita: apenas escutar. Acolher. Respeitar.
No fundo, passamos uma vida tentando viver como se fôssemos imortais. Mas a finitude está ali, sentada à mesa, mesmo quando a gente finge que ela não foi convidada. E talvez falar sobre isso seja um jeito de tirar a morte do quarto escuro e colocá-la num lugar mais real, mais verdadeiro.
O real conforto pode ser partir com menos medo. Com a casa interna mais arrumada. Com as vontades ditas. Com os amores avisados. Com uma música boa tocando ao fundo. E, principalmente, com a sensação rara de que a vida não foi apenas atravessada no automático. Foi vivida.
O sucesso foi mais estrondoso do que o esperado: “O Diabo Veste Prada 2” foi super bem avaliado, tanto pela crítica, quanto — e principalmente — pelo público, eu incluída, é claro! De carona no sucesso do filme, eu fiz as minhas escolhas da semana no Iguatemi: pura sofisticação.
1 - Esse look da NK cairia bem tanto em Miranda quanto em Andrea: concorda?
2 - Essa flat de rafia de Marcela B cai como uma luva para os fins de semana na praia, no campo, ou até nos Hamptons!
3 - Desculpe, mas esses brincos de Jean Schlumbwrgwr para a TIFFANY & CO. são a cara de Miranda Priestly: puro poder!
4 - Um saquinho mágico, a bolsa Wish, da Prada, é de seda e excelente para guardar até pequenos segredos
A ARTE DA ALEGRIA, de Goliarda Sapienza, RESSALGA, de Bethânia Pires Amaro, e A QUEDA DO CEU: PALAVRAS DE UM XAMA YANOMAMI, de Davi Kopenawa e Bruce Albert — temas necessários, histórias relevantes
Foto: Reprodução Instagram
3 perguntas para
Lola Müller trabalha como quem entende que um fio nunca é apenas um fio. Depois de mais de duas décadas trabalhando com moda, criando peças em tricô, ela encontrou na casa — e não mais no corpo — um tempo mais largo, menos refém da urgência das coleções e mais próximo da permanência, do uso e do afeto. Hoje, suas mantas, almofadas e tapetes parecem levar pequenas paisagens para dentro dos ambientes. E na decoração, o tecido ganha outro papel. Deixa de vestir o corpo para aquecer a casa, mudar a atmosfera, criar presença. Entre projetos individuais e colaborações com outras artistas, Paola segue ampliando sua linguagem, somando materiais, gestos e olhares. Como se cada peça guardasse, ao mesmo tempo, uma imagem do mundo lá fora e uma vontade de acolhimento por dentro.
1. O que fez você sair do vestuário para a decoração?
Eu trabalhei mais de 20 anos com moda, sempre desenvolvendo peças em tricô para várias marcas. Em 2015, eu tive um convite de uma arquiteta para desenvolver uma série de mantas e almofadas para um grande escritório de arquitetura e para uma loja. E aí eu fiz uma pesquisa e comecei a desenvolver mantas e almofadas para decoração. A partir daí, eu comecei a fazer a migração. Eu ainda tenho projetos de moda, continuo fazendo tricô para algumas marcas, mas agora meu forte realmente é o trabalho para casa.
Acho que uma das coisas que me fez sair do mercado de moda foi o ritmo das coleções. Você mal acaba de criar uma coleção e ela já está liquidando, e aí você já tem que criar uma outra história. Eu acho que esse ritmo da moda passou a me incomodar, especialmente num momento em que falamos tanto sobre sustentabilidade.
2. Você pensa no objeto têxtil como uma forma de alterar a atmosfera de um ambiente?
A minha forma de trabalhar é sempre transformar uma imagem, uma ideia ou um pensamento em tecido. Pensar na trama e em como eu vou traduzir uma imagem em tecido. Desde o começo, eu me inspirei nos biomas brasileiros e na natureza. Tanto que minha primeira coleção também foi feita a partir de imagens aéreas de áreas desmatadas. É uma forma de falar de um assunto sério e que graficamente funcionava para contar essa história. A partir daí, eu fui desenvolvendo várias séries que, na verdade, se conversam: fiz o mosaico tropical, depois fiz uma série sobre o sertão, depois fiz o tapete açude, que foi um sucesso absoluto. A gente mora num centro urbano. Então, essa coisa de conseguir levar natureza para dentro de casa é muito bacana.
Além disso, tem a coisa de estar dentro da casa das pessoas. Quando você trabalha com decoração, tem uma história de acolhimento, de aquecimento. É muito legal quando eu escuto: "Nossa, o tapete já mudou minha casa".
3. E quando uma peça nasce em colaboração, como você protege sua linguagem e, ao mesmo tempo, deixa que ela seja contaminada pelo olhar do outro?
Eu adoro trabalhar em parceria. Eu tenho meu trabalho individual, mas eu adoro trabalhar com outras pessoas. É muito legal quando alguém contribui com uma ideia. O trabalho só cresce.
Eu tenho trabalhos que são tecidos meus, que são rebordados por outra pessoa, como no caso da Taty Takasse. É muito legal porque também tem a identidade dela e tem a minha. A gente consegue somar duas histórias, dois pensamentos. Eu também trabalho muito com a ceramista Heloísa Galvão. A gente está desenvolvendo algumas peças de tecido com cerâmica, que vamos lançar em agosto. E a gente consegue colocar as duas identidades no trabalho.
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